29.10.12

Confesso que perdi...


O resultado geral das eleições municipais, consolidado neste 2° turno, foi, para mim, digamos assim, tenebroso. Nem falo do ponto de vista partidário, já que o meu antigo PDT anda em crise existencial agudíssima. Falo mais como cidadão. E pior, um cidadão que ainda se dá ao luxo de conservar certo romantismo tolo mesmo depois dos 40... e tantos.
São Paulo elegeu um poste, uma ameba que anda e fala, o que deveria ser uma coisa constrangedora para qualquer cidadão. Mas a maioria dos paulistas sempre votou muito mal. De Maluf à Haddad, Sampa sempre foi assim. É verdade que Serra é o adversário que todo candidato pede a Deus, mas, mesmo assim, continua sendo coisa de maluco. É como se 55% dos paulistanos saíssem as rua gritando: Viva o mensalão! Viva o mensalão! Mas deixa pra lá. Paulista é assim mesmo.
Aqui no Rio a coisa já começou mal na capital, onde o povo votou claramente a favor da milícia e da lógica do “Rouba, mas faz”. É como se o Rio se paulistizasse e adotasse os padrões ademaristas da São Paulo dos anos 60. O Dono do TRE-RJ, seu Zveiter, ajudou bastante, é verdade. Mas aí é outro papo.
São Gonçalo é a única vitória que eu realmente contabilizo. Não moro em São Gonça e nem conheço o Mulim, mas, inapelavelmente, o segundo colégio eleitoral do Rio de Janeiro deu um “NÃO ROTUNDO” ao Governador, o que não é pouca coisa. Garotinho saiu mais fortalecido ainda para 2014 e apesar das bobagens e mentiras que Globo, dirceuzistas e cabralistas falam sobre o ex-governador, ele é o real contraponto a essa política negocista estabelecida no Estado do Rio de janeiro.
Em Petrópolis eu gostei da eleição do Bomtempo. É o PSB legítimo, de Eduardo Campos, que se descola de PT e PMDB para criar alternativas em 2014. Espero que dê certo.
Na Baixada a tragédia até que não foi tão grande. Apesar de terem elegido uma besta quadrada em Nova Iguaçu e outras tantas em municípios menores, o PMDB perdeu em vários cantos, então houve sobreviventes.
Em Duque de Caxias, minha santa e bela (menos, menos) cidade, a coisa foi mezzo calabreza, mezzo mussarela.
A vitória de Alexandre Cardoso fortalece Lindberg Farias, uma das maiores fraudes políticas da história recente do País, o ex- cara pintada que agora divide o poder com Collor e Sarney numa boa. Mas a culpa é menos do Alexandre que do próprio Lindberg, que colou na campanha, como um encosto, por puro oportunismo político (na pior acepção da palavra). Muito provavelmente Alexandre ganharia a eleição mesmo sem ele, mas se Lindinho apoiasse Washington Reis, Alexandre ganharia muito mais fácil.
É bom lembrar que Lindinho já passou por PCdoB e PSTU, está no PT e ameaça agora cravar seu punhal nas costas do PSB para ser candidato à Governador, pois seus asseclas petistas preferem continuar agarrados as boquinhas oferecidas por Cabral do que bancar sua candidatura. Na verdade Lindinho nem poderá ser candidato, pois é ficha suja. Foi condenado em segunda instância por mutretas portentosas praticadas quando brincava de ser Prefeito, em Nova Iguaçu.
Só me sinto derrotado em Caxias pelo fato de Alexandre Cardoso pregar a privatização da água, que é muito ruim para todos nós, principalmente para a população mais pobre que vai virar escrava da ODEBRECHT.
Mas nesse Brasil petista, onde o dinheiro sai direto do poder público para o bolso dos poderosos da iniciativa privada; nesse País idolatrado por Eike Batista e seus “parceiros”; nesse País dirigido pela governanta que virou mãe do PAC, é assim mesmo que as coisas funcionam.
O jeito é esperar as próximas eleições. Se eu saí vivo dessa, posso dar mais sorte e sair satisfeito da de 2014, né?

Vicente Portella

28.3.12



 1 - O bom de se formar é que você nunca mais precisa concordar com o professor.

2 - No Brasil os políticos tem razão em odiar os professores. É uma classe que geralmente chega ao poder sem nunca ter passado por uma sala de aula.

3 - Em terra de Reis, quem tem olho finge que não vê nada.

4 - Para a grande mídia o jornalista é o estafeta mais bem pago do mundo.

5 - Lembre-se: você só pode emitir sua opinião publicamente se elas forem completamente irrelevantes.

6 - Nunca se regozije por ler ou escrever bem. Isso pode ser considerado bullyng intelectual.

7 - Você pode até matar a cobra, mas jamais mostre o pau.

8 - No mudo dos ricos e poderosos a justiça brasileira se fundamenta na estatística. Age eventualmente e por amostragem.

9 - O ser humano, assim como outros animais, é um subproduto do sexo.

10 - O mundo anda tão estranho que se você sair nas ruas sem sentir um medo terrível  dos bandidos acaba se sentindo deslocado.

11- A honestidade é algo completamente fora de contexto na sociedade moderna. Diógenes desistiu faz tempo....

12 - No poder público a alternância geralmente é feita entre saqueadores e beócios. Raramente eles governam juntos, como ocorre atualmente.

13 - Nossos líderes nacionais são realmente obtusos de pai e mãe, mas, honra seja feita... Os líderes regionais e locais são muito piores.

14 - O poder é exercido pelo voto e o voto é exercido por qualquer um e de forma compulsória. Isso explica em grande parte a estupidocracia.

15 - O Deputado é um Vereador de segunda instância, tem alma menor e poder maior.




6.2.12

O PT vai destruir São Paulo, talvez por vingança.

