
30.6.09
O Diabo ronda Paris

25.6.09
16.6.09
Eduardo Paes em jornal espanhol : Existe uma visão romântica do crime no Rio
O despreparo dessa gente é algo inacreditável. O Prefeito, como Alice, queria estar vivendo no País das maravilhas que há, como lhe ensinaram, atrás de seu espelho.
Um mundo
Na verdade Eduardo, nascido em berço de ouro, quer que o Rio seja como a sua própria casa: um lugar onde só há espaço para gente rica e "bonita".
A visão que essa gente tem da cidade e do Estado é completamente atrofiada e não poderia ser diferente, pois sempre viveram protegidos por uma redoma.
Eduardo Paes e Sérgio Cabral agem como o rapaz de um filme antigo que vivia em uma bolha e graças a isso não tinha a menor noção do que acontecia no mundo real.
Mesmo Cabral, cujo pai frequentava os morros e os subúrbios para compor seus artigos e escrever seus livros sobre cultura carioca, nunca encarou este mundo como realidade. O morro para ele sempre foi uma espécie de parque de diversões - algo necessário aos negócios do pai - e, vê-se agora, as populações mais pobres, das quais o pai tirou fama e sustento, eram vistas por ele como animais em um zoológico.
Eduardo e Sérgio jamais verão as pessoas do povo como seus iguais porque realmente elas não são.
A criação e a formação de ambos impõe até como ofensa qualquer alusão à essa igualdade. Na verdade são plebeus da pior espécie "educados" para paracer nobres. São portanto, uma fraude inclusive para eles próprios. Qualquer trabalhador ou mãe de família, moradores de umas das tantas favelas do Rio têm, individualmente, uma capacidade moral infinitamente maior que esses dois governantes juntos.
12.6.09
6.6.09
Tadinho do bebê
3.6.09
Judiciário de boteco, ou, a nova Lei Teresoca

O que estão fazendo com esse menino, Sean, é de uma covardia pavorosa. Uma temeridade.
Em nenhum lugar do planeta um padrasto tem prioridade em relação ao pai biológico na guarda de uma criança.
Marco Aurélio Mello erra terrível e conscientemente ao acatar o pedido de um partido político, no caso o PP do Senador Francisco Dorneles, amigo da família Lins e Silva, e permitir a politização do drama desta criança.
Na prática, voltamos aos tempos da Lei Teresoca, feita sob encomenda para beneficiar única e exclusivamente o jornalista Assis Chateubriand, poderoso proprietário do, à época, temido Diários associados.
A diferença e que o Ministro Mello, primo do Senador Fernando Collor de Mello, aquele, nem mesmo esperou que alguma lei fosse inventada, ou tirada da cartola, para escolher o seu lado na contenda e optar por uma atitude teratológica, do ponto de vista judicial.
É por causa de ações desse tipo que as instituições no Brasil são consideradas falidas. Não há segurança nem estrutura legal que resista aos interesses das elites, dos riquinhos, dos donos do poder.
É uma pena que mais uma vez o poder judiciário sirva de pasto para cavalos paraguaios.
1.6.09
Prolegomenos...

Eu não vou falar da queda do avião. Tragédias assim são impactantes demais. E pra piorar as TVs, principalmente a Globo, ao invés de dar as notícias e se preocupar com as informações em si, arranjam uma carrada de especialistas de araque pra ficar falando besteira sobre o que poderia ou não ter acontecido. Irritante isso. A gente pensando na vida das pessoas e eles procurando alguém pra botar a culpa.