A Polícia Federal deflagrou hoje, na Capital Federal, a operação Nome simples, liderada pelo delegado João José da Silva e executada pelo único grupamento da PF não submisso ao Governo nem a oposição. A operação prendeu em Brasília o Presidente da República e todos os Ministros da áreas econômica, além de todos os membros das mesas diretoras do Senado e da Câmara e todos os líderes e vice líderes de partido das duas casas, tanto da oposição quanto da situação.
O Delegado João José da Silva deu detalhes a nossa reportagem sobre a dramaticidade de algumas prisões.
- Foi realmente um momento dramático da vida Brasileira. Alguns senadores e deputados tiveram que ser presos mediante o uso da força. Um deles, inclusive, teve que ser levado junto com sua mesa de trabalho, a qual estava agarrado, enquanto gritava desesperadamente: “ Não me abandonem! Não me abandonem.”
A operação Nome simples, uma alusão à outras operações realizadas por alas partidárias da Polícia Federal e batizadas com nomes estapafúrdios, pretende se estender a todo o território nacional, cumprindo ordens de prisão contra vários Governadores, Prefeitos, Deputados Estaduais e milhares de Vereadores em todo o País. Nesse primeiro momento, no entanto, a ação da PF se concentra em Brasília onde ainda falta dar voz de prisão à cerca de 98 Deputados Federais e pelo menos 30 Senadores que, faltando às reuniões plenárias de hoje, na Câmara e no Senado, já podem ser considerados fugitivos da justiça.
- Precisamos ir devagar. Se cumprirmos todas as ordens de prisão de uma só vez não haverá cela suficiente no Brasil para tanta gente. Disse o Delegado
Em primeira análise, a prisão destes elementos, considerando salários, verbas de gabinete, propinas e negociatas em geral, pode proporcionar ao Brasil uma economia de mais de 1 trilhão de reais nos próximos 12 meses. Caso os suplentes assumam, no entanto, essa economia pode se resumir a 10 % do total previsto.
- Os suplentes ainda não possuem o conhecimento técnico necessário para conduzir as operações financeiras em questão, mas com base na formação pessoal da maioria deles acreditamos que isso não seja um grande problema. Quando se trata de dinheiro eles aprendem muito rápido e , portanto, a perda nas apropriações de verbas públicas seria mínima. Afirmou um economista brasiliense que preferiu não ser identificado.
O próximo passo do Delegado João José da Silva e estender a operação ao poder judiciário, mas o policial considera ser necessária alguma cautela.
- Muita calma nessa hora. Há muitas pessoas poderosas envolvidas nessa história e eu tenho família para criar. Outra operação desse porte, provavelmente, só no próximo dia 1º de abril. Daqui a um ano.
31.3.11
28.3.11
Caetano, o Banana de pijama
Não sei porque alguns dos maiores artistas que o Brasil já produziu, com o tempo, insistem em desconstruir sua própria imagem, mas, enfim, devem ter lá os seus motivos.
A bola da vez foi Caetano Veloso, que tomou uma página no jornal da família Marinho para defender sua irmã. Infelizmente, no entanto, o fez de forma atabalhoada, desorganizada e ineficaz.
Em primeiro lugar, é bom que se diga, Maria Bethânia não precisa que ninguém à defenda do ponto de vista artístico. Trata-se da maior cantora do Brasil – Pode ser que alguém discorde, mas pra mim, é - e pronto. Seu talento é indiscutível. Não cabe à Caetano, portanto, misturar a arte de Bethânia com o imbróglio envolvendo o Ministério da Cultura. Isso chega a ser desonesto.
O fato é que Maria Bethânia emprestou seu nome à um desse projetos usados pela máfia oficial da cultura para arrancar dinheiro fácil do MinC via patrocínio. Simples assim. Caetano poderia ter dito isso, mas preferiu jogar uma capa de invisibilidade sobre os “amigos” que formularam o projeto.
Como diria Jack, o estripador, vamos por partes... O patrocínio a cultura é algo importantíssimo e a fórmula da isenção fiscal é boa, é correta e pode vir a dar certo sim, mas é dinheiro público. Não há como defender qualquer coisa diferente disso. Ao patrocinar cultura a empresa deixa de pagar uma parcela de seus impostos, este é justamente o espírito da lei, e o fato de Caetano agredir ou tentar diminuir Lobão ou qualquer outro artista não vai modificar isso.
Mas também é fato é que esse dinheiro (público) fica restrito à algumas patotas compostas por amigos do Rei, pessoas que tem todos os canais e portas abertas, inclusive às do cofre, graças à alinhamentos políticos e partidários.
Não se trata de algo amplo, aberto e democrático. Aliás, Bethânia foi vítima exatamente de uma dessas trupes acostumadas com dinheiro fácil oriundo de estatais terrivelmente generosas com os amigos. E digo vítima porque tenho a convicção de que Bethânia nem sabe direito como essas escaramuças funcionam. Algum esperto lhe propôs o projeto, a baiana topou e se viu metida nesse fuzuê todo. Quem apanha da imprensa é Bethânia, mas certamente a maior parte dos lucros iria para os bolsos dessa turma de nome complicado que já vem mamando nas tetas do Minc faz um tempão.
