23.10.07

O extreminador de favelados

Como diria o Capitão Nascimento, esse tal de Beltrame, Secretário de segurança do Rio, é um fanfarrão. “Biltrame” provou que é mesmo um biltre, e faz jus ao nome, no seminário sobre segurança publica que rolou na FGV nessa terça, dia 23. A mula gaúcha disse com todas as letras: “Um tiro em Copacabana é uma coisa. Um tiro na Coréia (Zona Oeste) é outra.”
Trata-se, portanto, não apenas de um idiota, mas acima de tudo, de um elitista, moralmente incapacitado para o exercício de função pública em plena democracia.
Desde que esse Biltre assumiu a segurança mata-se adoidado no Rio, mas só em áreas carentes. É como se alguém tivesse determinado que pobre “tem mais é que morrer mesmo”, no melhor estilo fascista de Adolf Hitler. Parece que estamos em pleno 3° reich.
Na verdade Sérgio Cabral, seu chefe, vem cumprindo um papel dúbio e estranho. Pra zona sul é intelectual, sensível e progressista. Mas nas áreas pobres, permite uma política de segurança que o transforma em um carrasco das favelas. Até cassada humana Serginho já andou promovendo nestas regiões através de seu secretário “Biltrame”.
Sinto-me a vontade para dizer isso, pois votei em Cabral. Jamais imaginei, no entanto, que ele fizesse nossa polícia voltar aos tempos de Chagas Freitas, ou, pior ainda, aos tempos de Marcelo Alencar, que instituiu a gratificação faroeste para os policiais que mais matassem pobres em operações.
O Rio de janeiro não merece isso. Essa visão míope de segurança pública é incompatível com os espíritos Carioca e Fluminense.
Sérgio Cabral precisa entender que não pode ser levado pela Mídia, defensora destas ações. A Mídia não governa e nem tem responsabilidades, pois não é legitimada pelo voto. E no final das contas, aliás, a culpa vai ser só de Sérgio Cabral mesmo, pois além da mídia não ter legitimidade para governar, Biltrame não tem mandato e, teoricamente, apenas cumpre ordens.
O velho Sérgio Cabral, o pai, fez muito pelo Rio, principalmente na área da cultura, trazendo o samba das favelas para o asfalto. Seria lamentável que seu filho passasse para a história como um mero exterminador de favelados.

2 comentários:

Rogério disse...

Meu querido escritor, depois de muito viver e ver, cheguei a uma conclusão: o poder "burrifica". Quem vai para o poder, burro fica. Só Roriz (é assim mesmo que se escreve?)não ficou burro, já era. Figueiredo até saiu bem mais inteligente, soube aproveitar. Mas o resto...
Um grande abraço

Anônimo disse...

gzj a jrb x, sex. ywm g, cvw hcxfvi! jviz e dad jo.