Com exceção de Luiza Erundina, que logo abandonou a legenda, o PT nunca obteve êxito em São Paulo, nem na cidade, nem no Estado. Em conseqüência disso a facção de Dilma, Lula, Zé Dirceu e Cia sempre faz o possível para desestabilizar os governantes paulistas, sejam Prefeitos ou Governadores. Chegaram até a botar a furiosa militância na rua para espancar Mario Covas, um dos mais brilhantes estadistas que São Paulo já ofereceu ao Brasil.
Vira e meche, pra se vingar da população que se recusa a dar-lhes o voto, petistas organizam movimentos pra lá de suspeitos para forjar “manifestações” em Sampa. Na prática, apenas manobram os anseios dos miseráveis para obter seus intentos.
A facção petista governa o Brasil há quase 10 anos, então já teve tempo de sobra de oferecer terra para os sem terra, habitação para os sem teto e honradez para os sem vergonha, mas nada disso interessa ao comando petista. Cada miserável, na ótica do PT, é um aliado na tarefa de desestabilizar governantes que os derrotaram nas urnas. É vingança pura e simples.
Na prática, a existência desses movimentos desmente, por si só, o discurso ufanista de Lula e Cia. Se o Brasil está tão bom assim, tão maravilhoso que já superou até o Reino Unido, porque existem tantos miseráveis ainda? Tantos sem isso e sem aquilo?
Na verdade a pequenez petista troca o conceito de sustentabilidade pelo de miserabilidade, pois os miseráveis lhes são infinitamente mais úteis. 
Estas ações golpistas, quase todas concentradas em São Paulo, revelam um aspecto bastante interessante da concepção social e política petista, a adoração do demérito. Em qualquer nação civilizada do mundo, objetivos são determinados por planejamentos que incluem o acesso da população a qualificação profissional e acadêmica, mas aqui o PT propõe exatamente o contrário. Quanto mais despreparado, desqualificado e incompetente, mais facilitada será a ascensão do “quadro político” e, consequentemente, mais relevante serão estes aspectos na formação da sociedade. O discurso da pena, da piedade, da compaixão é usado como instrumento de Governo para transformar o País em uma nação de esmoleiros, carentes de tudo e declarados incapazes pelos dirigentes, pedintes oficiais que votam em quem lhes distribui favores.
E assim o Brasil vai ficando cada vez menor, cada vez mais incapaz de se libertar de seus dramas e cada vez mais mergulhados no caos.
A agressividade dos famintos liderados pelos “espertos” tem sido cada vez mais a tônica petista, e a principal vítima tem sido São Paulo. E que ninguém se iluda, se estas ações de desestabilização não ocorrem no Rio de Janeiro ou em outros Estados é porque seus governantes cederam a tese da boquinha petista, distribuídos cargos menores para os plantonistas do caos, para os “líderes” do comando petistas. Caso não o fizessem seriam também reféns de golpistas, de gente que faz apologia a miserabilidade.
A maioria dos “revoltosos” fabricados pelo PT pode até ser constituída de boas pessoas, gente manipulada pelo discurso fácil da picaretagem detentora do poder oficial, mas, independente de qualquer coisa, é gente que está sendo usada para o alcance de interesses escusos, algo que se tornou natural no Brasil, um País subgovernado, mas com governantes tão populares quanto aqueles da finada Alemanha nazista.

27.1.12

O Brasil, a Copa e as olimpíadas


Dia desses li na imprensa que o Brasil “superou” a economia do Reino unido e, estupefato, li e ouvi o comentário ufanista de vários “especialistas” garantindo que a economia brasileira irá superar também a da França em breve. Fiquei me perguntando: Deus meu, em que mundo nós estamos?
O Brasil, que pretende abrigar a próxima Copa do mundo de futebol e as olimpíadas de 2016 é um País que vive com um pé enterrado na idade média. Mais que isso, boa parte do corpo nacional está coberto pelo atraso humano, econômico, político e institucional.
O Rio de janeiro, que pretende abrigar os jogos olímpicos, é não apenas uma cidade abandonada, mas, acima de tudo, um Estado putrefeito. Não há por aqui condições elementares de vida digna em sociedade, exceto, é claro, no trecho entre o centro da cidade e a Barra da Tijuca, mesmo assim com graves distorções.
Na Cidade do Rio de janeiro as pessoas são reféns do crime, seja ele praticado por traficantes, bicheiros ou governantes. Quem se afasta da orla pode tranquilamente perceber o caos que se abate sobre a cidade outrora maravilhosa. A baixa qualidade de vida é gritante, explode diante dos olhos de quem passa. Um desavisado que ande pela zona norte ou zona oeste tem a impressão de estar em outro mundo, na Bolívia, talvez, ou na Guatemala.
Na região metropolitana, a população vive ao Deus dará. Questões básicas como saneamento, habitação, educação, saúde e infra estrutura são completamente ignoradas por governantes que na maioria das vezes não tem sequer discernimento intelectual, ou, em certos casos, moral, para compreender os complexos problemas de uma sociedade. Tudo, na Baixada Fluminense, por exemplo, funciona por combustão espontânea. Planejamento e metas são palavras ignoradas por quem detém o poder nas cidades, tanto legislativo quanto executivo.   Se considerarmos o IDH da Baixada teremos a impressão de estar no Haiti, em Angola ou na Etiópia, com a diferença crucial de que nossa região metropolitana não foi assolada, pelo menos ainda, por nenhuma guerra ou guerrilha urbana.
Diante de tudo isso – e nem falamos do Piauí ou do Maranhão – como pode o Brasil ser comparado ao Reino unido sob qualquer aspecto? Com que instrumentos a imprensa sustenta tal delírio? Será que estamos, em plena democracia, readotando a mentalidade ufanista da última ditadura? Sinceramente, não me surpreenderia se Governo, base aliada e mídia governista adotassem como slogam o velho “Esse é um País que vai pra frente” ou até mesmo o nefasto  “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
O fato é que dinheiro em jogo, com perspectiva de Copa e olimpíada, vem em quantidades monumentais. O mesmo dinheiro que sempre foi negado para a infra estrutura nacional, para as demandas elementares da população, para os investimentos sociais, educacionais, culturais, etc, vão agora jorrar dos cofres públicos. Mais uma vez, porém, infelizmente, o dinheiro público não será utilizado para construir uma nação, mas apenas para uma baita maquiagem. Tá aí o Maracanã como prova disso: Uma reforma de um bilhão e o estádio nem será utilizado na Copa.
Sinceramente, não vejo motivos para, como o Conde Afonso Celso, dizer que “me ufano do meu País”. Seria melhor aprender com quem sabe e investir pesado em educação, cultura e qualidade de vida. Poderíamos fazer uma bela Copa no futuro... Bem alimentados, bem instruídos, saudáveis e orgulhosos de viver com dignidade. Mas por enquanto somos terceiro mundo. Nossos fúteis governantes cultivam essa chaga com paixão.