Caetano, é claro, sabe de tudo isso e conhece muito bem cada um dos “artistas” envolvidos, mas preferiu, infelizmente, misturar as tintas e envolver até outros artistas no rolo para livrar a cara dos amigos projetistas. Talvez Caetano esteja de olho no futuro, no que essa máfia da cultura, muito bem articulada na mídia, pode lhe trazer de bom, mas, de qualquer forma, foi desonesto erguer uma baita cortina de fumaça para camuflar essa galera toda.
O curioso é que, mesmo com uma retórica que foge completamente ao cerne da questão, Caetano tem sido defendido por aliados desse grupo em vários canais de mídia. Chega a ser engraçado isso, ele mistura racismo com regionalismo, desqualifica escritores não alinhados, como Edney Silvestre, exerce a mais barata das verborragias e ainda conta com uma claque para tentar convencer-nos de que trata-se de algo sério.
Seria mais honesto, com certeza, se Caetano denunciasse a máfia da cultura que usou o nome de sua irmã para angariar dinheiro, público, diga-se de passagem, mas Caetano prefere contar para si mesmo uma historinha diferente, onde a inteligencia brasileira, ou o que restou dela, se volta contra ele e sua irmã só por que eles são baianos. Ridículo.
Artisticamente, pra mim, Caetano sempre foi um mestre – Assim como Bethânia, Chico, Gil, Milton, Elis, Vinícius, etc – mas aquela belíssima atriz, cujo o nome não me ocorre agora, está certíssima. O tempo e a necessidade de mídia a qualquer preço estão transformando um belo compositor, um artista genial, em um mero Banana de pijama. Deve ser a força da grana que ergue e destrói coisas belas, né?
A bola da vez foi Caetano Veloso, que tomou uma página no jornal da família Marinho para defender sua irmã. Infelizmente, no entanto, o fez de forma atabalhoada, desorganizada e ineficaz.
Em primeiro lugar, é bom que se diga, Maria Bethânia não precisa que ninguém à defenda do ponto de vista artístico. Trata-se da maior cantora do Brasil – Pode ser que alguém discorde, mas pra mim, é - e pronto. Seu talento é indiscutível. Não cabe à Caetano, portanto, misturar a arte de Bethânia com o imbróglio envolvendo o Ministério da Cultura. Isso chega a ser desonesto.
O fato é que Maria Bethânia emprestou seu nome à um desse projetos usados pela máfia oficial da cultura para arrancar dinheiro fácil do MinC via patrocínio. Simples assim. Caetano poderia ter dito isso, mas preferiu jogar uma capa de invisibilidade sobre os “amigos” que formularam o projeto.
Como diria Jack, o estripador, vamos por partes... O patrocínio a cultura é algo importantíssimo e a fórmula da isenção fiscal é boa, é correta e pode vir a dar certo sim, mas é dinheiro público. Não há como defender qualquer coisa diferente disso. Ao patrocinar cultura a empresa deixa de pagar uma parcela de seus impostos, este é justamente o espírito da lei, e o fato de Caetano agredir ou tentar diminuir Lobão ou qualquer outro artista não vai modificar isso.
Mas também é fato é que esse dinheiro (público) fica restrito à algumas patotas compostas por amigos do Rei, pessoas que tem todos os canais e portas abertas, inclusive às do cofre, graças à alinhamentos políticos e partidários.
Não se trata de algo amplo, aberto e democrático. Aliás, Bethânia foi vítima exatamente de uma dessas trupes acostumadas com dinheiro fácil oriundo de estatais terrivelmente generosas com os amigos. E digo vítima porque tenho a convicção de que Bethânia nem sabe direito como essas escaramuças funcionam. Algum esperto lhe propôs o projeto, a baiana topou e se viu metida nesse fuzuê todo. Quem apanha da imprensa é Bethânia, mas certamente a maior parte dos lucros iria para os bolsos dessa turma de nome complicado que já vem mamando nas tetas do Minc faz um tempão.
Caetano, é claro, sabe de tudo isso e conhece muito bem cada um dos “artistas” envolvidos, mas preferiu, infelizmente, misturar as tintas e envolver até outros artistas no rolo para livrar a cara dos amigos projetistas. Talvez Caetano esteja de olho no futuro, no que essa máfia da cultura, muito bem articulada na mídia, pode lhe trazer de bom, mas, de qualquer forma, foi desonesto erguer uma baita cortina de fumaça para camuflar essa galera toda.
O curioso é que, mesmo com uma retórica que foge completamente ao cerne da questão, Caetano tem sido defendido por aliados desse grupo em vários canais de mídia. Chega a ser engraçado isso, ele mistura racismo com regionalismo, desqualifica escritores não alinhados, como Edney Silvestre, exerce a mais barata das verborragias e ainda conta com uma claque para tentar convencer-nos de que trata-se de algo sério.
