27.6.11

Gays X Crentes: Despolitizando a questão.

Uma sociedade moderna, como se sabe, não pode ser baseada em preconceitos e a nossa, felizmente, tem evoluído bastante. Nos últimos dias, no entanto, tem havido uma supervalorização das temáticas gay e evangélica, coisa que não ajuda em nada o nosso processo evolutivo. Muito pelo contrário.
Como não faço parte de nenhum dos 2 grupos, e nem nutro qualquer preconceito em relação à ambos, fico à vontade para abordar o tema.
Em primeiro lugar, parece que alguém estabeleceu no Brasil uma nova versão do tratado de Tordesilhas, dividindo as terras entre gays e crentes, o que seria um absurdo. A grande maioria dos gays, e, certamente, também a grande maioria dos evangélicos, passa ao largo dessa batalha burra. O que ocorre, na verdade, é uma exploração indevida e uma extrema politização das diferenças entre os grupos, que, à rigor, não tem porque estar em conflito.
Tanto religião quanto sexualidade são conceitos absolutamente pessoais, não se podendo impor a quem quer que seja uma regra de comportamento específica em relação à eles. Há, no entanto, uma intenção grotesca de politizar o comportamento humano e tentar usar suas forças ou fraquezas em benefício de alguns poucos e com objetivo claro de poder.
Dos dois lados há falsos líderes tentando impor suas concepções pessoais, cada um à seu grupo e, posteriormente, á toda a sociedade. E este comportamento é antigo. Na constituinte já havia esse tipo de disputa entre “Centrão” e “Progressistas”.
Estabelecido o falso conflito de interesses, convoca-se a mídia - que afinal de contas vive disso - para acrescentar o molho à guerrilha e pronto, está formada a confusão. Do jeito que a coisa é colocada, inclusive, tem-se a impressão de que não há conciliação possível e nem alternativas viáveis. Tudo mentira.
Na verdade o que temos de traço em comum é a condição humana e a cidadania, de resto, quase tudo nos torna diferentes um do outro, graças a Deus. Não há entre as pessoas quem ame igual, sinta igual, veja igual ou perceba igual. Irmãos, por mais que se amem, vivem suas experiências com a vida de forma individualizada. Cada um com seu cada um, como se diz por aí.
O que temos diante de nós, tentando opor crentes e gays, é o mesmo sentimento que já vimos antes tentando opor brancos à negros, homens à mulheres, caucasianos à asiáticos, e por aí vai. Na medida em que a humanidade supera estas imposições, a tentativa de impor ódios variados vai se afunilando, mas, no fundo, no fundo, é sempre fundamentada na concepção mentirosa de que deveríamos ser iguais.
A coisa toda acaba servindo, na verdade, como mera cortina de fumaça para encobrir tanto nossa condição humana quanto nossa cidadania. Enquanto debatemos estas falsas polêmicas os donos do poder vão saqueando os cofres e se apossando das riquezas da nação (O cacófato, neste caso, é providencial). E nós aqui, discutindo pequenezas como se alguém tivesse uma procuração para falar em nome de Deus ou de qualquer grupamento que seja... Mergulhados no bobajal.
Deveríamos dar atenção ao que realmente importa, politizando só o que deve ser politizado, né?

