12.8.09

Lindberg desce a lenha

O Prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Faria, escrevendo no Jornal O Dia, desceu a lenha em Sérgio Cabral e na tese do palanque único para Dilma no Rio de Janeiro. Parcialmente, Lindinho esta correto.
Se Sérgio Cabral for o único palanque de Dilma no Rio a candidata corre sério risco de naufrágio. Em dois anos e meio de Governo não há uma só ação Governamental no Estado que possa ser atribuída a Sérgio. Ou, pelo menos, nenhuma que seja positiva.
Quase todas as fitas cortadas por Cabral até o momento ou se referiam à obras realizadas por Garotinho e Rosinha, ou a obras do Governo Federal, apadrinhadas por Lula.
Se o processo eleitoral pudesse ser comparado ao jogo de palitinhos, teríamos de ante mão a certeza de que Sérgio Cabral abriria de lona.
Como se não bastasse a escassez de realizações, o filho de Sérgio Cabral tem contra ele a estapafúrdia política de segurança que, ao contrário de todas as recomendações legais, trata o cidadão pobre como criminoso até que se prove o contrário.
É tão evidente a política genocida de Cabral que a própria arquidiocese do Rio de Janeiro teme que a escolha do tema violência para a campanha da fraternidade provoque um recrudescimento da ação policial. O Arcebispo do Rio sabe que a única referencia do Desgoverno do Estado é a mídia e sabe o quanto isso pode ser perigoso.
O volúvel Prefeito de Nova Iguaçu, portanto, tem razão quando defende três palanques para Dilma, pois sabe que Cabral, sozinho, poderia provocar um desastre.
Por outro lado, no entanto, certamente não caberá à Lindberg, como o próprio dá a entender, uma candidatura de esquerda e com caráter popular. O Histórico político do Prefeito não permite esta avaliação.
Estudante profissional até bem pouco tempo, Lindberg sempre pôs seus ovos, e devidamente os chocou, no ninho da classe média alta , sobretudo jovens, da zona sul carioca. Sua repentina aparição em Nova Iguaçu, inclusive, deixou estupefato boa parte de seu eleitorado. Indiscutivelmente, no entanto, o ex- militante radical de esquerda teve a competência necessária para vencer as eleições fora de seu território natural, mesmo que para tanto tivesse que sacrificar no altar do poder todo o cabedal ideológico com que construiu sua carreira e sua fama.
Este perfil de estudante rico com discurso de guerrilheiro deixa Lindberg à quilômetros de distância de qualquer concepção popular e , mesmo evocando Brizola, como fez no artigo, o cacoete “burguês” lhe trairia o discurso.
Realmente não deve ser fácil ser Prefeito de uma cidade da Baixada Fluminense e ter que se deslocar até a zona sul cada vez que tem vontade de tomar um chope. Mais pode até ser que no trajeto entre uma região e outra, observando o colossal abismo cultural e financeiro que as separa, o Prefeito aprenda alguma coisa.
Seu guru, Vladimir Palmeira, tentou bastante. Infernizou o PT até que este finalmente cedesse e lhe permitisse uma candidatura a Governador e o resultado foi o fiasco que se viu. Mas enfim, são pessoas e momentos diferentes, por mais estreitas que sejam suas relações.
De um modo geral, no entanto, seria interessante para Dilma a candidatura de Lindberg Faria. Daria a candidata um apoio considerável tanto na Zona sul da capital, quanto nas camadas sociais mais abastadas de Nova Iguaçu e , além disso, emprestaria à Dilma um certo ar aventureiro e ideologicamente romântico.
Somando-se à isso, a campanha realmente popular de Garotinho lhe traria uma enxurrada de votos vindos do interior e de toda a região metropolitana e lhe garantiria no Estado uma votação bem próxima aquela que o próprio Lula recebeu quando apoiado por Garotinho, no segundo turno de 2002.
Isso tudo, no entanto, é o que seria bom para Dilma. Bom para o Rio de Janeiro seria ter Lindberg concorrendo ao Senado, apoiando Garotinho para Governador, e se preparando para Governar o Estado daqui a quatro ou oito anos.

3 comentários:

Atre disse...

tá...eu confesso: VOU ter que voltar pra ler o texto depois. agora meus olhinhos só ficam de olho no tanquinho do moço aí da foto.

Vicente quanto a promoção da TIM, acho que é pro pré e também pro pós.
O eu é pré pago.

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bjo

Vicente Portella disse...

Valeu Atrê...

Brigadão e um beijaço pra vc.

Fabby disse...

Sinceramente entre Cabral e Lindberg...não sei qual é o menos pior! rs Bjs Fabby