6.12.08

Sozinho

O sol batendo no mar

Na fachada do outro prédio

No batente da janela

 

O brilho explode e revela

O corpo solto na sala

Vestido de solidão

 

Escorre suor da fronte

De cada palma da mão

 

E atravessa o horizonte

Um olhar escurecido

 

Um corpo só e perdido

No espaço de um olhar escuro

 

Um corpo só e maduro

Em meio à escuridão

 

O brilho rasga o oceano

Colore os arranha-céus

 

Envolve os prédios com véus

De luzes tão variadas

 

E os olhos não vêem nada

Só as manchas desbotadas

Que se espalham pela estrada

De quem caminha sozinho

Cristina Motta cantando  Pra dizer adeus  de Edu Lobo e Torquato Neto

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