20.1.12

Duque de Caxias para iniciantes: um retrato 3X4 *

Como diria Jack, o estripador, vamos por partes… Para compreender (Duque de) Caxias é fundamental analisar sua formação, principalmente do ponto de vista sociológico e econômico, mesmo que rudimentarmente.
Nós não fomos colonizados, fomos ocupados e tudo se deu de forma anárquica e confusa, sem planejamento, sem objetivos definidos, sem distribuições de papeis, sem nada.
A Baixada Fluminense era um baita laranjal que foi sendo ocupado a partir do processo de evolução econômica. O Brasil saiu do mundo agrário para arriscar alguns passos na industrialização e com isso as necessidades da galera foram se modificando, se modernizando, metamorfoseando, sei lá… O fato é que fomos da figura A para a figura B.
O Rio era a capital do país e, por conta disso, o processo aqui se deu de forma acelerada. Alguém tinha que construir os prédios, praças, pontes, viadutos, panelas e caldeirões para a nova civilização que se formava, por isso veio gente de todo canto para o Rio, principalmente do Norte e do Nordeste. Por uma série de fatores inexplicáveis, acabamos nos tornando, felizmente, uma referência para o povo nordestino no Sudeste. Ataulfo Alves tinha um sítio em Xerém e o vendeu para Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Aquele pedaço de terra foi o embrião de todo um processo de herança cultural que nos influencia até hoje. Para muitos, tudo pode ter ocorrido por coincidência. Eu, particularmente, acho que foi uma benigna conspiração do universo.
Por outro lado, aquele povo que veio construir as coisas precisava de um lugar relativamente próximo à capital para morar. Como o Rio já era uma cidade bastante cara naquela época para o padrão dos imigrantes, boa parte do pessoal foi se assentando por aqui mesmo. A galera precisava de grandes espaços para viver com suas famílias vindas da terra natal, e isso a gente tinha de sobra.
Com o tempo, foi se formando uma incipiente estrutura de comércio e serviços. Coisa bem simples, o armarinho, a quitanda, a tendinha, depois as padarias, os açougues etc, agregando portugueses e outros imigrantes à nossa história.
A formação foi mais ou menos isso, meio na base da combustão espontânea, o que nos deu a riqueza da cultura nordestina e a angústia de uma economia filosoficamente baseada no lucro imediato e sem maiores preocupações sociais, filosóficas ou até mesmo estruturais.
Isso tudo evoluiu muito pouco com o passar dos anos e Caxias foi cada vez mais se tornando sombra da capital, a ponto de ser considerada uma mera cidade dormitório por muito tempo.
Na prática, mesmo com a vinda da indústria e com o crescimento da economia, a cidade nunca chegou a formar uma burguesia local, pois os comerciantes daqui nunca desenvolveram um espírito de grupo ou de apreço a coisas locais e os investidores da indústria, vindos de fora, não fincaram suas raízes em Caxias. A própria REDUC, apesar de gerar ganhos econômicos via royalties e impostos, não tem, a rigor, qualquer vínculo sociológico com o município. As pessoas trabalham aqui, ganham dinheiro aqui, mas gastam e investem em outras plagas, principalmente no Rio. Graças a isso ficamos sem escolas, sem instituições, sem cultura, sem noção de solidariedade, sem senso de preservação coletiva e sem mais um montão de sentimentos comuns aos povos de outras cidades. Somos a terra dos mandões. Quem ganha o tiroteio político exerce o poder durante algum tempo ao seu bel prazer, sem regras nem freios, e depois se manda. Vai embora. E o próximo mandão vem e faz o mesmo.
Isso tudo faz de Caxias uma cidade perneta. Tem gente talentosa em todas as vertentes, artistas fantásticos, profissionais capazes, etc, mas carece tanto de investidores quanto de público interessados na evolução da alma e do pensamento humano. É como uma pessoa que tem dinheiro para comprar o que precisa, mas não encontra vendedores do produto. Baixo interesse não gera mercado e a lógica atual é sempre a do mercado.
E aí, meu caro leitor pode estar se perguntando: tudo bem, isso todo mundo sabe, mas qual a solução? A solução é o poder, digo eu.
O poder em Caxias sempre foi exercido de forma isolada, sempre por um determinado grupo completamente dissociado da aspiração coletiva e isso se dá porque participação individual e coletiva é mínima. As pessoas tratam o voto como um ferro quente imposto à mão e que precisa ser jogado fora o mais rapidamente possível. Não há envolvimento. Quase ninguém vê um Vereador ou um Prefeito como representante seu. A participação política é sempre colocada na última prateleira de uma estante gigantesca e a consequência direta disso é a usurpação do poder, pois permite que pequenos grupos possam dividi-lo entre si.
Só para deixar claro, não me refiro a partidos, pois a coisa independe disso. Em todos os partidos há, certamente, ou pelo menos deveria haver, pessoas de bem. O partido, aliás, deveria ser simplesmente um agregador de correntes de pensamento, de filosofias, de concepções e de convicções, sejam estas à direita, à esquerda ou ao centro, se é que tudo isso ainda existe. Quando falo em participação me refiro ao verdadeiro conceito de cidadania. Saber o que alguém faz com o teu dinheiro e que regras serão criadas para o desenvolvimento da tua vida são coisas que deveriam interessar a todos, mas como não interessam, quem detem o poder e o dinheiro faz o que bem entende.
Se a gente reparar bem, percebe que esse desinteresse pela condução da vida na pólis reside tanto no individual quanto no coletivo. Pessoas inteligentíssimas detonam o conceito de participação política, e profissionais de todas as áreas abrem mão de conspirar a favor de seus mais legítimos interesses. Chega a ser engraçado perceber como pessoas e grupos convergem para a concentração do poder nas mãos de poucos e maus políticos. As pessoas de bem, infelizmente, recusam-se a construir possibilidades de evolução coletiva.
Curiosamente isso gera uma situação, além de desastrosa, confusa, pois, na cidade, não havendo exercício de poder nem da parte da burguesia, nem da parte do povo, como ocorre, de certa forma, em Caxias, o conflito de interesses é estéril, fazendo com que a estagnação seja a primeira dama do Município.
Resumindo a ópera, na falta de uma Geni de plantão, só o exercício consciente do poder pode vir a salvar nossa cidade. Todos os setores da sociedade Caxiense deveriam pensar nisso.
Quando o poder for exercido por trabalhadores, burgueses, artistas, pensadores, profissionais liberais, estudantes etc, todos convictos na defesa de seus interesses, seremos uma cidade de verdade. Dói menos e sai mais barato do que sustentar parasitas a pão de ló.
Tenho dito.


* Escrevi este texto originalmente para o Lurdinha , mas resolvi publicar aqui, passado um tempo, pra dividir com a galera por outros meios... :-)

26.12.11

Fazendo as contas da corrupção

No primeiro ano de Governo Dilma foram constatados desvios de 1,1 bilhão em 5 Ministérios, segundo O GLOBO, JB, etc. Sabe-se que ao todo as sinecuras Ministeriais são 39, o que daria, considerando 220 milhões de pilhagem por ministério, algo em torno de 9 bilhões, 580 milhões, em apenas um ano e somente na rubrica “Ministérios”.
Se desconsiderarmos todas as maracutáias envolvendo órgãos menores, como secretarias sem status, birôs de negociatas, DNIT, estatais como Correios, Petrobrás e etc, e arredondando a pilhagem para dez bilhões por ano, poderemos calcular, por baixo, que o Governo Dilma vai custar aos brasileiros, só em picaretagens do primeiro escalão, fantásticos 40 bilhões em corrupção.
Não entram nessa conta os esquemas montados nos Estados, como a ponte de 1 bilhão ou a reforma do Maracanã, também de 1 bilhão... Só nessas duas “obrinhas” o gato engorda pelo menos em 1,5 bilhões (Os outros 500 milhões fazem as duas obras tranquilamente).
Ainda faltaria contar também o teleférico superfaturado do Alemão, as casas de papelão do Minha casa, minha vida, os bolsa esmolas, bolsas mendigo e outros programas de manutenção eterna da miséria brasileira e mais uma infinidade de coisas, que, pelo tamanho do monstro, podem ser consideradas mixarias.
Por outro lado, há os esquemas internos, os oficiais, os por dentro... Aqueles que permitem a Sarney transformar o Senado em sua Disneylândia particular e multiplicam a nomeação de analfabetos aliados para cargos executivos de toda ordem, sempre brindados com salários opíparos, trinta  vezes maiores que o salário mínimo com que se brinda o Zé povinho.
Tirando isso tudo, ficam apenas as compras de materiais e as prestações de serviços contratadas pela União, sempre extremamente generosas e completamente descontroladas, envolvendo alguns bilhõezinhos consideráveis.
Nem vou falar dos cartões corporativos, dos esquemas de doações de estradas de graça, dos esquemas dos aeroportos, dos leilões de poços de petróleo... Até porque não adianta falar nada, o Brasil está anestesiado, e os brasileiros, não só permitem como também se sentem lisonjeados diante dessa roubalheira toda.
A única coisa que se pode afirmar concretamente é que, considerando a progressão geométrica, em breve – muito em breve – a capacidade de arrecadação do Brasil ficará aquém da gula petista. O Estado brasileiro será menor que a sanha corruptiva dos governantes e, fatalmente, entrará em colapso.
Os petistas, é claro, tentarão aumentar os impostos, mas não haverá mais capacidade de pagamento por parte de uma sociedade que já paga os maiores impostos do mundo. Então, quando tudo começar a ruir, o PT sairá às ruas, desesperado, procurando alguém em quem botar a culpa. Apontarão seus dedos podres para governos passados, de 20, 30, 40, 50 anos atrás; farão discursos delirantes defendendo teses subliminares para explicar a culpabilidade alheia... Mas nada disso adiantará nada. Seremos então uma nação de proporções africanas, uma imensa Angola em plena América do sul. Nosso povo se dividirá entre famélicos e guerrilheiros urbanos, pois, mesmo em cenário apocalíptico, eles quererão manter o poder.
Todos nós saberemos, na ponta da língua, o nome dos responsáveis. Mas este será um consolo vão. Não seremos mais nada. Nem nação, nem povo. Seremos apenas uma massa amorfa que servirá de exemplo para as sociedades futuras do que pode vir a acontecer com um grande País quando mergulhado, por anos a fio, no putrefeito caldo da corrupção.