Seria mais honesto, com certeza, se Caetano denunciasse a máfia da cultura que usou o nome de sua irmã para angariar dinheiro, público, diga-se de passagem, mas Caetano prefere contar para si mesmo uma historinha diferente, onde a inteligencia brasileira, ou o que restou dela, se volta contra ele e sua irmã só por que eles são baianos. Ridículo.
Artisticamente, pra mim, Caetano sempre foi um mestre – Assim como Bethânia, Chico, Gil, Milton, Elis, Vinícius, etc – mas aquela belíssima atriz, cujo o nome não me ocorre agora, está certíssima. O tempo e a necessidade de mídia a qualquer preço estão transformando um belo compositor, um artista genial, em um mero Banana de pijama. Deve ser a força da grana que ergue e destrói coisas belas, né?
24.3.11
O atentado contra Ricardo Gama
Nosso colega Ricardo Gama, blogueiro, sofreu um atentado ontem em Copacabana. A notícia rapidamente se espalhou pela rede e a revolta foi tão grande, a reação indignada dos blogs e das pessoas nas redes sociais foi tão avassaladora, que até até a grande imprensa deu a notícia, inclusive rede Globo, que funciona como imprensa oficial de Sérgio Cabral.
O atentado, em si, é a prova mais contundente do que nossos blogs vem afirmando nos últimos anos: Instaurou-se uma ditadura no Rio de janeiro.
A maioria esmagadora dos que o conhecem sabem que Ricardo Gama faz oposição real à Cabral e Paes, denunciando todas as falcatruas, mamatas e esquemas financeiros montados tanto no Governo do Estado quanto na Prefeitura do Rio de Janeiro. Foi Gama quem flagrou viaturas da Prefeitura sendo utilizadas ilegalmente na campanha de Dilma e Cabral no Rio. Ele publicou vídeos que provavam isso, mas a justiça eleitoral não fez nada. Foi Gama também quem filmou a agressão de Cabral à um pré adolescente no Rio, o Governador chamou o garoto de otário, o então presidente da República, Lula, endossou o xingamento e Gama filmou tudo e jogou no Youtube. Foi um baita sucesso.
Não eram raros em seu blog os comentários de simpatizantes de Cabral e Paes indignados pelas denúncias, agredindo Gama de todas as formas.
Na prática, o que os agressores fizeram foi passar das palavras para as armas, como ocorria na colonização do oeste americano e como ocorre em qualquer terra sem lei, sem autoridades e sem poder público, como é o caso do Rio de janeiro.
A repercussão do atentado, no entanto, foi muito além do que seus mentores esperavam. Por mais que alguns bandidos sejam donos do poder, não são capazes de controlar esta força viva chamada internet. Pode-se pagar jornais e revistas de papel e até mesmo redes de TV, pode-se manter caladas as rádios, mas é impossível comprar a consciência de milhares, senão milhões de blogueiros espalhados pelo Rio e pelo Brasil; não se pode calar as redes sociais nem com todo o dinheiro do mundo; não há como estabelecer preço, cachê, jabá, propina ou coisa que valha para quem não está a venda.
Por mais que Cabral gaste dinheiro para atrair os favores da mídia convencional, a internet fala mais alto. Tanto que os repórteres sem fronteira já se posicionaram e exigem uma apuração concreta do atentado. Mesmo arriscando a vida para isso, literalmente, Ricardo Gama conseguiu mobilizar respeitabilíssimas instituições internacionais, coisa que Cabral não consegue fazer nem pagando.
Poderemos até saber quem apertou o gatilho, mas, provavelmente, jamais saberemos quem realmente deu a ordem de atentado contra Ricardo gama. Independente disso, porém, a voz dos homens livres e de bons costumes já falou mais alto que a voz dos poderosos.
Esperamos que Ricardo Gama se recupere o mais rápido possível e volte logo à luta com sua pena insurreta. O Rio de janeiro precisa de gente como Ricardo Gama, que não se permite cabresto, canga ou buçal. Como dizia Brizola, não tá morto quem peleia.
Toda a força do mundo ao Ricardo Gama e sua família. E vamos em frente...
OBS: Só uma coisinha à mais, dessa vez quanto ao STF. É bom que se tenha magistrados de verdade no Brasil e não apenas aqueles que querem usar a constituição como papel pega moscas. Na prática a tal da ficha limpa é um escárnio à constituição, uma lei feita na perna e usada por instituições outrora respeitáveis para tentar readquirir a credibilidade perdida enganando os incautos. A lei em si atropela um preceito básico do direito: In dúbio pro réu. Sua aplicação em 2010, entretanto, seria algo ainda mais temerário. Podem até não gostar de Marco Aurélio, Gilmar Mendes etc, mas que são, de longe, os magistrados mais qualificados do Brasil, isso não há dúvidas. Mesmo com a política de cotas estabelecida nos últimos anos, o STF ainda se salva. Pelo menos de vez em quando...rsrs
OBS: Se passarmos a fazer leis de acordo com o clamor popular, vamos virar talibãs.
