Nossa homenagem à Pixinguinha no Dia Nacional do Choro...
23.4.11
Ari Toledo - Pau de Arara ( Comedor de Gilete)
A música é de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra, foi feita para o musical "Pobre menina rica", mas ficou tão marcada na voz do Ari Toledo que todo mundo que conhece pensa que é dele, inclusive, segundo Carlinhos Lyra, o próprio Ari...rs
21.4.11
Blog do Samuca: Se você é fã do Lula e do PT, nem leia essa pequen...
Blog do Samuca: Se você é fã do Lula e do PT, nem leia essa pequen...: "Extrai alguns trechos de matérias do Reinaldo Azevedo, da Veja, e juntei abaixo. Quando reunimos uma meia dúzia de citações do Lula e anal..."
17.4.11
16.4.11
FHC está certo... Por isso tem sido tão agredido
FHC escreveu um ensaio que nem foi publicado ainda e já vem acumulando baba nos cantos da boca de petistas e adesistas desde ontem. Na verdade FHC disse o óbvio: se a oposição insistir em nadar na piscina do PT, se afoga.
Desde os anos 80 o PT escolheu a estratégia de nivelar tudo por baixo, politicamente, para angariar adeptos. Em seus discursos a composição do povo brasileiro se limita à sem tetos, sem terras, sem isso, sem aquilo e etc. Em geral, os líderes destes movimentos são todos petistas muito bem colocados na vida, mas isso nunca foi muito interessante de se publicar. A outra ponta do novelo petista eram os universitários, em geral jovens de classe médias que, contemplados com o discurso, passaram a canalizar suas frustrações pessoais e empresta-las à causa do PT.
Nos primeiros enfrentamentos eleitorais, no entanto, essa estratégia se mostrou importante, mas não suficiente. Daí o PT foi costeando o alambrado e adotando a velha e boa tática populista para chegar ao poder. Lula foi transformado em líder carismático e aquele amontoado de teses peseudo técnicas defendidas desde os anos 80 ficou limitada às falações dirigidas à alguns guetos pseudo intelectualizados.
Pois bem, mesmo com essa guinada ao populismo e ao apelo carismático, Lula perdeu 2 vezes para FHC por um único motivo: O sociólogo manteve sua postura de liderança intelectual, crítica, burocrática... A liderança que se propõe por "Saber fazer".
De repente, não mais que de repente, os herdeiros de FHC viram-se perdidos diante dos fracassos eleitorais e resolveram lutar com Lula e com o PT "no campo deles". Claro, trata-se de uma burrice colossal. No campo da exploração das carências públicas o PT é imbatível, mesmo quando ele próprio é o responsável por tal carência. Nenhum grupamento político do mundo atribui seus erros aos outros com tanta facilidade quanto o PT. Essa é a marca dos ptistas.
Pois bem, bastou FHC, que já ganhou de Lula duas vezes, defender essa correção de posição das oposições, para o mundo desabar sobre sua cabeça. Petistas, proto petistas, neo petistas e até tucano petistas desandaram a dar chilique e arrancar as próprias penas contra as declarações do ex presidente. Ou são hipócritas ou são completamente beócios...
As oposições no Brasil estão se desmilinguindo exatamente por não contarem nem com identidade, nem com lideranças capazes de formular ações políticas, as raras exceções são FHC, Cesar Maia, Roberto Freire e mais um ou outro líder isolado. Quando aparece uma liderança disposta à isso vem a própria situação e induz a oposição à rechaça-la. Coisa de maluco. Até na opinião e posicionamento de seus quadros mais importantes a situação quer dar linha a oposição. Chega a ser ridículo.
O fato é que as oposições precisam, sim, aprender a pensar o Brasil. Precisam se posicionar de uma maneira diferente desta que aí está, onde o estado é um mero depositário de riquezas para alguns poucos e onde todas as chaves dos cofres da união são franqueadas aos amigos do Rei.
A oposição precisa pensar em parar de nivelar o Brasil por baixo, precisa ir para a rua e gritar bem alto que nosso povo não pode viver de mendicância governamental. Precisa dizer que crescimento econômico de verdade se dá com geração e distribuição de riqueza, não com bolsa esmola. A oposição precisa é aprender a falar grosso e defender os interesses do Brasil, denunciando maracutaias, mensalões e mensalinhos. A oposição precisa ser propositiva, pró ativa e demonstrar à sociedade que sabe fazer, que está preparada tecnicamente e ao mesmo tempo tem sensibilidade política para compreender os anseios da sociedade. A oposição precisa aprender a fazer isso tudo por que foi assim que FHC ganhou de Lula duas vezes. FHC, mais uma vez, está certíssimo.
O PT, é claro, não quer que a oposição faça nada disso. É mais fácil trata-la como uma espécie de PMDB do B, mas eles têm os seu motivos para isso.
Desde os anos 80 o PT escolheu a estratégia de nivelar tudo por baixo, politicamente, para angariar adeptos. Em seus discursos a composição do povo brasileiro se limita à sem tetos, sem terras, sem isso, sem aquilo e etc. Em geral, os líderes destes movimentos são todos petistas muito bem colocados na vida, mas isso nunca foi muito interessante de se publicar. A outra ponta do novelo petista eram os universitários, em geral jovens de classe médias que, contemplados com o discurso, passaram a canalizar suas frustrações pessoais e empresta-las à causa do PT.
Nos primeiros enfrentamentos eleitorais, no entanto, essa estratégia se mostrou importante, mas não suficiente. Daí o PT foi costeando o alambrado e adotando a velha e boa tática populista para chegar ao poder. Lula foi transformado em líder carismático e aquele amontoado de teses peseudo técnicas defendidas desde os anos 80 ficou limitada às falações dirigidas à alguns guetos pseudo intelectualizados.
Pois bem, mesmo com essa guinada ao populismo e ao apelo carismático, Lula perdeu 2 vezes para FHC por um único motivo: O sociólogo manteve sua postura de liderança intelectual, crítica, burocrática... A liderança que se propõe por "Saber fazer".
De repente, não mais que de repente, os herdeiros de FHC viram-se perdidos diante dos fracassos eleitorais e resolveram lutar com Lula e com o PT "no campo deles". Claro, trata-se de uma burrice colossal. No campo da exploração das carências públicas o PT é imbatível, mesmo quando ele próprio é o responsável por tal carência. Nenhum grupamento político do mundo atribui seus erros aos outros com tanta facilidade quanto o PT. Essa é a marca dos ptistas.
Pois bem, bastou FHC, que já ganhou de Lula duas vezes, defender essa correção de posição das oposições, para o mundo desabar sobre sua cabeça. Petistas, proto petistas, neo petistas e até tucano petistas desandaram a dar chilique e arrancar as próprias penas contra as declarações do ex presidente. Ou são hipócritas ou são completamente beócios...
As oposições no Brasil estão se desmilinguindo exatamente por não contarem nem com identidade, nem com lideranças capazes de formular ações políticas, as raras exceções são FHC, Cesar Maia, Roberto Freire e mais um ou outro líder isolado. Quando aparece uma liderança disposta à isso vem a própria situação e induz a oposição à rechaça-la. Coisa de maluco. Até na opinião e posicionamento de seus quadros mais importantes a situação quer dar linha a oposição. Chega a ser ridículo.