Vicente Portella
Compre aqui o livro 'Todas as mulheres'

20.12.11

Incêndio em Caxias

O Fogo consumiu o depósito de uma loja de espumas e artigos de plástico e borracha na Rua José Veríssimo, próximo a esquina com Professor Henrique Gomes. As imagens são impressionantes e foram registradas por um profissional da Cedae, Carlos Alberto Black, que estava no local para dar apoio aos Bombeiros fornecendo caminhões pipa.

13.10.11

Um governo de punguistas

A reação às marchas contra a corrupção que vem ocorrendo a cada feriado, sempre mais encorpadas - embora ainda incipientes - revelou uma face escamoteada do Governo Brasileiro, a de punguista.
Como os antigos “trombadinhas”, que roubavam a carteira das vítimas e saiam gritando “pega ladrão”, para confundir as pessoas ao redor da cena do crime, os partidos alugados ao Governo espalharam pelas redes sociais centenas de empregados com a tarefa de desqualificar a reação popular. Chegam a comparar a indignação atual com as marchas da família com Deus pela propriedade, ocorridas nos anos 60 e que serviram de embrião para o Golpe de 64, que colocou a turma do Sarney no poder... Essa turma se mantém até hoje.
Nada pode ser mais desonesto do que tentar confundir a população para perpetuar a roubalheira. Nada.
O governo tenta na verdade criar uma cortina de fumaça, desqualificando qualquer ação que não venha para abonar a desfaçatez com que essa gente trata a coisa pública. Até mesmo o velho discurso direita/ esquerda foi ressuscitado pelos oficie boys do poder na internet, como se Sarney, Collor, Renan e demais aliados do PT fossem de “esquerda”. Agem como se fossem sérios e honestos, mas não são. Na verdade são apenas claques pagas com dinheiro público para defender sua boquinha a qualquer preço.
Diante de uma situação em que as instituições – sindicatos, associações, UNE, ABI, OAB etc – renderam-se as benesses patrocinadas pelas algibeiras governamentais e a população carente, coitada, passou a ser controladas com assistencialismos oficiais, a sociedade como um todo se sente completamente órfã, desamparada, carente de representatividade, e assim não restou outra alternativa à classe média que não fosse reagir nas ruas, gritar sua indignação e denunciar a roubalheira.
A coisa pode até ser mal organizada, despolitizada e feita na base da combustão espontânea, mas é legítima. Qualquer cidadão tem o direito de se recusar a ser roubado. E se o movimento é liderado pela classe média, isso se dá pelo fato de esta ser a única camada da sociedade que ainda não foi comprada pelo poder estabelecido. Na verdade, aliais, trata-se da parcela da população que mais vem sendo pisoteada, pois tem recebido, na prática, a tarefa inglória de pagar as contas da corrupção.
Em suma, o País vem sendo assaltado diariamente e o povo não tem condições de reagir. Os líderes de ontem, que resistiram à ditadura, não cumprem mais este papel, uma vez que a aproximação com o poder dissipou-lhes a dignidade intelectual e anulou em seus corações a capacidade de indignação. Todos são atualmente muito bem pagos e numa conta de chegada, pesando custos e benefícios, coisa que anda tão em voga na política brasileira, optam pela mudez absoluta mesmo diante do caos.
Isso quando não aderem a desfaçatez e advogam publicamente a roubalheira.

Você pode

Você pode construir o seu próprio destino, andar com suas próprias pernas e pensar com sua própria cabeça. 
Você pode se negar a aceitar a corrupção e a ganância dos governantes. 
Você pode atuar para que os seus filhos, os filhos dos seus vizinhos, dos seus amigos e até mesmo os filhos daquelas pessoas que você nem conhece, tenham um futuro digno, com educação em tempo integral, saúde, saneamento, habitação e direito a felicidade. 
Você pode de agir pelo bem estar social da sua comunidade, do seu bairro, da sua cidade, do seu Estado e do seu País. 
Você pode lutar contra as injustiças e contra os interesses mesquinhos dos donos do poder. 
Você pode usar o seu voto como uma arma em sua própria defesa. 
Você pode escolher o melhor candidato; aquele que tem histórico de lutas, qualificação pessoal e política e, acima de tudo, compromisso com você enquanto cidadão, ou cidadã, e enquanto povo. 
Você pode. Você é senhor da sua vontade. Você tem o poder de mudar o mundo. 

Então, mude...


OBS: Escrevi este texto para a campanha de um amigo em 2010. Achei ele hoje no meu arquivo e resolvi publicar aqui, até porque continuo acreditando em cada palavra.