A maioria esmagadora dos que o conhecem sabem que Ricardo Gama faz oposição real à Cabral e Paes, denunciando todas as falcatruas, mamatas e esquemas financeiros montados tanto no Governo do Estado quanto na Prefeitura do Rio de Janeiro. Foi Gama quem flagrou viaturas da Prefeitura sendo utilizadas ilegalmente na campanha de Dilma e Cabral no Rio. Ele publicou vídeos que provavam isso, mas a justiça eleitoral não fez nada. Foi Gama também quem filmou a agressão de Cabral à um pré adolescente no Rio, o Governador chamou o garoto de otário, o então presidente da República, Lula, endossou o xingamento e Gama filmou tudo e jogou no Youtube. Foi um baita sucesso.
Não eram raros em seu blog os comentários de simpatizantes de Cabral e Paes indignados pelas denúncias, agredindo Gama de todas as formas.
Na prática, o que os agressores fizeram foi passar das palavras para as armas, como ocorria na colonização do oeste americano e como ocorre em qualquer terra sem lei, sem autoridades e sem poder público, como é o caso do Rio de janeiro.
A repercussão do atentado, no entanto, foi muito além do que seus mentores esperavam. Por mais que alguns bandidos sejam donos do poder, não são capazes de controlar esta força viva chamada internet. Pode-se pagar jornais e revistas de papel e até mesmo redes de TV, pode-se manter caladas as rádios, mas é impossível comprar a consciência de milhares, senão milhões de blogueiros espalhados pelo Rio e pelo Brasil; não se pode calar as redes sociais nem com todo o dinheiro do mundo; não há como estabelecer preço, cachê, jabá, propina ou coisa que valha para quem não está a venda.
Por mais que Cabral gaste dinheiro para atrair os favores da mídia convencional, a internet fala mais alto. Tanto que os repórteres sem fronteira já se posicionaram e exigem uma apuração concreta do atentado. Mesmo arriscando a vida para isso, literalmente, Ricardo Gama conseguiu mobilizar respeitabilíssimas instituições internacionais, coisa que Cabral não consegue fazer nem pagando.
Poderemos até saber quem apertou o gatilho, mas, provavelmente, jamais saberemos quem realmente deu a ordem de atentado contra Ricardo gama. Independente disso, porém, a voz dos homens livres e de bons costumes já falou mais alto que a voz dos poderosos.
Esperamos que Ricardo Gama se recupere o mais rápido possível e volte logo à luta com sua pena insurreta. O Rio de janeiro precisa de gente como Ricardo Gama, que não se permite cabresto, canga ou buçal. Como dizia Brizola, não tá morto quem peleia.
Toda a força do mundo ao Ricardo Gama e sua família. E vamos em frente...
OBS: Só uma coisinha à mais, dessa vez quanto ao STF. É bom que se tenha magistrados de verdade no Brasil e não apenas aqueles que querem usar a constituição como papel pega moscas. Na prática a tal da ficha limpa é um escárnio à constituição, uma lei feita na perna e usada por instituições outrora respeitáveis para tentar readquirir a credibilidade perdida enganando os incautos. A lei em si atropela um preceito básico do direito: In dúbio pro réu. Sua aplicação em 2010, entretanto, seria algo ainda mais temerário. Podem até não gostar de Marco Aurélio, Gilmar Mendes etc, mas que são, de longe, os magistrados mais qualificados do Brasil, isso não há dúvidas. Mesmo com a política de cotas estabelecida nos últimos anos, o STF ainda se salva. Pelo menos de vez em quando...rsrs
OBS: Se passarmos a fazer leis de acordo com o clamor popular, vamos virar talibãs.
20.3.11
Ditadura se instala no Rio de janeiro
Onde estão os democratas do Brasil e, principalmente do Rio de janeiro? Por onde andam os juristas, que permitem que um Governador de estado rasgue a constituição brasileira? Onde estão as pessoas de bem do Brasil?
O que aconteceu ontem no Rio de janeiro foi a maior demonstração de truculência ditatorial que o Brasil já experimentou em tempos de democracia.
Um grupo de manifestantes de partidos de esquerda, legitimamente, defendia suas posições em praça pública, em evento contrário à presença do Presidente americano no Brasil. Manifestações assim ocorrem em todos os lugares do mundo, inclusive nos EUA, onde, não raro, queima-se bandeiras americanas.
Independente de concordar ou não com o teor das manifestações, nenhum Governo tem o direito de reprimi-las, pois, sendo pacíficas, tem o amparo da constituição brasileira.
Muitas pessoas morreram no Brasil para que este direito fosse assegurado à todo e qualquer cidadão brasileiro, o direito de se manifestar publicamente pelo que acredita ou não. Este é o conceito de liberdade.