O fato é que as oposições precisam, sim, aprender a pensar o Brasil. Precisam se posicionar de uma maneira diferente desta que aí está, onde o estado é um mero depositário de riquezas para alguns poucos e onde todas as chaves dos cofres da união são franqueadas aos amigos do Rei.
A oposição precisa pensar em parar de nivelar o Brasil por baixo, precisa ir para a rua e gritar bem alto que nosso povo não pode viver de mendicância governamental. Precisa dizer que crescimento econômico de verdade se dá com geração e distribuição de riqueza, não com bolsa esmola. A oposição precisa é aprender a falar grosso e defender os interesses do Brasil, denunciando maracutaias, mensalões e mensalinhos. A oposição precisa ser propositiva, pró ativa e demonstrar à sociedade que sabe fazer, que está preparada tecnicamente e ao mesmo tempo tem sensibilidade política para compreender os anseios da sociedade. A oposição precisa aprender a fazer isso tudo por que foi assim que FHC ganhou de Lula duas vezes. FHC, mais uma vez, está certíssimo.
O PT, é claro, não quer que a oposição faça nada disso. É mais fácil trata-la como uma espécie de PMDB do B, mas eles têm os seu motivos para isso.
14.4.11
Baixada é arte - Todas as artes unidas em solo sagrado
Bira da Vila, Heraldo HB, Eldemar de Souza, eu, e mais um montão de gente boa, vamos estar lá, misturando as artes e marcando o território da Baixada como solo sagrado da cultura brasileira.
Tem Samba, Rock, Pop, Dança, Arte de criança...
Todas as tribos criativas do planeta Baixada estarão lá esperando por você pra te encantar, pra te envolver, pra te seduzir...
Essa semana será imperdível. Nunca antes na história desse País a arte da Baixada falou tão alto.
É no SESI e a Entrada é FRANCA
Sobre o projeto:
A Semana BAIXADA É ARTE une, em um mesmo espaço, importantes trabalhos de diferentes linguagens artísticas – música, cinema, literatura, teatro, dança, além de debates temáticos, com o objetivo de valorizar a produção cultural da região.
Mais do que um evento, esta Semana deve ser um movimento de união dos artistas da Baixada em prol da cultura local.
Nestes cinco dias, artistas de expressão irão mostrar que a Baixada Fluminense pode e deve estar integrada à sua riqueza cultural.
BAIXADA É ARTE nasceu do projeto O Canto da Baixada, do cantor e compositor Bira da Vila, que reúne exclusivamente obras de compositores de samba da região.
"A valorização cultural da Baixada Fluminense deve prestar homenagem aos antigos artistas, mas também olhar em direção ao futuro, e encorajar a produção dos novos criadores. Fazendo uma ponte entre estes e o público, o evento busca incentivar o desenvolvimento cultural da região."
Bira da Vila
ESPERAMOS TODOS LÁ!
--
Pagu Produções Culturais
Carolina Bellardi
21 7719-7489
21 8118-7525
12.4.11
Os enganadores profissionais estão de volta
A sociedade brasileira já deveria estar madura o suficiente para saber que quando uma proposta parte de Sarney, boa coisa não pode ser. Quando a proposta de Sarney vira unanimidade no Senado, então, a coisa é gravíssima.
É mais ou menos isso o que vem acontecendo com essa idéia de jerico de um novo plebiscito para definir a questão das armas.
Em 2005 o Brasil recusou, em plebiscito, essa tutela comportamental do Estado, o que deveria ser respeitado, como ocorre em países civilizados. Ao invés disso, no entanto, os perdedores de outrora, inconformados por não poder jogar areia diretamente nos olhos da população, querem rasgar o plebiscito para revotar o já votado.
Pra começar a abordar o assunto, é preciso que se saiba que pelo menos 90 % dos crimes por armas de fogo ocorridos no Brasil, têm sua origem nas armas ilegais e que a imensa maioria destes crimes são solenemente ignoradas pela polícias em geral - antigamente muito mais preocupadas em produzir algum flagrante para a feira do fim de semana do que outra coisa qualquer e hoje em dia completamente afastadas dos casos mais cabeludos- Coisas grandes são negociadas diretamente entre autoridades eleitas e os interessados. É o mundo corporativo que, depois de excluídos seus méritos inegáveis, chegou ao poder público.
Os donos das ações criminosas nas capitais são os comandos e mais comandos, entidades policromáticas tão idolatrados e propagados pela gloriosa mídia brasileira. Suas ações são obscuras, suas armas são ilegais e seus sócios são velados. Exatamente por isso o tráfico e o crime tem sido um negócio tão rendoso nos últimos 30/40 anos, desde a época em que a própria Rede Globo passou a dar a cotação da cocaína no Jornal Nacional, com o legendário Cid Moreira: Foram apreendidos X quilos de cocaína no valor de Y dólares. Bastava fazer as contas.
Se alguém acha que vai tirar o pão da boca dessa galera, fazendo-os entregar as armas, num surto de adesão à cidadania parasitária Global, pode tirar o cavalo da chuva...não há a menor chance. Essas ações geniais formuladas por nossa mídia são apenas de uso externo. Enquanto o homem de bem entrega a arma, os bandidos de verdade, aqueles, profissionais do poder e da grana, vão se apossando da sociedade como um todo, como fizeram com a máquina pública.
Atualmente é raro encontrar-se uma cúpula de segurança pública, seja em que Estado for, que não esteja impregnada com os negócios do crime organizado. Pode-se até dizer que o crime hoje é "quase" ou "para" legal. Sendo assim, falta aos donos deste poderoso esquema controlar à outra parte da estrutura; aquela que não depende do poder público em si, já em suas mãos; aquela que é livre para agir e inclusive defender-se graças aos direitos constitucionais.
Na prática, proibir que as pessoas de bem se protejam é algo semelhante à segurar as famílias para que os bandidos, estes sim, sem problemas com o porte de arma, ajam à vontade.
Baseado nisso tudo podemos afirmar o seguinte: Sarney e sua turma preparam mais um ato para enganação e orquestra dirigido a nação brasileira. Vem mais um golpe por aí, e, como sempre, terrivelmente danoso.
OBS: Só para ficar bem claro, nunca fui usuário ou defensor de armas. O que não significa que eu seja conivente com a coação ao legal, inclusive bons policiais, e liberação dos criminosos, que não prestam satisfação à ninguém e ainda são protegidos por "otoridades".
É mais ou menos isso o que vem acontecendo com essa idéia de jerico de um novo plebiscito para definir a questão das armas.
Em 2005 o Brasil recusou, em plebiscito, essa tutela comportamental do Estado, o que deveria ser respeitado, como ocorre em países civilizados. Ao invés disso, no entanto, os perdedores de outrora, inconformados por não poder jogar areia diretamente nos olhos da população, querem rasgar o plebiscito para revotar o já votado.