25.6.11

A lenda de Beowulf


O Rei estava aos prantos. Diz a lenda que, quando jovem, incorporou Beowulf  (Leia o livro, veja o filme ou chafurde na internet...) e se deixou seduzir pela mãe de Gandalf em troca de poder e riquezas, mas ao invés dos monstros originais do poema épico dinamarquês, seu reino foi infestado por mosquitos gigantes.
O povo convocou o rei, seu grande herói, para enfrentar a pestilência, mas este se viu impedido de executar a tarefa.
- São meus filhos. O que posso eu fazer contra meus filhos? Berrava o rei pelas ruas do reino, entulhadas de lixo.
Já fazia tempo que o povo desconfiava da relação de afeto entre o rei e os insetos. No começo de tudo, quando os mosquitos começaram a se proliferar, ao invés de inseticida o império trouxe um produto estranho, de um reino distante, para combatê-los. Descobriu-se mais tarde que se tratava de fortificante e os bichos ficaram enormes, cada um pesando mais que um fusca. Houve protestos, é claro, mas o rei manteve-se irredutível. E os mosquitos foram crescendo cada vez mais.
Durante um pequeno lapso de poder, uma breve ausência do rei, imaginou-se que o príncipe Vaishitão, governante temporário, combatesse a praga com rigor. Ledo engano. A coisa apenas se agravou mais e mais. Em seu retorno, entretanto, o rei jurou vingança contra o príncipe assim mesmo, e a guerra se intensificou. Estava fundada a oposição, mesmo que sem fundamentos básicos.
No decorrer dos anos, cada vez mais enfraquecido pela idade e pela má vontade da mãe de Gandalf, o Rei viu crescer o poderio de seus inimigos, que insuflavam o povo contra sua liderança. Desgostoso, abandonou seus afazeres e decidiu utilizar todos os recursos do reino em causa própria, financiando os projetos pessoais da princesa, conhecida pelo povo como Sinhazinha, e da nova rainha, que, uma vez entronizada, covardemente abandonou-o em seus delírios senis.
O reino estava praticamente abandonado. O lixo se espalhava pelas ruas, os esgotos corriam à céu aberto, até mesmo o abastecimento de água do reino, controlado por inimigos do rei, era suspenso regularmente, mergulhando a população na sujeira, na doença e na imundice.
Foi então que o povo se levantou e renegou seu rei, ameaçando bani-lo para terras longínquas, para além das fronteiras de Nova Iguaçu.
Com a mãe de Gandalf fora de circuito, já não havia como o rei negociar novos poderes mágicos e até mesmo o dom da ilusão coletiva lhe havia sido tomado. O rei agonizava pelas ruas
– Meu reino por um caminhão de lixo ... Oferecia, o coitado.
Mas seu fim estava próximo. Os Deuses o haviam abandonado. Restava ao rei assistir passivamente a ascensão de seus inimigos e a aquisição de sua rainha por outros reis menores. O Reino estava degradado…
Em seu último dia ainda pode ouvir, no momento derradeiro, o povo, que entoava pelas ruas emporcalhadas uma antiga canção de esperança:
“O rei morreu... Salve o rei que vai chegar. Não sei sofrer, não sei chorar, só sei me conformar.”

OBS: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com eventos recentes ocorrido em Duque de Caxias-RJ é mero deboche.