No Rio. entretanto, voltamos a ditadura. O Governo do Estado, por ordem do desgovernador Sérgio Cabral, um homem que, juntamente com o Prefeito Paes, foi rejeitado pela comitiva de Obama, que foi barrado no baile dos poderosos, botou a polícia para atacar, covardemente, os manifestantes e está abrindo inqueritos policiais contra todos. Como se fosse crime um brasileiro se manifestar publicamente em solo nacional.
Assim como ocorreu em ditaduras passadas, os DITADORES contam com todo o apoio pernicioso da Rede Globo, que omite e distorce os fatos.
Mais que nunca faz-se necessária a reação das pessoas de bem. Não podemos permitir que um grupo de jovens brasileiros sejam indiciados, como bandidos, por crime de opinião. Isso seria uma extrema covardia.
O Governo que se alia a traficantes e permite a comercialização de drogas, com segurança oficial, à troco de propina, não tem moral para questionar, reprimir, ou tratar militantes políticos como criminosos. Criminoso é o Governador, que rasga a constituição.
Abaixo à ditadura.
18.3.11
Obama jogou a toalha
Ao que tudo indica o Barak Obama, apesar de contar com o apoio de Barak Oantática e Barak Obohênia, seus parceiros de AMBLEV, ficou receoso com uma possível reação de Barak Devassa, aliado da poderosa terrorista Sandy Junior - que, como se sabe, domina perfeitamente o manuseio da atiradeira e da tulipa de cerveja em comerciais públicos - e suspendeu o comício na Cinelândia.
Obama ia falar para o povo, mas desistiu. Ficou com medo de atentado. Vai que no meio da multidão alguém saca um cartão do bolsa família e o atira no Presidente Americano...Perigosíssimo isso.
A vitória, nesse caso, pertence aos bares, que permanecerão abertos, inclusive o velho e bom Amarelinho, atual reduto de turista que já foi parada principal da boemia carioca.
Ninguém entendeu até agora essa posição de recuo do negão mais poderoso do mundo. Depois de mobilizar toda a cúpula da corrupção ativa, passiva e reflexiva de nossa pobre República das bananas, nas esferas municipal, estadual e nacional, os cambonos do homem, na maior cara dura, sem dar a mínima satisfação, cancelaram tudo.
Quem se deu bem foi a galera da Cidade de Deus, que ganhou uma guaribada extra. Apesar de que, nesse caso, dizem que Cabral e Paes juraram vingança contra o povaréu daquela simpática comunidade por terem feito Estado e Prefeitura gastar grana à toa. Na lógica deles, se Obama não vem , não havia necessidade de torrar a féria com um bando de pobres, mesmo que tenha sido uma mixaria. Grana é grana. A UPP – Unidade do Poder Paralelo - local deve se encarregar de fazer com que a dívida seja paga com sangue e se algum fotógrafo ou cinegrafista se meter na história, dança também.
E nem adianta vir dizer que a culpa é do Obama. Na sociedade “muderna”, não interessa o que venha à acontecer, quem para a conta é sempre o pobre. Afinal, povo serve para isso, né?
Obama ia falar para o povo, mas desistiu. Ficou com medo de atentado. Vai que no meio da multidão alguém saca um cartão do bolsa família e o atira no Presidente Americano...Perigosíssimo isso.
A vitória, nesse caso, pertence aos bares, que permanecerão abertos, inclusive o velho e bom Amarelinho, atual reduto de turista que já foi parada principal da boemia carioca.
Ninguém entendeu até agora essa posição de recuo do negão mais poderoso do mundo. Depois de mobilizar toda a cúpula da corrupção ativa, passiva e reflexiva de nossa pobre República das bananas, nas esferas municipal, estadual e nacional, os cambonos do homem, na maior cara dura, sem dar a mínima satisfação, cancelaram tudo.
Quem se deu bem foi a galera da Cidade de Deus, que ganhou uma guaribada extra. Apesar de que, nesse caso, dizem que Cabral e Paes juraram vingança contra o povaréu daquela simpática comunidade por terem feito Estado e Prefeitura gastar grana à toa. Na lógica deles, se Obama não vem , não havia necessidade de torrar a féria com um bando de pobres, mesmo que tenha sido uma mixaria. Grana é grana. A UPP – Unidade do Poder Paralelo - local deve se encarregar de fazer com que a dívida seja paga com sangue e se algum fotógrafo ou cinegrafista se meter na história, dança também.
E nem adianta vir dizer que a culpa é do Obama. Na sociedade “muderna”, não interessa o que venha à acontecer, quem para a conta é sempre o pobre. Afinal, povo serve para isso, né?