Pra começar a abordar o assunto, é preciso que se saiba que pelo menos 90 % dos crimes por armas de fogo ocorridos no Brasil, têm sua origem nas armas ilegais e que a imensa maioria destes crimes são solenemente ignoradas pela polícias em geral - antigamente muito mais preocupadas em produzir algum flagrante para a feira do fim de semana do que outra coisa qualquer e hoje em dia completamente afastadas dos casos mais cabeludos- Coisas grandes são negociadas diretamente entre autoridades eleitas e os interessados. É o mundo corporativo que, depois de excluídos seus méritos inegáveis, chegou ao poder público.
Os donos das ações criminosas nas capitais são os comandos e mais comandos, entidades policromáticas tão idolatrados e propagados pela gloriosa mídia brasileira. Suas ações são obscuras, suas armas são ilegais e seus sócios são velados. Exatamente por isso o tráfico e o crime tem sido um negócio tão rendoso nos últimos 30/40 anos, desde a época em que a própria Rede Globo passou a dar a cotação da cocaína no Jornal Nacional, com o legendário Cid Moreira: Foram apreendidos X quilos de cocaína no valor de Y dólares. Bastava fazer as contas.
Se alguém acha que vai tirar o pão da boca dessa galera, fazendo-os entregar as armas, num surto de adesão à cidadania parasitária Global, pode tirar o cavalo da chuva...não há a menor chance. Essas ações geniais formuladas por nossa mídia são apenas de uso externo. Enquanto o homem de bem entrega a arma, os bandidos de verdade, aqueles, profissionais do poder e da grana, vão se apossando da sociedade como um todo, como fizeram com a máquina pública.
Atualmente é raro encontrar-se uma cúpula de segurança pública, seja em que Estado for, que não esteja impregnada com os negócios do crime organizado. Pode-se até dizer que o crime hoje é "quase" ou "para" legal. Sendo assim, falta aos donos deste poderoso esquema controlar à outra parte da estrutura; aquela que não depende do poder público em si, já em suas mãos; aquela que é livre para agir e inclusive defender-se graças aos direitos constitucionais.
Na prática, proibir que as pessoas de bem se protejam é algo semelhante à segurar as famílias para que os bandidos, estes sim, sem problemas com o porte de arma, ajam à vontade.
Baseado nisso tudo podemos afirmar o seguinte: Sarney e sua turma preparam mais um ato para enganação e orquestra dirigido a nação brasileira. Vem mais um golpe por aí, e, como sempre, terrivelmente danoso.
OBS: Só para ficar bem claro, nunca fui usuário ou defensor de armas. O que não significa que eu seja conivente com a coação ao legal, inclusive bons policiais, e liberação dos criminosos, que não prestam satisfação à ninguém e ainda são protegidos por "otoridades".
11.4.11
Eita coraçãocinho vagabundo...
Sempre tive o hábito, talvez até instinto, de mergulhar além da conta nas coisas em que acredito. Sou assim, não tem como agir de forma diferente.
As vezes até simulo ódios ensandecidos só pra camuflar os exageros amorosos que me domam, atormentam e me impelem à uma espécie rara e moderna de quixotismo. Até aí tudo bem, não é nada que prejudique quem quer que seja. Fico lá com meus moinhos de vento travando batalhas infinitas ancoradas nessa coisa ultrapassada de bem e mal. É a herança que Cervantes me deixou misturada com um “que” de Garcia Marques.
Ma o fato é que esse lirismo lúdico associado às pragas mundanas: café, cigarro, noites mal dormidas e essa falta de dinheiro que é fatal, segundo Taiguara, acabaram me levando à nocaute.
De quarta pra quinta, logo após o jogo do Fluminense, uma dorzinha nojenta pra dedeú começou a se apossar do meu peito e do meu braço esquerdo. Como de hábito, minimizei. “deve ser gazes” determinei para mim mesmo. Até dei-me ao luxo de ligar para uma amiga de quem eu gosto muito, a Alinne, que é médica, mas minimizei os sintomas... algo meio que deliberadamente feito para não deixá-la preocupada, como se isso fosse mudar alguma coisa.
O fato é que no dia seguinte, já no trabalho e ainda com as mesmas dores, a galera me enquadrou, me jogou dentro dum carro e me levou para o Mario Lione, Hospital aqui de Duque de Caxias.
A médica que me atendeu nem esperou eu desfiar o novelo da história que eu havia preparado para contá-la, me mandou logo para uma salinha onde me puseram ventosas até na alma, recolheram sangue e fizeram mais uma carrada de exames. Não tinha jeito, eu tinha infartado e acabei indo pra a UTI cardiológica.
Resumo da ópera: a experiência foi horrível, embora compensada pelo profissionalismo da equipe, que, além disso, era gente boa paca, tanto a turma que me deu assistência na UTI, quanto a galera que me auxiliou depois, já no quarto.
Sai de lá no domingo, com um estent – uma molinha que serve para manter aberta uma artéria que esteja obstruída - no peito. Na prática, pode até ser que isso dito assim pareça um exagero, uma breguice ou algo piegas, mas acho que nasci de novo. Vi minha vó por uma greta, me chamando para comer os bolinhos que ela fazia em dia de chuva, mas fiquei onde estava.
Pode ser que uma chance dessas signifique algo pendente, vou consultar os estudiosos quanto à isso. Mas uma coisa é certa, vou aproveitar essa nova oportunidade pra fazer aquelas coisas todas em que sempre acreditei mas nunca pus em prática.
Dias desses, num comentário aqui no Blog mesmo, a Bia Beijo me perguntou se eu acreditava ainda que alguma coisa pudesse melhorar. Respondo que sim, que acreditava. E depois dessa, acredito mais do que nunca. Vamos lá fazer o que será...
5.4.11
Uma nação surrealita
Todos nós vivemos confusos nos dias de hoje. Não há como ser diferente em um País onde uma reforma de estádio, como a do Maracanã, custa 1,3 bilhão e a Sandy é protótipo de devassa.
Tudo nos confunde. Tiririca é membro da comissão de “educassão” do congresso; João Paulo Cunha, aquele do mensalão, foi pra CCJ – Comissão de constituição e justiça – e a Dilma, a presidenta, “reestatizou” a Vale ao impôr um Presidente de sua preferência à uma empresa privada.
No Rio, Cabral está vendendo as Barcas, que não pertencem ao Estado, para uma empreiteira, e sua mulher, Adriana Ancelmo, além de ser advogada das próprias Barcas, advoga também para o Metro e várias outras concessionárias estaduais. Antigamente isso era crime, tráfico de influências, mas hoje é a coisa mais normal do mundo.
E a dengue? A doença mata gente à rodo e o poder público bota a culpa em quem morreu. Quem tem que combater epidemia é a população, pois a grana que se paga de impostos é “pouca” e não pode ser usada para “assistências” menores, para essa coisa de “Zé povinho”.