22.6.11

O grande desafio

O maior desafio para um cronista da atualidade é encontrar uma boa idéia... um assunto que valha à pena, que chame a atenção do leitor e que, se possível, faça-o refletir, ou pelo menos rir de alguma coisa.
A coisa parece simples, mas no Brasil de hoje consubstancia-se em árdua tarefa. Não dá mais para tratar qualquer tema com lirismo, a realidade não permite. O imediatismo e o excesso de praticidade é tão idolatrado na sociedade moderna que qualquer elucubraçãozinha rastaquera fica parecendo um crime. Pior, um crime premeditado.
Estamos falando de um País onde bombeiros são presos e tratados como bandidos e bandidos são soltos e tratados como heróis. Simples assim.
Aliás, só em escrever isso eu já fico preocupado... O Ministério pútrido do meu Estado pode interpretar esta frase como apologia ao crime só pelo fato de exaltar os soldados do fogo. Mas, bolas, se ocorrer um incêndio ou uma nova catástrofe qualquer na cidade ou no Estado quem é que vai ajudar a gente, nos socorrer? Os procuradores do MP? Claro que não, é óbvio.
Por outro lado, se eu usar este espaço para idolatrar Cesare Batistti, o bandido italiano, corro o risco de ter meu Blog rotulado como progressista e até ganhar medalha do governo, ou do Senado, quem sabe, oferecida por aquele Senador debilóide de São Paulo, o Suplicy.
Mas enfim, cronistas atualmente sofrem no Brasil. Não há idéia séria pairando no ar e caso opte-se pelo humor a coisa passa a ser considerada concorrência desleal com o poder executivo. Quem pode concorrer com a nomeação de Ideli Salvati para o Ministério da articulação política? Nenhum humorista que se preze correria este risco. No Ministério da pesca, tudo bem, era ridículo mas só desmoralizava os peixes. Mas articulação política? Pelo amor de Deus... Até o Luiz Sérgio, que antes de ser Ministro exercia o ofício de peso de papel em Angra dos Reis ficou chocado com isso:
- Meu Deus, conseguiram arranjar alguém pior que eu - Teria dito o petista em uma roda de correligionários...
Enfim, eu me recuso. Não quero acordar amanhã com a pecha de "Blogueiro progressista" e correr o risco de ser sequestrado por algum celerado que intente tomar dinheiro dos patrocinadores públicos às minhas custas. Logo eu, que nunca paguei uma conta em dia? Seria um escárnio. Além do mais, se o bandido exigisse algum bem pessoal meu, ao saber da minha lesa, lisa e louca realidade financeira, eu ficaria indignado. Seria cruel abrir mão dos meus bens, tanto da caneta quanto dos óculos. Uma perda inestimável. Cruz credo...

13.6.11

Rostinho simpático

Atenção senhores articuladores políticos do meu brasil varonil, eis a imagem da nossa querida Ministra:
Não pensem se tratar apenas de um rostinho bonito e simpático.
Esta fera foi escolhida a dedo pela própria presidenta, por ordem do ex presidente Lula, o molusco, para comandar a festa de distribuição de cargos e salários aos aliados do Governo.
O PMDB, de Temer, jura que não há nada à TEMER e já declarou amor eterno à nova Ministra, pelo menos até que os cargos os separem.
Todos os partidos da base alugada do Governo ficaram muito satisfeitos com a escolha, pois, afinal de contas, a presidenta tem todo o direito de escolher quem quiser para ocupar seus Ministérios, desde que a base alugada permaneça contemplada.
Em seu primeiro dia de trabalho os servidores do Ministério da articulação política colaram um cartaz na entrada do órgão público: "Por favor, não de comida aos bichos" mas juram, no entanto, que não há na mensagem qualquer alusão à nova Ministra.
Enfim....que Deus proteja nossa alma, pois nosso cérebro já está virando pasta.


12.6.11

A "jênia"

Arrumando a casa: Primeiro dia de trabalho de Ideli Salvati na articulação política.
Como pode-se comprovar, o pessoal do PMDB chega ao final. sempre disposto à ajudar.


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Tentativa de ultrapassagem no Rio de janeiro

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Esse vpideo pode ter sido gravado em qualquer esquina do Rio ou grande Rio...

PT reformula sua estratégia de relação com a imprensa

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Desculpe, galera. Estou sem postar faz tempo, pois ando atoladérrimo. trabalho, facul, essas coisas... Bem feito, quem manda resolver voltar à estudar depois de velho, né?
Aliás, estou chateado por não ter conseguido ainda publicar algo sobre os BOMBEIROS e esse movimento lindo que tomou conta do Rio de Janeiro. Na condição de (Ex) sindicalista, garanto que se existisse um sindicato dos bombeiros controlado pelo PT e seus pares esse movimento jamais existiria. Uma das coisas mais fantásticas da ação dos bombeiros é que ela é livre e espontânea, uma legitima ação popular.
Mas enfim, prometo voltar em breve.
Enquanto isso podem ir curtindo esse vídeo, que revela a verdadeeira aspiração do partido que governa o Brasil em relação à nossa gloriosa imprensa.
Valeu e até breve.