17.3.11
Planejamento Estratégico
Isso sim, é uma belíssima aula de planejamento estratégico ministrada por um garoto hiper esperto que precisava de alguém para brincar com ele...rs
12.3.11
Beto Gaspari e Sérgio Meireles no Parrô da vovó
Resolvi sair da caverna ontem, aceitando um convite do Sérgio Meireles, e fui, junto com o poeta Valdo Couto, ao Parrô da vovó, casa nova na cidade, ver e ouvir Serginho e Beto Gaspari. Ouvi-los é sempre bom, graças ao repertório de primeira qualidade, inclusive com canções próprias, coisa rara de se encontrar por aí. Além do repertório do Beto, foi bom demais ouvir a belíssima guitarra de Sérgio Meireles. Boa música bem executada faz bem à alma e aos ouvidos.
A casa em si, o Parrô da vovó, foi uma grata surpresa. Bonita, bem estruturada e com boa qualidade nos serviços.
Curioso em relação ao nome - minha cultura geral não é tão ampla assim - me apresentei ao Luiz Carlos, dono da casa, e perguntei-lhe o significado do termo "Parrô". Trata-se de uma expressão oriunda de países africanos de língua portuguesa e significa "Cabana". Ganhei uma aula completamente grátis sobre o tema, ministrada pelo próprio Luiz Carlos. Fiquei sabendo inclusive que o nome da casa surgiu como uma forma de homenagear sua mãe, dona Maria Alcina P. Ramos, a vovó.
A proposta do Parrô é interessantíssima, pois além da música - Beto Gaspari toda sexta à partir das 19hs e outros artistas da cidade aos Domingos à partir das 14hs - há também a culinária, especializada na cozinha portuguesa, e o viés cultural, pois há o projeto de utilizar a enorme e bem cuidada área atrás do restaurante como espaço para eventos relacionados a tradição portuguesa, com festas, músicas e comidas típicas.
Vale à pena registrar também uma outra surpresa, o Luiz Carlos, além ciceronear os clientes e amigos pelas dependências do Parrô, também canta. Foi legal ouvir Guns in Roses, Pink Floyd, Credence e "otras cositas más", com Serginho na Guitarra, Beto ao violão e Luiz Carlos na voz.
Enfim, muito legal. Bela oportunidade de rever bons amigos e se divertir, curtindo as coisas boas que a arte musical nos oferece.
OBS 1: O Parrô da vovó fica na Washington Luiz, 3.600, ao lado da Vantajosa móveis. No sentido Petrópolis, é depois do Nobre e antes do Concorde, ou seja, um bar entre motéis. Quer melhor?
OBS 2: A foto ficou ruim pra dedéu, mas eu botei a culpa no Valdo. Foi ele quem fotografou do celular... rs. Na verdade o fotoshop faz uma falta danada...rs
A casa em si, o Parrô da vovó, foi uma grata surpresa. Bonita, bem estruturada e com boa qualidade nos serviços.
Curioso em relação ao nome - minha cultura geral não é tão ampla assim - me apresentei ao Luiz Carlos, dono da casa, e perguntei-lhe o significado do termo "Parrô". Trata-se de uma expressão oriunda de países africanos de língua portuguesa e significa "Cabana". Ganhei uma aula completamente grátis sobre o tema, ministrada pelo próprio Luiz Carlos. Fiquei sabendo inclusive que o nome da casa surgiu como uma forma de homenagear sua mãe, dona Maria Alcina P. Ramos, a vovó.
A proposta do Parrô é interessantíssima, pois além da música - Beto Gaspari toda sexta à partir das 19hs e outros artistas da cidade aos Domingos à partir das 14hs - há também a culinária, especializada na cozinha portuguesa, e o viés cultural, pois há o projeto de utilizar a enorme e bem cuidada área atrás do restaurante como espaço para eventos relacionados a tradição portuguesa, com festas, músicas e comidas típicas.
Vale à pena registrar também uma outra surpresa, o Luiz Carlos, além ciceronear os clientes e amigos pelas dependências do Parrô, também canta. Foi legal ouvir Guns in Roses, Pink Floyd, Credence e "otras cositas más", com Serginho na Guitarra, Beto ao violão e Luiz Carlos na voz.
Enfim, muito legal. Bela oportunidade de rever bons amigos e se divertir, curtindo as coisas boas que a arte musical nos oferece.
OBS 1: O Parrô da vovó fica na Washington Luiz, 3.600, ao lado da Vantajosa móveis. No sentido Petrópolis, é depois do Nobre e antes do Concorde, ou seja, um bar entre motéis. Quer melhor?
OBS 2: A foto ficou ruim pra dedéu, mas eu botei a culpa no Valdo. Foi ele quem fotografou do celular... rs. Na verdade o fotoshop faz uma falta danada...rs
10.3.11
9.3.11
8.3.11
Uma homenagem à todas as mulheres
Mulher - Erasmo Carlos
Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça
Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher
Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção
Mulher, mulher
Na escola em que você foi ensinada
Jamais tirei um dez
Sou forte mas não chego aos seus pés
28.2.11
Dilma, a generala x Polícia Federal
O abafamento da operação Guilhotina, confesso, me pegou de surpresa. Não votei em Dilma, é claro, mas como ela adotou a postura de Generala da honestidade, achei que a coisa carregasse alguma seriedade.