Ainda no Governo Cabral, tem uma empresa chamada Facility que lava a alma, ganha tudo quanto é licitação sem ter necessariamente a obrigação de fazer coisíssima nenhuma, e todo mundo acha normal. MP, imprensa, OAB, ABI, ninguém dá um pio. Desviar grana pública virou regra e quem denúncia é chamado de encrenqueiro, um dinossauro que não compreendeu ainda que essa coisa de moralidade é coisa da antiga. No jogo atual, na era “muderna”, grana pública é grana de ninguém. Quem rouba é considerado herói pela mídia que recebe, graciosamente, os dividendos da corrupção.
Voltando ao cenário nacional, um grupo de picaretas arma um esquemaço para transferir 1,3 milhões dos impostos para um Blog da Maria Bethânia e vários artistas saem em defesa da picaretagem. Os mesmos caras que se posicionaram contra a ditadura defendem agora o estupro aos cofres da viúva, e isso, assim, de cara dura, sem traumas, remorsos ou dores de consciências. É ou não é confuso?
Na verdade o cenário atual é tão dantesco e ao mesmo tempo surrealista que Deputados da base alugada do Governo tentam impedir uma CPI para investigar a CBF, instituição mafiosa que se apropriou do futebol no Brasil e tunga os cofres públicos há mais 20 anos. A CBF é privada, mas seus interesses financeiros são públicos. Apesar disso, no entanto, o próprio Governo à protege. Mais confuso que isso impossível.
Para entender o Brasil atual seria necessário juntar Freud, Einsteim e Jung em uma mesma sala e passar alguns dias estudando o problema, mesmo assim, creio, ficaria muito difícil.
Pobre Brasil, sucumbiu à uma modernidade que nos condena ao limbo, mas é extremamente lucrativa para alguns poucos.
Tudo nos confunde. Tiririca é membro da comissão de “educassão” do congresso; João Paulo Cunha, aquele do mensalão, foi pra CCJ – Comissão de constituição e justiça – e a Dilma, a presidenta, “reestatizou” a Vale ao impôr um Presidente de sua preferência à uma empresa privada.
No Rio, Cabral está vendendo as Barcas, que não pertencem ao Estado, para uma empreiteira, e sua mulher, Adriana Ancelmo, além de ser advogada das próprias Barcas, advoga também para o Metro e várias outras concessionárias estaduais. Antigamente isso era crime, tráfico de influências, mas hoje é a coisa mais normal do mundo.
E a dengue? A doença mata gente à rodo e o poder público bota a culpa em quem morreu. Quem tem que combater epidemia é a população, pois a grana que se paga de impostos é “pouca” e não pode ser usada para “assistências” menores, para essa coisa de “Zé povinho”.
Ainda no Governo Cabral, tem uma empresa chamada Facility que lava a alma, ganha tudo quanto é licitação sem ter necessariamente a obrigação de fazer coisíssima nenhuma, e todo mundo acha normal. MP, imprensa, OAB, ABI, ninguém dá um pio. Desviar grana pública virou regra e quem denúncia é chamado de encrenqueiro, um dinossauro que não compreendeu ainda que essa coisa de moralidade é coisa da antiga. No jogo atual, na era “muderna”, grana pública é grana de ninguém. Quem rouba é considerado herói pela mídia que recebe, graciosamente, os dividendos da corrupção.
Voltando ao cenário nacional, um grupo de picaretas arma um esquemaço para transferir 1,3 milhões dos impostos para um Blog da Maria Bethânia e vários artistas saem em defesa da picaretagem. Os mesmos caras que se posicionaram contra a ditadura defendem agora o estupro aos cofres da viúva, e isso, assim, de cara dura, sem traumas, remorsos ou dores de consciências. É ou não é confuso?
Na verdade o cenário atual é tão dantesco e ao mesmo tempo surrealista que Deputados da base alugada do Governo tentam impedir uma CPI para investigar a CBF, instituição mafiosa que se apropriou do futebol no Brasil e tunga os cofres públicos há mais 20 anos. A CBF é privada, mas seus interesses financeiros são públicos. Apesar disso, no entanto, o próprio Governo à protege. Mais confuso que isso impossível.
Para entender o Brasil atual seria necessário juntar Freud, Einsteim e Jung em uma mesma sala e passar alguns dias estudando o problema, mesmo assim, creio, ficaria muito difícil.
Pobre Brasil, sucumbiu à uma modernidade que nos condena ao limbo, mas é extremamente lucrativa para alguns poucos.
31.3.11
Extra ! Extra ! Notícias do 1º de abril
A Polícia Federal deflagrou hoje, na Capital Federal, a operação Nome simples, liderada pelo delegado João José da Silva e executada pelo único grupamento da PF não submisso ao Governo nem a oposição. A operação prendeu em Brasília o Presidente da República e todos os Ministros da áreas econômica, além de todos os membros das mesas diretoras do Senado e da Câmara e todos os líderes e vice líderes de partido das duas casas, tanto da oposição quanto da situação.
O Delegado João José da Silva deu detalhes a nossa reportagem sobre a dramaticidade de algumas prisões.
- Foi realmente um momento dramático da vida Brasileira. Alguns senadores e deputados tiveram que ser presos mediante o uso da força. Um deles, inclusive, teve que ser levado junto com sua mesa de trabalho, a qual estava agarrado, enquanto gritava desesperadamente: “ Não me abandonem! Não me abandonem.”
A operação Nome simples, uma alusão à outras operações realizadas por alas partidárias da Polícia Federal e batizadas com nomes estapafúrdios, pretende se estender a todo o território nacional, cumprindo ordens de prisão contra vários Governadores, Prefeitos, Deputados Estaduais e milhares de Vereadores em todo o País. Nesse primeiro momento, no entanto, a ação da PF se concentra em Brasília onde ainda falta dar voz de prisão à cerca de 98 Deputados Federais e pelo menos 30 Senadores que, faltando às reuniões plenárias de hoje, na Câmara e no Senado, já podem ser considerados fugitivos da justiça.
- Precisamos ir devagar. Se cumprirmos todas as ordens de prisão de uma só vez não haverá cela suficiente no Brasil para tanta gente. Disse o Delegado
Em primeira análise, a prisão destes elementos, considerando salários, verbas de gabinete, propinas e negociatas em geral, pode proporcionar ao Brasil uma economia de mais de 1 trilhão de reais nos próximos 12 meses. Caso os suplentes assumam, no entanto, essa economia pode se resumir a 10 % do total previsto.
- Os suplentes ainda não possuem o conhecimento técnico necessário para conduzir as operações financeiras em questão, mas com base na formação pessoal da maioria deles acreditamos que isso não seja um grande problema. Quando se trata de dinheiro eles aprendem muito rápido e , portanto, a perda nas apropriações de verbas públicas seria mínima. Afirmou um economista brasiliense que preferiu não ser identificado.
O próximo passo do Delegado João José da Silva e estender a operação ao poder judiciário, mas o policial considera ser necessária alguma cautela.
- Muita calma nessa hora. Há muitas pessoas poderosas envolvidas nessa história e eu tenho família para criar. Outra operação desse porte, provavelmente, só no próximo dia 1º de abril. Daqui a um ano.
O Delegado João José da Silva deu detalhes a nossa reportagem sobre a dramaticidade de algumas prisões.