9.9.11

Resgatando a classe média

Talvez o Brasil seja o único País do mundo em que a realidade é obrigada a se adaptar aos conceitos do Governo, e o mais curioso é que o PIG ( Partido da imprensa Governista ) adere a farsa e trata a ficção como fato inquestionável.
Na história recente do Brasil, dos anos 80 pra cá, mais especificamente, a classe média foi massacrada. Foi ela quem pagou, e muito caro, por todos os desmandos políticos, administrativos e econômicos, sendo quase   aniquilada. Com a recuperação econômica, no entanto, ocorrida nos anos 90 e atualmente consolidada, a Classe média começou a se recuperar. Mas só em termos.
Qualquer estudante de ensino médio sabe a importância da Classe média para o desenvolvimento de uma nação. É dela que saem os profissionais qualificados que vão formular e planejar o futuro, serão os médicos, advogados, engenheiros, agentes culturais, enfim, ela fornece às sociedades seus componentes básicos. Mas no Brasil a coisa é diferente... Graças aquele velho complexo de vira latas, ao qual se referia Nelson Rodrigues, a Classe média, aqui, é tratada como inimiga, como adversária, como um obstáculo à perpetuação da ignorância no poder. Faz-se de tudo para menosprezar-la. Até os indicadores foram mudados, ampliando conceito, na tentativa de inventar uma sociedade sem povo, nivelando todos ao nível de Classe média.
Não importa se não há formação nem condições sociais compatíveis, o fato é que quase todos foram, por decreto,  promovidos a Classe média... E esta, é claro, foi reduzida à uma vala comum sem direito a opinião, participação ou amor próprio. Os anos de estudos, a qualificação, a capacidade intelectual, tudo perdeu o sentido no cenário em que basta ser "militante", loura do tcham ou surfistinha para alcançar a realização profissional. Fica a pergunta no ar: Como resgatar a auto estima da Classe média em uma sociedade que aniquila seus talentos; onde a "esperteza" é mais importante que a qualificação?
Recentemente a classe média começou a reagir, principalmente nesta semana, com as Marchas contra a corrupção que assola o País. Bastou isso para ser tratada mais uma vez como inimiga pública. Portais governistas na internet desqualificaram as pessoas que participaram das marchas, taxando-as de todos os termos pejorativos disponíveis. É como se gritassem em alto e bom som: Roubamos o dinheiro de vocês quando bem entendemos, gastamos tudo com cachaça, se quisermos, e vocês têm que ficar quietinhos, pois somos nós quem mandamos nessa joça...
Na verdade a Classe média precisa mesmo reagir, precisa sair desse estado de sedação plena e retomar seu papel na história, por que isso seria muito bom para o Brasil. Não se pode restringir uma nação ao conceito do "Nós vai, nós foi"; não se pode nivelar o pensamento por baixo... por isso a Classe média é tão importante. 
Na verdade, todas as ações que pretendem abafar o grito da Classe média, extirpando sua participação na sociedade, vem da certeza de que é ela o referencial maior do povo brasileiro. Pra onde a Classe média for, o povo vai. Daí o medo que se tem dela.
As marchas contra a corrupção foram certamente um bom começo, mas a classe média não pode abaixar a cabeça. Pelo contrário, precisa ter orgulho de sua capacidade de mobilização e tomar, cada vez mais, as ruas. Talvez, como diz o outro, "Nunca antes na história" o Brasil tenha precisado tanto da Classe média, seja como depositária da capacidade técnica, profissional e intelectual do Brasil, seja como referencial de reação ao mandonismo desqualificado.

7.9.11

REDOMA (Bruno Kohl) Intérprete:Mikaela

Musicá belíssima. Recebi por Twitter e estou espalhando pelo planeta. Vale a pena ouvir. É raro encontrar uma turma nova fazendo arte de verdade... Maravilha.

22.8.11

NeoPDT - Querem destruir o partido de Brizola - Militantes históricos reagem

Uma guerra interna sem precedentes está expondo o grau de metástase em que se encontra o histórico partido de Leonel Brizola. Criado no exílio, em 1979, pelo grande líder trabalhista para enfrentar a ditadura militar, militantes históricos consideram que o partido amarga atualmente a condição de mero coadjuvante em um governo marcado pela corrupção e pelos escândalos.
No sul, a neta de Brizola, Juliana, vem enfrentando de maneira aguerrida os dirigentes que apequenam a legenda. No Rio de janeiro, palco da grande atuação de Brizola em seus últimos anos de vida, dirigentes se indignam com os rumos fisiológicos adotados pelo partido, inclusive com filiações de elementos historicamente desqualificados. No caso de São João de Meriti, por exemplo, o Ex Deputado Carlos Correia luta contra a filação do atual Prefeito, Sandro Matos, expulso do PR - Partido da República, por infidelidade partidária.
Leia abaixo a integra do documento enviado por Carlos Correia à executiva Nacional do PDT:


" Ao Senhor Presidente Nacional do PDT, em exercício, Dep. André Figueiredo.

  
O Partido Democrático Trabalhista – PDT do Município de São João de Meriti/RJ, por seu presidente, vem, na forma do Estatuto Partidário e, da legislação eleitoral Partidária,expor e requerer:

Preliminarmente pede vênia por encaminhar o presente a essa Executiva Nacional, para prevenir direitos e contestações, face a situação jurídica que se encontra à Direção Estadual do PDT/RJ diante de uma decisão judicial que, “data vênia”, se choca com a Lei Orgânica dos Partidos Políticos e, cuja questão já está sendo tratada por essa Direção Nacional, para que seja restabelecida  à normalidade partidária no Estado.

1)     Que no dia de hoje, 10 de agosto de 2011, tomou ciência através de expediente da presidência regional, que houve uma reunião no dia 05 de julho de 2011 da Comissão Permanente Nacional do PDT, na qual dentre outras deliberações, foi aprovado o pedido de filiação ao PDT do Prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos.

2)     Ocorre que o ato praticado pela Comissão Permanente Nacional, precedeu ao da filiação partidária que ainda não ocorreu conforme o rito e os prazos previstos no artigo 4º do Estatuto.
O pedido em tela deveria conter informações da Direção Estadual e ser examinado pela Executiva Nacional o que não ocorreu na forma do preceituado no § 9º do artigo 4º do Estatuto.

3)     O Prefeito Sandro Matos, na data da reunião: 05 de julho de 2011 estava filiado ao PR – Partido da República, como se comprova através de certidão expedida pelo Tribunal Superior Eleitoral TSE, (cópia anexa). É ético e legal acolher um pedido de filiação com o eleitor filiado a outro partido? (Anexo nº1)

4)    
Ademais, com o fito de instruir e complementar as informações que deverão ser enviadas a essa Executiva Nacional do PDT, para quando, se efetivada a filiação sob exame se, proceder ou não a homologação da mesma, encaminho em anexo um relatório preliminar do pretendente à filiação, Sandro Matos, que cuja atitude política, em tese, fere um dos objetivos do PDT, consagrados no § 1º do artigo 1º do Estatuto, que é o de: “defender a dignidade da função pública, sob a inspiração da moral e da ética, com o objetivo de servir ao cidadão e prestigiar o servidor”. (Anexo nº2)

5)     Cumpre-me acrescentar ainda, sem exame do mérito da filiação, à título de informação junto a essa direção nacional, que o pretendente, SANDRO MATOS, no exercício do cargo de Prefeito, que obteve graças à participação decisiva do Partido através de sua história, das lideranças e da participação ativa do Ministro Carlos Lupi, no processo eleitoral, vem praticando notória e ostensiva hostilidade à legenda e atitudes incompatíveis, com convivência com militantes, dirigentes e lideranças partidárias.
Acrescente-se, também, que a hostilidade e convivência incompatível do candidato à filiação, (Sandro Matos) com os dirigentes e lideranças partidárias atingem ao Vice-Prefeito do PDT e Secretário Geral do Partido no Estado; o Deputado Estadual do PDT, Bruno Correia, além de militantes, dirigentes e lideranças partidárias que foram sumariamente demitidos, sem motivação pelo Prefeito.
Por fim informa que o pretendente à filiação Sandro Matos, de 2000 a 2011 já pertenceu a seis (06) partidos políticos e, o último o PR, consta ter sido expulso por infidelidade partidária.
Pelo exposto, REQUER:
1º - Que à Comissão Executiva Nacional reconsidere à decisão proferida pela Comissão Permanente da Executiva Nacional na reunião realizada no dia 05 de julho de 2011, na questão que aprova o pedido de filiação do prefeito Sandro Matos ao PDT no Município de São João de Meriti, por preterição de formalidades essenciais previstas no Estatuto Partidário.
2º - Que, o exame, discussão e votação do pedido de filiação pela Direção Nacional competente, só ocorra após à manifestação do Diretório Municipal de São João de Meriti/RJ e, com às informações da Direção Estadual, na forma do § 9º do artigo 4º do Estatuto.