Na época da operação caixa de pandora ocorreu a mesma coisa. Metade da estrutura do poder foi pega com a boca na botija no Rio de janeiro, mas o “cumpanheiro” Lula mandou abafar tudo. Agora, no entanto, a coisa foi muito mais grave. Pessoas que detinham postos chaves na estrutura da Secretaria de segurança eram, comprovadamente, chefes de quadrilha, e alguns ainda davam-se ao luxo de atuar em duas estruturas distintas, Governo do Estado e Prefeitura.
Quando começaram os primeiros movimentos para abafar o caso, pensei comigo: Dilma é a primeira mulher presidente da república. Ela não vai desmoralizar o discurso de gênero só para encobrir as maracutaias milionárias e criminosas de seus aliados.
Ledo engano. Tanto o superintendente da PF quanto o delegado que chefiava a operação foram mandados para a Sibéria sem o menor escrúpulo e a operação que prendeu delegados e escancarou o esquema de corrupção na segurança do Rio foi para as cucúias, sendo finalizada em menos de quinze dias sem deixar rastros nem transtornos para os aliados de Dilma no Rio de janeiro.
Nunca antes na história desse país a corrupção gritou tão alto nos nossos ouvidos, gargalhando da nossa cara, que nós, cidadãos, não passamos de um bando de idiotas encarregados de pagar as contas. Eles, Dona Dilma e seus amigos, não rasgaram apenas a constituição, o código penal e a ética, mas destruíram também qualquer esperança de seriedade pelo menos para os próximos 4 anos. É como a canção do Chico: Aquela esperança de tudo se ajeitar, pode esquecer.
Na verdade inaugura-se no Brasil uma nova era, onde o crime passa a ser permitido desde que cometido por autoridades públicas afinadas politicamente com o poder estabelecido. Talvez se crie até um novo paradigma para a educação das crianças, ensinando-os daqui pra frente que roubar, traficar, miliciar, prevaricar, tudo isso é crime, exceto quando quem pratica é governante.
A impressão que me fica é que a formação de quadrilha agora é institucional, bancada pela própria Presidente da República que demonstrou agir com rigor contra qualquer pessoa de bem, inclusive delegados da PF, que tente coibir tal prática.
O sentimento que se tem é o de liberou geral. Sinceramente, quando ouvia falar dos jeito de ser severo da generala Dilma achei que fosse uma severidade voltada para o outro lado, o lado do bem. Infelizmente, no entanto, é o contrário do que eu imaginava. A presidente é muito severa sim, mas só com aqueles que consideram a lei acima das maracutaias políticas. Essas pessoas, como ficou provado no episódio da operação guilhotina, a generala não perdoa, manda pra Sibéria imediatamente.
Se continuarmos assim, com o comportamento legal invertido e o congresso de cócoras, daqui a pouco todos aqueles que forem contra o mensalão, o tráfico, as milícias e as roubalheiras em geral serão presos e exilados.
Finalmente, só posso considerar que vivemos uma aristocracia invertida, pois somos governados pelos piores quadros de que a sociedade dispõe.
22.2.11
Evoé Stanislaw
As vezes fico me perguntando se o Brasil tem jeito... Cada vez mais vislumbro no horizonte do País o texto “Nulidades”, de Rui Barbosa, aquele em que ele diz que o homem, em determinadas circunstâncias, sente vergonha de ser honesto, lembra?
Hoje, 22/2, li coisas nos jornais que me deixaram ainda mais desanimado à respeito do futuro do Brasil.
Primeiro foi sobre aquele delegado, Cláudio Ferraz. Levantaram a hipótese, completamente estapafúrdia, de não ser dele a assinatura nos documentos que mandam abrir investigações em Prefeituras do Rio e depois mandam cancelar tudo sem que nada tivesse sido investigado. Segundo o que eu soube, já existem até gravações com cabeças coroadas do poder Fluminense dando ordens para que as investigações fossem suspensas.
Como podem, agora, depois de tudo confirmado, alegar uma bobagem dessas. Fica parecendo uma tentativa de passar liquid paper em uma enorme mancha de batom estampada em uma cueca. Chega a ser surrealista isso, tentar livrar a cara do delegado só porque ele é homem de confiança do Secretário.
A outra notícia estarrecedora eu li no Radar on line, da Veja. O superintendente da Polícia Federal do Rio, Angelo Gioia, está sendo defenestrado para Roma como forma de abafar a operação Guilhotina, aquela que pegou a cúpula da polícia do Rio com a boca na botija.
Ao invés de prenderem os bandidos – no caso os poderosos assessores de Cabral que atuavam como chefes de quadrilha em benefício de facções criminosas ligadas ao narcotráfico – deporta-se o “mocinho”, o delegado da PF responsável pela devassa.