- Foi realmente um momento dramático da vida Brasileira. Alguns senadores e deputados tiveram que ser presos mediante o uso da força. Um deles, inclusive, teve que ser levado junto com sua mesa de trabalho, a qual estava agarrado, enquanto gritava desesperadamente: “ Não me abandonem! Não me abandonem.”
A operação Nome simples, uma alusão à outras operações realizadas por alas partidárias da Polícia Federal e batizadas com nomes estapafúrdios, pretende se estender a todo o território nacional, cumprindo ordens de prisão contra vários Governadores, Prefeitos, Deputados Estaduais e milhares de Vereadores em todo o País. Nesse primeiro momento, no entanto, a ação da PF se concentra em Brasília onde ainda falta dar voz de prisão à cerca de 98 Deputados Federais e pelo menos 30 Senadores que, faltando às reuniões plenárias de hoje, na Câmara e no Senado, já podem ser considerados fugitivos da justiça.
- Precisamos ir devagar. Se cumprirmos todas as ordens de prisão de uma só vez não haverá cela suficiente no Brasil para tanta gente. Disse o Delegado
Em primeira análise, a prisão destes elementos, considerando salários, verbas de gabinete, propinas e negociatas em geral, pode proporcionar ao Brasil uma economia de mais de 1 trilhão de reais nos próximos 12 meses. Caso os suplentes assumam, no entanto, essa economia pode se resumir a 10 % do total previsto.
- Os suplentes ainda não possuem o conhecimento técnico necessário para conduzir as operações financeiras em questão, mas com base na formação pessoal da maioria deles acreditamos que isso não seja um grande problema. Quando se trata de dinheiro eles aprendem muito rápido e , portanto, a perda nas apropriações de verbas públicas seria mínima. Afirmou um economista brasiliense que preferiu não ser identificado.
O próximo passo do Delegado João José da Silva e estender a operação ao poder judiciário, mas o policial considera ser necessária alguma cautela.
- Muita calma nessa hora. Há muitas pessoas poderosas envolvidas nessa história e eu tenho família para criar. Outra operação desse porte, provavelmente, só no próximo dia 1º de abril. Daqui a um ano.
28.3.11
Caetano, o Banana de pijama
Não sei porque alguns dos maiores artistas que o Brasil já produziu, com o tempo, insistem em desconstruir sua própria imagem, mas, enfim, devem ter lá os seus motivos.
A bola da vez foi Caetano Veloso, que tomou uma página no jornal da família Marinho para defender sua irmã. Infelizmente, no entanto, o fez de forma atabalhoada, desorganizada e ineficaz.
Em primeiro lugar, é bom que se diga, Maria Bethânia não precisa que ninguém à defenda do ponto de vista artístico. Trata-se da maior cantora do Brasil – Pode ser que alguém discorde, mas pra mim, é - e pronto. Seu talento é indiscutível. Não cabe à Caetano, portanto, misturar a arte de Bethânia com o imbróglio envolvendo o Ministério da Cultura. Isso chega a ser desonesto.
O fato é que Maria Bethânia emprestou seu nome à um desse projetos usados pela máfia oficial da cultura para arrancar dinheiro fácil do MinC via patrocínio. Simples assim. Caetano poderia ter dito isso, mas preferiu jogar uma capa de invisibilidade sobre os “amigos” que formularam o projeto.
Como diria Jack, o estripador, vamos por partes... O patrocínio a cultura é algo importantíssimo e a fórmula da isenção fiscal é boa, é correta e pode vir a dar certo sim, mas é dinheiro público. Não há como defender qualquer coisa diferente disso. Ao patrocinar cultura a empresa deixa de pagar uma parcela de seus impostos, este é justamente o espírito da lei, e o fato de Caetano agredir ou tentar diminuir Lobão ou qualquer outro artista não vai modificar isso.
Mas também é fato é que esse dinheiro (público) fica restrito à algumas patotas compostas por amigos do Rei, pessoas que tem todos os canais e portas abertas, inclusive às do cofre, graças à alinhamentos políticos e partidários.
Não se trata de algo amplo, aberto e democrático. Aliás, Bethânia foi vítima exatamente de uma dessas trupes acostumadas com dinheiro fácil oriundo de estatais terrivelmente generosas com os amigos. E digo vítima porque tenho a convicção de que Bethânia nem sabe direito como essas escaramuças funcionam. Algum esperto lhe propôs o projeto, a baiana topou e se viu metida nesse fuzuê todo. Quem apanha da imprensa é Bethânia, mas certamente a maior parte dos lucros iria para os bolsos dessa turma de nome complicado que já vem mamando nas tetas do Minc faz um tempão.
Caetano, é claro, sabe de tudo isso e conhece muito bem cada um dos “artistas” envolvidos, mas preferiu, infelizmente, misturar as tintas e envolver até outros artistas no rolo para livrar a cara dos amigos projetistas. Talvez Caetano esteja de olho no futuro, no que essa máfia da cultura, muito bem articulada na mídia, pode lhe trazer de bom, mas, de qualquer forma, foi desonesto erguer uma baita cortina de fumaça para camuflar essa galera toda.
O curioso é que, mesmo com uma retórica que foge completamente ao cerne da questão, Caetano tem sido defendido por aliados desse grupo em vários canais de mídia. Chega a ser engraçado isso, ele mistura racismo com regionalismo, desqualifica escritores não alinhados, como Edney Silvestre, exerce a mais barata das verborragias e ainda conta com uma claque para tentar convencer-nos de que trata-se de algo sério.
Seria mais honesto, com certeza, se Caetano denunciasse a máfia da cultura que usou o nome de sua irmã para angariar dinheiro, público, diga-se de passagem, mas Caetano prefere contar para si mesmo uma historinha diferente, onde a inteligencia brasileira, ou o que restou dela, se volta contra ele e sua irmã só por que eles são baianos. Ridículo.
Artisticamente, pra mim, Caetano sempre foi um mestre – Assim como Bethânia, Chico, Gil, Milton, Elis, Vinícius, etc – mas aquela belíssima atriz, cujo o nome não me ocorre agora, está certíssima. O tempo e a necessidade de mídia a qualquer preço estão transformando um belo compositor, um artista genial, em um mero Banana de pijama. Deve ser a força da grana que ergue e destrói coisas belas, né?
A bola da vez foi Caetano Veloso, que tomou uma página no jornal da família Marinho para defender sua irmã. Infelizmente, no entanto, o fez de forma atabalhoada, desorganizada e ineficaz.
Em primeiro lugar, é bom que se diga, Maria Bethânia não precisa que ninguém à defenda do ponto de vista artístico. Trata-se da maior cantora do Brasil – Pode ser que alguém discorde, mas pra mim, é - e pronto. Seu talento é indiscutível. Não cabe à Caetano, portanto, misturar a arte de Bethânia com o imbróglio envolvendo o Ministério da Cultura. Isso chega a ser desonesto.
O fato é que Maria Bethânia emprestou seu nome à um desse projetos usados pela máfia oficial da cultura para arrancar dinheiro fácil do MinC via patrocínio. Simples assim. Caetano poderia ter dito isso, mas preferiu jogar uma capa de invisibilidade sobre os “amigos” que formularam o projeto.