3º - Que, na reunião deliberativa dessa Direção Nacional que seja assegurado ao Diretório Municipal de São João de Meriti/RJ o direito de plena defesa e do contraditório.
4º - Que, essa Executiva Nacional, ao reconsiderar a decisão citada no item 1º, suspenda o ato programado para o dia 13 de agosto de 2011, com a Direção Nacional.

5º - Que, o Diretório Municipal de São João de Meriti/RJ, seja assegurado a sua prerrogativa estatutária e legal, em especial do Art. 4º (caput) e seus parágrafos 1º; 2º; 3º; 4º; 5º; 6º; 8º; 9º; 10º e 11º §3º Art. 16; Art. 33, e seus parágrafos; Art.34; 35; 36, dentre outros do Estatuto Partidário, e, Lei 9.096, de 19/02/1995, Arts. 16 a 22; Resolução TSE nº 19406/95, Arts. 33 a 40, dentre outros dispositivos da legislação eleitoral partidária, para apreciar o pedido e à filiação do pretendente Sandro Matos.
RJ, São João de Meriti, em 10 de agosto de 2011.

Carlos Correia
Presidente do Partido Democrático Trabalhista – PDT do Município de São João de Meriti – RJ.
Secretário Geral do PDT/RJ

Cópias enviadas:
a)     Ministro Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT.
b)     Presidente, em exercício do PDT/Nacional.
c)     Secretário Nacional do PDT.
d)     Membros do Colegiado da Executiva Nacional do PDT.
e)     Senadores do PDT.
f)       Deputados Federais do PDT.
g)     Deputados Estaduais do PDT/RJ.
h)     Diretórios Estaduais do PDT no Brasil.
i)       Prefeitos eleitos do PDT/RJ.
j)        Vice-Prefeitos eleitos do PDT/RJ.
k)     Vereadores eleitos do PDT/RJ.
l)        Membros do Diretório Estadual do PDT/RJ.
m)   Diretórios Municipais do PDT/RJ.
n)     Movimentos Partidários PDT. "

Além deste documento, o ex Deputado e dirigente do PDT em São João de Meriti encaminhou à direção partidária um dossiê completo sobre as atividades do atual Prefeito da cidade, filiado irregularmente à legenda. Em próximas postagens publicaremos tais documentos, usados pela militância histórica para questionar a adesão de Sandro Matos feita à sua revelia. 

18.8.11

Uma paixão vendida à granel


O que você faria se descobrisse que sua paixão foi negociada, vendida, torrada na bacia das almas? Se revoltaria? Ficaria indignado/indignada? Lutaria contra um comportamento tão sórdido assim? Defenderia a pureza de sua paixão, de seu amor? Pois é... Os brasileiros deveriam se sentir assim em relação ao futebol.
Todos os dias esta paixão nacional é vilipendiada, tratada como mera mercadoria em benefício de alguns poucos. É como se um grupo de pessoas guardassem preciosas informações sobre quem ama quem, sobre quem é apaixonado por quem, e sequestrasse as pessoas amadas para exigir resgate em dinheiro para cada encontro entre os amantes.
Quando se trata de política, nação, pátria e valores similares a gente sabe que o brasileiro, infelizmente, é desapegado. Aliás, mais que isso, o brasileiro é permissivo e justamente por isso vivemos nestas condições sociais que todos conhecemos, com padrões de idade média. Qualquer governante pode dilapidar o patrimônio nacional diariamente que nosso povo nem liga.Os fatos comprovam isso. Mas com o futebol, que saiu da raia do esporte faz muito tempo, para entrar na esfera da paixão, a coisa deveria ser diferente.
Ricardo Teixeira, o homem de ouro do futebol brasileiro, construiu um império fantástico manipulando a paixão de um povo inteiro; vendendo jogos da seleção, aniquilando carreiras de jogadores e técnicos brilhantes e criando mitos com pés de barro. Este homem, mais que ninguém, transformou a arte do futebol em podres negociatas de bastidores e graças à isso os sonhos do País do futebol vão à cada dia se transformando em pesadelos colossais.
Ao mesmo tempo em que cobra 10, 20, 30 milhões de um governante corrupto para sediar um jogo da seleção em uma cidade qualquer - E este dinheiro acaba invariavelmente em sua conta, segundo a própria imprensa que o protege - Ricardo Teixeira destrói a estrutura do futebol, nomeando técnicos limitados e transformando em ação lucrativa até mesmo uma simples convocação de jogadores, previamente negociando valores com empresários e apoiadores na mídia.
Resumindo a ópera, Ricardo Teixeira é o homem que faz com que a paixão nacional apodreça. Que transforma sentimentos nobres em dejetos, que faz do amor de um povo uma mera mercadoria, enfim, é um negocista da paixão.
Gente assim não merece respeito, nem poder, mas, infelizmente, goza de ambos.
O fato, no entanto, é que só teremos nosso futebol de volta, para podermos exercer nossa paixão, quando este senhor for defenestrado da CBF junto com todos os seus comparsas. Até lá, torçamos para que os briosos, porém limitados, jogadores de GANA não nos atropelem.

5.8.11

Do que é feito o Brasil?

