19.7.11

Pelo voto facultativo...

O tema mais badalado pela mídia e pelo congresso nos últimos tempos é a "Reforma política". Não é a 1° vez que isso ocorre. Na constituição e na época do passa fora no Collor também debateram isso, mas a verdade é que tudo não passa de um grande engôdo. Não há a menor possibilidade de se fazer reforma política no Brasil em consequência da péssima qualidade do nosso material humano. Somos governados e representados por gente que vende até a mãe na bacia das almas sem qualquer constrangimento, sendo que,  alguns, piores ainda, vendem e não entregam a mercadoria. O fato é que pelo menos 80% dos nossos políticos não vale o ar que respira. Para eles a reforma política seriam apenas uma bela oportunidade de vender apoios e trocar favores durante o processo.
Por outro lado, quase tudo que se fala da tal reforma é bobagem. Quase todos os artigos que tratam do assunto abordam pontos de vista restritos, defendendo o interesse de um ou outro grupamento político ou financeiro. Se fosse à vera, o debate de Reforma política começaria pelo voto facultativo, já que o voto obrigatório é o grande alicerce da tragédia política brasileira.
Vivemos uma situação dramaticamente surrealista em relação ao voto, pois, mesmo que tenhamos plena convicção de que nenhum pilantra merece nosso voto, somos obrigados a votar. Isso ocorre entre os cidadãos mais escolarizados, mas entre os eleitores das camadas populares é pior ainda. Mesmo aquele cidadão que não acompanha nada de política devido a necessidade de sobreviver é obrigado a comparecer às urnas e escolher alguns, entre os tantos joões que lhe gritam aos ouvidos no horário eleitoral, e dar o seu voto. É dessa obrigação que nasce a fraude, a compra de votos e o cabresto. É nesta simples picaretagem, que transforma direito em dever para saciar a fome das oligarquias, que reside a desgraça da nossa sociedade.
Na verdade uma sociedade só evolui em liberdade. Ninguém pode ser obrigado a legitimar o poder exercido por parasitas e ladravazes. Exatamente por isso hibernamos no atraso. O cidadão precisa se sentir comprometido com algo, não obrigado. A obrigação, quando se trata de direitos, é compatível apenas com a ditadura.
Um homem livre pode formular soluções para todas ás áreas, pois sente-se parte integrante de um todo. Um escravo, não. O escravo não faz nada além de sua obrigação, pois traz consigo um eterno sentimento de frustração e covardia diante do arbítrio.
Sou um homem livre e de bons costumes, por isso defendo o voto facultativo e creio que este seria um grande passo para transformar o Brasil em uma nação de verdade. Isso sim, seria uma bela reforma política.

2 comentários:

Luciana Maria Penteado disse...

Muito procedentes as suas reflexões. Gostei das postagens com temas atuais e importantes de serem debatidos, argumentados, enfim... expostos. Parabéns!

Vicente Portella disse...

Valeu Lu...Brigadão