Como diria Jack, o estripador, vamos por partes... O patrocínio a cultura é algo importantíssimo e a fórmula da isenção fiscal é boa, é correta e pode vir a dar certo sim, mas é dinheiro público. Não há como defender qualquer coisa diferente disso. Ao patrocinar cultura a empresa deixa de pagar uma parcela de seus impostos, este é justamente o espírito da lei, e o fato de Caetano agredir ou tentar diminuir Lobão ou qualquer outro artista não vai modificar isso.
Mas também é fato é que esse dinheiro (público) fica restrito à algumas patotas compostas por amigos do Rei, pessoas que tem todos os canais e portas abertas, inclusive às do cofre, graças à alinhamentos políticos e partidários.
Não se trata de algo amplo, aberto e democrático. Aliás, Bethânia foi vítima exatamente de uma dessas trupes acostumadas com dinheiro fácil oriundo de estatais terrivelmente generosas com os amigos. E digo vítima porque tenho a convicção de que Bethânia nem sabe direito como essas escaramuças funcionam. Algum esperto lhe propôs o projeto, a baiana topou e se viu metida nesse fuzuê todo. Quem apanha da imprensa é Bethânia, mas certamente a maior parte dos lucros iria para os bolsos dessa turma de nome complicado que já vem mamando nas tetas do Minc faz um tempão.
Caetano, é claro, sabe de tudo isso e conhece muito bem cada um dos “artistas” envolvidos, mas preferiu, infelizmente, misturar as tintas e envolver até outros artistas no rolo para livrar a cara dos amigos projetistas. Talvez Caetano esteja de olho no futuro, no que essa máfia da cultura, muito bem articulada na mídia, pode lhe trazer de bom, mas, de qualquer forma, foi desonesto erguer uma baita cortina de fumaça para camuflar essa galera toda.
O curioso é que, mesmo com uma retórica que foge completamente ao cerne da questão, Caetano tem sido defendido por aliados desse grupo em vários canais de mídia. Chega a ser engraçado isso, ele mistura racismo com regionalismo, desqualifica escritores não alinhados, como Edney Silvestre, exerce a mais barata das verborragias e ainda conta com uma claque para tentar convencer-nos de que trata-se de algo sério.
Seria mais honesto, com certeza, se Caetano denunciasse a máfia da cultura que usou o nome de sua irmã para angariar dinheiro, público, diga-se de passagem, mas Caetano prefere contar para si mesmo uma historinha diferente, onde a inteligencia brasileira, ou o que restou dela, se volta contra ele e sua irmã só por que eles são baianos. Ridículo.
Artisticamente, pra mim, Caetano sempre foi um mestre – Assim como Bethânia, Chico, Gil, Milton, Elis, Vinícius, etc – mas aquela belíssima atriz, cujo o nome não me ocorre agora, está certíssima. O tempo e a necessidade de mídia a qualquer preço estão transformando um belo compositor, um artista genial, em um mero Banana de pijama. Deve ser a força da grana que ergue e destrói coisas belas, né?
24.3.11
O atentado contra Ricardo Gama
Nosso colega Ricardo Gama, blogueiro, sofreu um atentado ontem em Copacabana. A notícia rapidamente se espalhou pela rede e a revolta foi tão grande, a reação indignada dos blogs e das pessoas nas redes sociais foi tão avassaladora, que até até a grande imprensa deu a notícia, inclusive rede Globo, que funciona como imprensa oficial de Sérgio Cabral.
O atentado, em si, é a prova mais contundente do que nossos blogs vem afirmando nos últimos anos: Instaurou-se uma ditadura no Rio de janeiro.
A maioria esmagadora dos que o conhecem sabem que Ricardo Gama faz oposição real à Cabral e Paes, denunciando todas as falcatruas, mamatas e esquemas financeiros montados tanto no Governo do Estado quanto na Prefeitura do Rio de Janeiro. Foi Gama quem flagrou viaturas da Prefeitura sendo utilizadas ilegalmente na campanha de Dilma e Cabral no Rio. Ele publicou vídeos que provavam isso, mas a justiça eleitoral não fez nada. Foi Gama também quem filmou a agressão de Cabral à um pré adolescente no Rio, o Governador chamou o garoto de otário, o então presidente da República, Lula, endossou o xingamento e Gama filmou tudo e jogou no Youtube. Foi um baita sucesso.
Não eram raros em seu blog os comentários de simpatizantes de Cabral e Paes indignados pelas denúncias, agredindo Gama de todas as formas.
Na prática, o que os agressores fizeram foi passar das palavras para as armas, como ocorria na colonização do oeste americano e como ocorre em qualquer terra sem lei, sem autoridades e sem poder público, como é o caso do Rio de janeiro.
A repercussão do atentado, no entanto, foi muito além do que seus mentores esperavam. Por mais que alguns bandidos sejam donos do poder, não são capazes de controlar esta força viva chamada internet. Pode-se pagar jornais e revistas de papel e até mesmo redes de TV, pode-se manter caladas as rádios, mas é impossível comprar a consciência de milhares, senão milhões de blogueiros espalhados pelo Rio e pelo Brasil; não se pode calar as redes sociais nem com todo o dinheiro do mundo; não há como estabelecer preço, cachê, jabá, propina ou coisa que valha para quem não está a venda.
Por mais que Cabral gaste dinheiro para atrair os favores da mídia convencional, a internet fala mais alto. Tanto que os repórteres sem fronteira já se posicionaram e exigem uma apuração concreta do atentado. Mesmo arriscando a vida para isso, literalmente, Ricardo Gama conseguiu mobilizar respeitabilíssimas instituições internacionais, coisa que Cabral não consegue fazer nem pagando.
Poderemos até saber quem apertou o gatilho, mas, provavelmente, jamais saberemos quem realmente deu a ordem de atentado contra Ricardo gama. Independente disso, porém, a voz dos homens livres e de bons costumes já falou mais alto que a voz dos poderosos.
Esperamos que Ricardo Gama se recupere o mais rápido possível e volte logo à luta com sua pena insurreta. O Rio de janeiro precisa de gente como Ricardo Gama, que não se permite cabresto, canga ou buçal. Como dizia Brizola, não tá morto quem peleia.
Toda a força do mundo ao Ricardo Gama e sua família. E vamos em frente...
OBS: Só uma coisinha à mais, dessa vez quanto ao STF. É bom que se tenha magistrados de verdade no Brasil e não apenas aqueles que querem usar a constituição como papel pega moscas. Na prática a tal da ficha limpa é um escárnio à constituição, uma lei feita na perna e usada por instituições outrora respeitáveis para tentar readquirir a credibilidade perdida enganando os incautos. A lei em si atropela um preceito básico do direito: In dúbio pro réu. Sua aplicação em 2010, entretanto, seria algo ainda mais temerário. Podem até não gostar de Marco Aurélio, Gilmar Mendes etc, mas que são, de longe, os magistrados mais qualificados do Brasil, isso não há dúvidas. Mesmo com a política de cotas estabelecida nos últimos anos, o STF ainda se salva. Pelo menos de vez em quando...rsrs
OBS: Se passarmos a fazer leis de acordo com o clamor popular, vamos virar talibãs.