Alguém já disse, não lembro quem, que o Brasil não é um país, é uma paisagem...E de certa forma isso é verdade. Se a gente for levar em conta o que é considerado importante para a maioria dos brasileiros, pode-se dizer que não há nada, realmente, que justifique nossa existência enquanto nação. Nossos valores são completamente distorcidos e, sinceramente, tenho a impressão que o brasileiro não se sente responsável por coisa alguma que se mova ( ou não ) sobre a face da terra.
Somos um povo que ri da própria desgraça; que considera esperto quem nos rouba; que não liga para as mazelas do dia à dia. Nenhum povo na face da terra assume para si de forma tão grotesca a máxima do "pão e circo"... Chega a ser constrangedor isso.
Se algum jornalista sair às ruas disposto a fazer uma matéria sobre a importância que o brasileiro dá às coisas, provavelmente ficará chocado com a graduação das prioridades das pessoas. Coisas como futebol, carnaval, e novela tem mais peso na vida da nossa gente do que educação, cultura ou qualquer outro valor que gere evolução. O brasileiro na verdade é estático, inerte, incapaz de reagir em sua própria defesa diante de uma possível agressão.
Mas cobra... Não dos governantes, mas de quem está ao lado, uma posição diante das vicissitudes. Adotamos de bom grado a política do "o inferno são os outros".
Sociologicamente a sociedade brasileira é inexplicável, pelo menos sob o ponto de vista do comportamento. Talvez pela influência da televisão, que em nenhum outro lugar do mundo tem tanto peso na formação da personalidade quanto aqui, desenvolvemos uma cultura de que a distância tudo é permitido. Se alguém rouba em Brasília, tudo bem... Mas se um ladrão é pego nas ruas, defende-se o linchamento ( lei de Lynch é o assassinato de um indivíduo, geralmente por uma multidão, sem procedimento judiciário legal e em detrimento dos direitos básicos de todo cidadão). Tudo parece contraditório, estranho, inconcebível... Mas é assim que funciona.
A coisa é tão estapafúrdia que até as referências culturais do país - artistas, intelectuais, etc - alguns inclusive glorificados pela resistência contra a ditadura militar, defendem, quando interessa, a corrupção. Não dá para entender o fato de grandes artistas considerarem a roubalheira governamental, por exemplo, algo natural, só porque têm seus trabalhos patrocinados por quem rouba. Se um assaltante comum dissesse em entrevista, dessas em que o bandido aparece algemado e cercado de policiais, que roubar pessoas é uma coisa normal, certamente seria execrado e tido como péssimo exemplo... Mas nossos artistas já chegaram a defender a tese de que "governar é meter a mão na merda"... Tudo por dinheiro.
Sinceramente, sou um cidadão que tem muita dificuldade de compreender seu próprio povo. Não consigo me adequar e adotar para mim este comportamento que não é nem contemplativo, nem participativo, mas apenas nulo diante da vida. Não consigo entender o porque de tantas pessoas se recusarem à construir seu próprio futuro, a serem senhores do seu destino. Tendo a considerar que se trata de formação e informação, mas pode ser que não seja nada disso. Vai ver me sinto assim só por não conseguir explicar a minha própria incompetência para mudar alguma coisa. Talvez seja isso.

29.7.11

No país do banditismo

Parece coisa kafkiana, mas eu não me surpreenderia se o Brasil começasse a prender cidadãos que não cometessem crimes. Funcionaria mais ou menos assim: a polícia investiga a vida do cara, se não houver nenhum registro de comportamento criminoso, ele vai preso como suspeito. A justificativa seria a de que em um país como o nosso é impossível que alguém seja inocente, e, caso pareça honesto, ao contrário da mulher de Cesar, vai em cana pra deixar de ser otário.
Com base na realidade brasileira isso não seria nenhum absurdo. No país em que Estado e Município do Rio de janeiro entram com 15 milhões cada um para patrocinar um sorteio pra Copa, ser honesto fica mesmo parecendo crime. E não é só isso... A reforma do maracanã vai custar mais de 1 bi e todo mundo acha normal, os esquemas de grana pública no PAC são escandalosos e o Governo Federal ainda se da ao luxo de jogar alguns aliados aos leões só para bancar gente mais "afinada" com a Presidenta no Ministério dos transportes. É ou não é o caos moral? E vejam bem, estamos falando só de 2011.
O fato é que o cidadão, hoje, é um ser naturalmente considerado de segunda categoria. Depois de defender a revisão da Bíblia, não duvido nada que Lula percorra o Brasil tentando mudar a constituição para apenas um artigo, que seria o seguinte: Cabe ao cidadão pagar as contas e ficar de bico caladinho.
Na prática estaríamos pelo menos abrindo mão da hipocrisia e legalizando a corrupção de uma vez por todas.
Uma ação assim mudaria a vida de muita gente boa, com certeza. Ricardo Teixeira, por exemplo, se mudaria para o Brasil ao invés de vir a terrinha apenas esporadicamente para recolher a féria. E o nosso congresso? Este, então, ficaria feliz da vida. Já pensou a trabalheira que deve ser para nossos Deputados correr o Brasil comprando bilhetes premiados para justificar fortunas?
Haveria também mudanças no paradigma econômico e a DELTA engenharia se tornaria a empresa mais importante do Brasil. As agência de publicidade talvez fossem a pique completamente, afinal, com a corrupção legalizada não seria mais necessário mascarar repasses de dinheiro público para a imprensa. Pelo contrario, os contratos poderiam ser claríssimos, estabelecendo preços específicos para a defesa de governantes corruptos com diferenciação entre a veiculação nacional e a regional.
Outro fator importante seria o fim destes loucos que, como eu, povoam a internet com denúncias de pilhagem do dinheiro público... Simplesmente passaria a ser verdadeiro o discurso hipócrita de alguns políticos que dizem, na maior cara de pau do mundo, que a ação consumada estaria rigorosamente dentro da legalidade.
Seríamos, então, o país do banditismo, referencia fundamental para a escória mundial. Tanto Césare Battisti quanto este outro psicopata, o que assassinou pessoas na Noruega, teriam bustos em nossas praças públicas. Fernandinho Beira Mar seria transformado em embaixador do jeito de governar brasileiro e percorreria o planeta, com as contas pagas por nós, para convidar "investidores" do mundo inteiro para se estabelecer aqui.
Não duvido que isso tudo aconteça, pelo contrário. Tenho um medo real de que ocorra em breve. Em todo caso, já estou preparado para pedir asilo político ao Uruguai.Lá, pelo menos, eles sabem jogar bola... né?

27.7.11

O drama de Obama

O presidente americano está longe de ser esquerdista, mas os psicopatas republicanos o odeiam, muito provavelmente por ser negro. Nada atormenta mais aquela turma liderada pelo Texas do que ter perdido a eleição para Obama, por isso sentem a necessidade patológica de uma vingança que pode alterar a correlação de forças econômicas mundiais, colocando, inclusive, os próprios EUA em risco iminente. 
Donos da maior economia do planeta, é claro, os americanos tem também a maior dívida pública. Seus títulos são adquiridos no mundo inteiro exatamente pela segurança que se tem em liquida-los à qualquer momento. A economia americana é feita disso e a mundial também.
Historicamente os EUA usam o aumento da capacidade de endividamento, que depende da aprovação do congresso, para manter este ciclo de sua economia. Só no governo Reagan, segundo consta, esse teto da dívida americana foi aumentado, com aprovação do congresso, 18 vezes.
Na era Bush houve um aumento astronômico da dívida americana provocado tanto pelas várias guerras em que Bushinho se meteu, quanto pela diminuição dos impostos para os mais ricos;  melhor dizendo, milionários.  Os acordos entre democratas e republicanos sempre ocorreram, no que se refere ao teto da dívida, por uma questão muito simples: interesse mútuo. Independente de estarem na situação ou na oposição ocasionalmente, nenhum dos dois partidos trabalhou anteriormente com a hipótese de detonar a economia do planeta por contas de suas mazelas domiciliares, até porque o principal derrotado em um cenário destes seria os próprios EUA.
Agora, no entanto, parece que a coisa mudou. A extrema direita americana quer, porque quer, se vingar de Obama, mesmo que para isso seja necessário inviabilizar o seu próprio País e levar o mundo a bancarrota. 
A moratória da dívida americana representa isso, independente de qualquer conotação ideológica que se queira dar aos eventos.
A economia mundial seria vítima de um efeito cascata, pois, estando espalhados pelo mundo inteiro, os títulos do tesouro americano se desvalorizariam, virariam pó na mão dos credores, arrastando o mundo para o caos absoluto de uma hora para a outra. O Brasil, inclusive, detentor de muitos destes títulos, veria-os virar fumaça.
Não conheço os mecanismos da legislação americana, mas fico me perguntando se não há instrumentos legais disponíveis ao Presidente americano para convocar sua sociedade para impedir a chantagem de parte do parlamento. Será possível que a nação que lidera o mundo desde o fim da segunda guerra mundial vai ficar de joelhos, refém das circunstancias?
O que mais me assusta é que ações extremistas estão na moda atualmente, não apenas no mundo islãmico, como é de praxe, mas também em países tranquilos, como a Noruega, e até no Brasil, que deu casa, comida e roupa lavada à Césare Battisti , um sectário estrangeiro.
Só me resta uma reflexão: Se a coisa continuar assim vou começar a considerar aquele papo de 2012. Pode ser que o mundo, pelo menos do jeito que nós o conhecemos, esteja mesmo acabando.