A maioria esmagadora dos que o conhecem sabem que Ricardo Gama faz oposição real à Cabral e Paes, denunciando todas as falcatruas, mamatas e esquemas financeiros montados tanto no Governo do Estado quanto na Prefeitura do Rio de Janeiro. Foi Gama quem flagrou viaturas da Prefeitura sendo utilizadas ilegalmente na campanha de Dilma e Cabral no Rio. Ele publicou vídeos que provavam isso, mas a justiça eleitoral não fez nada. Foi Gama também quem filmou a agressão de Cabral à um pré adolescente no Rio, o Governador chamou o garoto de otário, o então presidente da República, Lula, endossou o xingamento e Gama filmou tudo e jogou no Youtube. Foi um baita sucesso.
Não eram raros em seu blog os comentários de simpatizantes de Cabral e Paes indignados pelas denúncias, agredindo Gama de todas as formas.
Na prática, o que os agressores fizeram foi passar das palavras para as armas, como ocorria na colonização do oeste americano e como ocorre em qualquer terra sem lei, sem autoridades e sem poder público, como é o caso do Rio de janeiro.
A repercussão do atentado, no entanto, foi muito além do que seus mentores esperavam. Por mais que alguns bandidos sejam donos do poder, não são capazes de controlar esta força viva chamada internet. Pode-se pagar jornais e revistas de papel e até mesmo redes de TV, pode-se manter caladas as rádios, mas é impossível comprar a consciência de milhares, senão milhões de blogueiros espalhados pelo Rio e pelo Brasil; não se pode calar as redes sociais nem com todo o dinheiro do mundo; não há como estabelecer preço, cachê, jabá, propina ou coisa que valha para quem não está a venda.
Por mais que Cabral gaste dinheiro para atrair os favores da mídia convencional, a internet fala mais alto. Tanto que os repórteres sem fronteira já se posicionaram e exigem uma apuração concreta do atentado. Mesmo arriscando a vida para isso, literalmente, Ricardo Gama conseguiu mobilizar respeitabilíssimas instituições internacionais, coisa que Cabral não consegue fazer nem pagando.
Poderemos até saber quem apertou o gatilho, mas, provavelmente, jamais saberemos quem realmente deu a ordem de atentado contra Ricardo gama. Independente disso, porém, a voz dos homens livres e de bons costumes já falou mais alto que a voz dos poderosos.
Esperamos que Ricardo Gama se recupere o mais rápido possível e volte logo à luta com sua pena insurreta. O Rio de janeiro precisa de gente como Ricardo Gama, que não se permite cabresto, canga ou buçal. Como dizia Brizola, não tá morto quem peleia.
Toda a força do mundo ao Ricardo Gama e sua família. E vamos em frente...
OBS: Só uma coisinha à mais, dessa vez quanto ao STF. É bom que se tenha magistrados de verdade no Brasil e não apenas aqueles que querem usar a constituição como papel pega moscas. Na prática a tal da ficha limpa é um escárnio à constituição, uma lei feita na perna e usada por instituições outrora respeitáveis para tentar readquirir a credibilidade perdida enganando os incautos. A lei em si atropela um preceito básico do direito: In dúbio pro réu. Sua aplicação em 2010, entretanto, seria algo ainda mais temerário. Podem até não gostar de Marco Aurélio, Gilmar Mendes etc, mas que são, de longe, os magistrados mais qualificados do Brasil, isso não há dúvidas. Mesmo com a política de cotas estabelecida nos últimos anos, o STF ainda se salva. Pelo menos de vez em quando...rsrs
OBS: Se passarmos a fazer leis de acordo com o clamor popular, vamos virar talibãs.
20.3.11
Ditadura se instala no Rio de janeiro
Onde estão os democratas do Brasil e, principalmente do Rio de janeiro? Por onde andam os juristas, que permitem que um Governador de estado rasgue a constituição brasileira? Onde estão as pessoas de bem do Brasil?
O que aconteceu ontem no Rio de janeiro foi a maior demonstração de truculência ditatorial que o Brasil já experimentou em tempos de democracia.
Um grupo de manifestantes de partidos de esquerda, legitimamente, defendia suas posições em praça pública, em evento contrário à presença do Presidente americano no Brasil. Manifestações assim ocorrem em todos os lugares do mundo, inclusive nos EUA, onde, não raro, queima-se bandeiras americanas.
Independente de concordar ou não com o teor das manifestações, nenhum Governo tem o direito de reprimi-las, pois, sendo pacíficas, tem o amparo da constituição brasileira.
Muitas pessoas morreram no Brasil para que este direito fosse assegurado à todo e qualquer cidadão brasileiro, o direito de se manifestar publicamente pelo que acredita ou não. Este é o conceito de liberdade.
No Rio. entretanto, voltamos a ditadura. O Governo do Estado, por ordem do desgovernador Sérgio Cabral, um homem que, juntamente com o Prefeito Paes, foi rejeitado pela comitiva de Obama, que foi barrado no baile dos poderosos, botou a polícia para atacar, covardemente, os manifestantes e está abrindo inqueritos policiais contra todos. Como se fosse crime um brasileiro se manifestar publicamente em solo nacional.
Assim como ocorreu em ditaduras passadas, os DITADORES contam com todo o apoio pernicioso da Rede Globo, que omite e distorce os fatos.
Mais que nunca faz-se necessária a reação das pessoas de bem. Não podemos permitir que um grupo de jovens brasileiros sejam indiciados, como bandidos, por crime de opinião. Isso seria uma extrema covardia.
O Governo que se alia a traficantes e permite a comercialização de drogas, com segurança oficial, à troco de propina, não tem moral para questionar, reprimir, ou tratar militantes políticos como criminosos. Criminoso é o Governador, que rasga a constituição.
Abaixo à ditadura.
18.3.11
Obama jogou a toalha
Ao que tudo indica o Barak Obama, apesar de contar com o apoio de Barak Oantática e Barak Obohênia, seus parceiros de AMBLEV, ficou receoso com uma possível reação de Barak Devassa, aliado da poderosa terrorista Sandy Junior - que, como se sabe, domina perfeitamente o manuseio da atiradeira e da tulipa de cerveja em comerciais públicos - e suspendeu o comício na Cinelândia.
Obama ia falar para o povo, mas desistiu. Ficou com medo de atentado. Vai que no meio da multidão alguém saca um cartão do bolsa família e o atira no Presidente Americano...Perigosíssimo isso.
A vitória, nesse caso, pertence aos bares, que permanecerão abertos, inclusive o velho e bom Amarelinho, atual reduto de turista que já foi parada principal da boemia carioca.
Ninguém entendeu até agora essa posição de recuo do negão mais poderoso do mundo. Depois de mobilizar toda a cúpula da corrupção ativa, passiva e reflexiva de nossa pobre República das bananas, nas esferas municipal, estadual e nacional, os cambonos do homem, na maior cara dura, sem dar a mínima satisfação, cancelaram tudo.
Quem se deu bem foi a galera da Cidade de Deus, que ganhou uma guaribada extra. Apesar de que, nesse caso, dizem que Cabral e Paes juraram vingança contra o povaréu daquela simpática comunidade por terem feito Estado e Prefeitura gastar grana à toa. Na lógica deles, se Obama não vem , não havia necessidade de torrar a féria com um bando de pobres, mesmo que tenha sido uma mixaria. Grana é grana. A UPP – Unidade do Poder Paralelo - local deve se encarregar de fazer com que a dívida seja paga com sangue e se algum fotógrafo ou cinegrafista se meter na história, dança também.
E nem adianta vir dizer que a culpa é do Obama. Na sociedade “muderna”, não interessa o que venha à acontecer, quem para a conta é sempre o pobre. Afinal, povo serve para isso, né?
Obama ia falar para o povo, mas desistiu. Ficou com medo de atentado. Vai que no meio da multidão alguém saca um cartão do bolsa família e o atira no Presidente Americano...Perigosíssimo isso.
A vitória, nesse caso, pertence aos bares, que permanecerão abertos, inclusive o velho e bom Amarelinho, atual reduto de turista que já foi parada principal da boemia carioca.
Ninguém entendeu até agora essa posição de recuo do negão mais poderoso do mundo. Depois de mobilizar toda a cúpula da corrupção ativa, passiva e reflexiva de nossa pobre República das bananas, nas esferas municipal, estadual e nacional, os cambonos do homem, na maior cara dura, sem dar a mínima satisfação, cancelaram tudo.
Quem se deu bem foi a galera da Cidade de Deus, que ganhou uma guaribada extra. Apesar de que, nesse caso, dizem que Cabral e Paes juraram vingança contra o povaréu daquela simpática comunidade por terem feito Estado e Prefeitura gastar grana à toa. Na lógica deles, se Obama não vem , não havia necessidade de torrar a féria com um bando de pobres, mesmo que tenha sido uma mixaria. Grana é grana. A UPP – Unidade do Poder Paralelo - local deve se encarregar de fazer com que a dívida seja paga com sangue e se algum fotógrafo ou cinegrafista se meter na história, dança também.
E nem adianta vir dizer que a culpa é do Obama. Na sociedade “muderna”, não interessa o que venha à acontecer, quem para a conta é sempre o pobre. Afinal, povo serve para isso, né?
17.3.11
Planejamento Estratégico
Isso sim, é uma belíssima aula de planejamento estratégico ministrada por um garoto hiper esperto que precisava de alguém para brincar com ele...rs
12.3.11
Beto Gaspari e Sérgio Meireles no Parrô da vovó
Resolvi sair da caverna ontem, aceitando um convite do Sérgio Meireles, e fui, junto com o poeta Valdo Couto, ao Parrô da vovó, casa nova na cidade, ver e ouvir Serginho e Beto Gaspari. Ouvi-los é sempre bom, graças ao repertório de primeira qualidade, inclusive com canções próprias, coisa rara de se encontrar por aí. Além do repertório do Beto, foi bom demais ouvir a belíssima guitarra de Sérgio Meireles. Boa música bem executada faz bem à alma e aos ouvidos.
A casa em si, o Parrô da vovó, foi uma grata surpresa. Bonita, bem estruturada e com boa qualidade nos serviços.
Curioso em relação ao nome - minha cultura geral não é tão ampla assim - me apresentei ao Luiz Carlos, dono da casa, e perguntei-lhe o significado do termo "Parrô". Trata-se de uma expressão oriunda de países africanos de língua portuguesa e significa "Cabana". Ganhei uma aula completamente grátis sobre o tema, ministrada pelo próprio Luiz Carlos. Fiquei sabendo inclusive que o nome da casa surgiu como uma forma de homenagear sua mãe, dona Maria Alcina P. Ramos, a vovó.
A proposta do Parrô é interessantíssima, pois além da música - Beto Gaspari toda sexta à partir das 19hs e outros artistas da cidade aos Domingos à partir das 14hs - há também a culinária, especializada na cozinha portuguesa, e o viés cultural, pois há o projeto de utilizar a enorme e bem cuidada área atrás do restaurante como espaço para eventos relacionados a tradição portuguesa, com festas, músicas e comidas típicas.
Vale à pena registrar também uma outra surpresa, o Luiz Carlos, além ciceronear os clientes e amigos pelas dependências do Parrô, também canta. Foi legal ouvir Guns in Roses, Pink Floyd, Credence e "otras cositas más", com Serginho na Guitarra, Beto ao violão e Luiz Carlos na voz.
Enfim, muito legal. Bela oportunidade de rever bons amigos e se divertir, curtindo as coisas boas que a arte musical nos oferece.
OBS 1: O Parrô da vovó fica na Washington Luiz, 3.600, ao lado da Vantajosa móveis. No sentido Petrópolis, é depois do Nobre e antes do Concorde, ou seja, um bar entre motéis. Quer melhor?
OBS 2: A foto ficou ruim pra dedéu, mas eu botei a culpa no Valdo. Foi ele quem fotografou do celular... rs. Na verdade o fotoshop faz uma falta danada...rs
A casa em si, o Parrô da vovó, foi uma grata surpresa. Bonita, bem estruturada e com boa qualidade nos serviços.
Curioso em relação ao nome - minha cultura geral não é tão ampla assim - me apresentei ao Luiz Carlos, dono da casa, e perguntei-lhe o significado do termo "Parrô". Trata-se de uma expressão oriunda de países africanos de língua portuguesa e significa "Cabana". Ganhei uma aula completamente grátis sobre o tema, ministrada pelo próprio Luiz Carlos. Fiquei sabendo inclusive que o nome da casa surgiu como uma forma de homenagear sua mãe, dona Maria Alcina P. Ramos, a vovó.
A proposta do Parrô é interessantíssima, pois além da música - Beto Gaspari toda sexta à partir das 19hs e outros artistas da cidade aos Domingos à partir das 14hs - há também a culinária, especializada na cozinha portuguesa, e o viés cultural, pois há o projeto de utilizar a enorme e bem cuidada área atrás do restaurante como espaço para eventos relacionados a tradição portuguesa, com festas, músicas e comidas típicas.
Vale à pena registrar também uma outra surpresa, o Luiz Carlos, além ciceronear os clientes e amigos pelas dependências do Parrô, também canta. Foi legal ouvir Guns in Roses, Pink Floyd, Credence e "otras cositas más", com Serginho na Guitarra, Beto ao violão e Luiz Carlos na voz.
Enfim, muito legal. Bela oportunidade de rever bons amigos e se divertir, curtindo as coisas boas que a arte musical nos oferece.
OBS 1: O Parrô da vovó fica na Washington Luiz, 3.600, ao lado da Vantajosa móveis. No sentido Petrópolis, é depois do Nobre e antes do Concorde, ou seja, um bar entre motéis. Quer melhor?
OBS 2: A foto ficou ruim pra dedéu, mas eu botei a culpa no Valdo. Foi ele quem fotografou do celular... rs. Na verdade o fotoshop faz uma falta danada...rs
10.3.11
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