25.7.11

Tortura e cárcere privado em plena Caxias

Sabe aquela piada do cara que perde a hora no motel com a amante e liga desesperado pra esposa de manhã falando pra ela não pagar o resgate pois ele conseguiu fugir? Pois é, me sinto meio assim hoje. Vivi os últimos três dias me sentindo encarcerado e torturado. Eu explico:
Apesar de não estarmos ainda em ano eleitoral, resolveram fazer uma festa no meu Bairro em "homenagem" ao Presidente da Câmara de Duque de Caxias, Vereador Mazinho, candidato à Prefeito( Que pode até nem saber disto). Excetuando a questão da campanha antecipada, tudo bem. Até porque eu não sendo da justiça eleitoral, não tenho nada a ver com isso. O problema é que os "atores" da tal festa, os personagens principais, foram importados direto da Mangueirinha, uma favela que tem aqui perto, núcleo de poder do tráfico... Este pequeno detalhe, combinado com o funk ouvido no último volume de poderosíssimas caixas de som, deram um tom, digamos assim, especial, à tal festa.
A tortura, como se sabe, é crime inafiançável e imprescritível, mas fui submetido à ela por três dias, eu e outros tantos moradores que foram obrigados à experimentar a agonia à todo volume por todo esse tempo. Não bastasse a tortura do Funk, fomos brindados também com vários discursos na madrugada em louvor ao Comando vermelho e ao Presidente da Câmara, resumindo a dramaticidade da tortura que sofremos...
Agora eu pergunto: que cidadão de bem é louco o suficiente para sair nas ruas diante de uma manifestação deste nível? Pois é, fiquei trancado dentro de casa, em cárcere privado, assim como tive que manter trancados filhos e sobrinhos. É obvio que numa situação assim tiroteios se tornam iminentes, como aliás, pôde ser fartamente ouvido.
O curioso é que toda essa manifestação ocorreu à cerca de 3 ou 4 quilômetros do centro da cidade de Duque de Caxias, o que prova que não são apenas as áreas mais afastadas que estão dominadas pelo mal. O perigo, na verdade, mora aqui...E em vários outros lugares da cidade, do Estado e do País. Vivemos em estado permanente de calamidade pública. Quem deveria estar na cadeia, está no poder...E não me refiro apenas aos traficantes, mas, principalmente, aos governantes.

21.7.11

FNT -Torcedores contra a corrupção

Muito legal essa ideia de formar uma Frente Nacional de Torcedores. A gente sabe muito bem que o futebol brasileiro é controlado por uma máfia. Ricardo Teixeira e cia se aproveitam da paixão do nosso povo pelo futebol para ganhar rios de dinheiro alavancando as mais variadas modalidades de corrupção. A coisa chegou à tal nível de gravidade que até o Maracanã, monumento do futebol mundial tombado como patrimônio histórico e cultural, está sendo destruído por um esquema financeiro que tenta nos convencer que uma reforma de estádio custa mais de 1 bilhão. Sendo assim, é bom que as pessoas reajam. Toda a fortuna manipulada no futebol vem do torcedor que compra jornal e paga ingresso para curtir seu time preferido. Ele, o torcedor, é legítimo para questionar todas as maracutaias. 
Reproduzimos abaixo a chamada da FNT - http://www.frentedostorcedores.com.br - convidando todo mundo para a audiência pública sobre a roubalheira e a descaracterização do Maracanã.
Tomara que este seja o embrião de uma grande reação para a gente retomar o Brasil para os brasileiros. Torcedores são também cidadãos e quem luta pelo esporte também pode lutar pelo País. Torcemos para que a ação se espalhe pelo Brasil e acenda a chama da indignação no peito de cada brasileiro. Evoé.

Frente Nacional dos Torcedores
Nada está perdido! A Frente nacional dos Torcedores conseguiu marcar com o Procurador do Ministério Público Federal (MPF), Dr. Maurício Andreiuolo uma Audiência Pública sobre o Maracanã.

A mutilação do bem tombado, o estupro do maior estádio do mundo, são atos que não podem ficar impunes!
Embargar a obra é possível. Existe base legal para isso. No entanto, é preciso mobilizar a sociedade, é necessário convocar toda a galera para invadir o auditório do MPF e mostrar a força da luta pela preservação do Estádio Mário Filho – Maracanã!

Para que você nunca deixe de cantar que “Domingo irá ao Maracanã, torcer para o time que você é fã”, para que o Maraca volte a ser do povo, para que a cobertura não seja derrubada, para que futuramente a Geral volte a existir, enfim, é mais do que necessária sua presença na Audiência Pública. É preciso mais que isso, é preciso convocar amigos, familiares, irmãos de arquibancada, é preciso lotar as galerias do Ministério Público Federal!

É indispensável dar sustentação política forte, com a presença de bastante gente, para que o Procurador possa agir juridicamente, para que o processo seja vitorioso, para que o Maracanã volte a ser do povo!

NADA ESTÁ PERDIDO! A FRENTE LUTA PELO TORCEDOR! AHA-UHU O MARACANÃ SEMPRE SERÁ NOSSO! SEMPRE SERÁ DO POVO! VAMOS VENCER! MAS, PRA ISSO, o Maraca PRECISA DE VOCÊ!

SALVAR O MARACANÃ FAZ PARTE DO PROCESSO DE SALVAR O FUTEBOL DA CORRUPÇÃO E ROUBALHEIRA!

COMPAREÇA DIA 28 DE JULHO (QUINTA) ÀS 14HS NO AUDITÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AVENIDA NILO PEÇANHA, 31, CENTRO DO RIO DE JANEIRO)! COMPAREÇA E CONVOQUE QUEM PUDER!