O mais grave é que não é a primeira vez que isso ocorre. Quando rolaram os escândalos de Brasília, Arruda à frente, a PF montou a chamada operação Caixa de Pandora 2, que tinha como objetivo descortinar as cabeludíssimas relações dos governantes do Rio com o dinheiro público. Sendo ano eleitoral, no entanto, nosso querido ex presidente Lulinha paz e amor decidiu abafar tudo. A exposição da corrupção no Rio poderia “atrapalhar” a eleição de Dona Dilma, então resolveram deixar tudo pra lá. Foi como se o Governo Federal dissesse: Podem roubar à vontade. Agora, com o possível “remanejamento" do xerife da PF do Rio, a história se repete, infelizmente, como tragédia, mais uma vez.
Essas coisas todas me dão a nítida impressão de que no Brasil, literalmente, vale tudo. Basta ser amigo dos poderosos para se ter o direito de roubar merenda de criança, pensão de velhinhos, drogas e armas de traficantes e tudo mais o que houver disponível. O Brasil, em escala macro, e o Rio, no micro, são terra de ninguém. A lei que vigora aqui é a lei do cão. Manda quem pode e obedece quem tem juízo, simples assim.
Isso tudo me faz lembrar uma velha máxima do genial Stanislaw Ponte Preta – ou Sérgio Porto – o homem que escreveu o FEBEAPÁ – Festival de Besteira que Assola o País: ou nos locupletemos todos, ou restaura-se a moralidade.
Hoje, 22/2, li coisas nos jornais que me deixaram ainda mais desanimado à respeito do futuro do Brasil.
Primeiro foi sobre aquele delegado, Cláudio Ferraz. Levantaram a hipótese, completamente estapafúrdia, de não ser dele a assinatura nos documentos que mandam abrir investigações em Prefeituras do Rio e depois mandam cancelar tudo sem que nada tivesse sido investigado. Segundo o que eu soube, já existem até gravações com cabeças coroadas do poder Fluminense dando ordens para que as investigações fossem suspensas.
Como podem, agora, depois de tudo confirmado, alegar uma bobagem dessas. Fica parecendo uma tentativa de passar liquid paper em uma enorme mancha de batom estampada em uma cueca. Chega a ser surrealista isso, tentar livrar a cara do delegado só porque ele é homem de confiança do Secretário.
A outra notícia estarrecedora eu li no Radar on line, da Veja. O superintendente da Polícia Federal do Rio, Angelo Gioia, está sendo defenestrado para Roma como forma de abafar a operação Guilhotina, aquela que pegou a cúpula da polícia do Rio com a boca na botija.
Ao invés de prenderem os bandidos – no caso os poderosos assessores de Cabral que atuavam como chefes de quadrilha em benefício de facções criminosas ligadas ao narcotráfico – deporta-se o “mocinho”, o delegado da PF responsável pela devassa.
O mais grave é que não é a primeira vez que isso ocorre. Quando rolaram os escândalos de Brasília, Arruda à frente, a PF montou a chamada operação Caixa de Pandora 2, que tinha como objetivo descortinar as cabeludíssimas relações dos governantes do Rio com o dinheiro público. Sendo ano eleitoral, no entanto, nosso querido ex presidente Lulinha paz e amor decidiu abafar tudo. A exposição da corrupção no Rio poderia “atrapalhar” a eleição de Dona Dilma, então resolveram deixar tudo pra lá. Foi como se o Governo Federal dissesse: Podem roubar à vontade. Agora, com o possível “remanejamento" do xerife da PF do Rio, a história se repete, infelizmente, como tragédia, mais uma vez.
Essas coisas todas me dão a nítida impressão de que no Brasil, literalmente, vale tudo. Basta ser amigo dos poderosos para se ter o direito de roubar merenda de criança, pensão de velhinhos, drogas e armas de traficantes e tudo mais o que houver disponível. O Brasil, em escala macro, e o Rio, no micro, são terra de ninguém. A lei que vigora aqui é a lei do cão. Manda quem pode e obedece quem tem juízo, simples assim.
Isso tudo me faz lembrar uma velha máxima do genial Stanislaw Ponte Preta – ou Sérgio Porto – o homem que escreveu o FEBEAPÁ – Festival de Besteira que Assola o País: ou nos locupletemos todos, ou restaura-se a moralidade.
16.2.11
Lei seca, quente e escura... Pobre Baixada.
Tal e qual a Chicago dos anos 30, a Baixada Fluminense experimenta os horrores de uma lei seca. Na terra de Al Capone, no entanto, a secura se limitava a bebidas alcoólicas, aqui a secura é completa. Não há água nem para fazer remédio.
Como se não bastasse a falta d'Água e o calor, cuja a sensação térmica atinge 45°, falta também energia. A Light, concessionária privatizada na década de 90, trata os moradores da Baixada como se fossem lixo, apesar de cobrar contas caríssimas.
A impressão que se tem é que a Light fez um planejamento para a baixada com base no vagalume: Acende/apaga/acende/apaga. Do ponto de vista da moderna sustentabilidade a coisa é até legal, ecológica etc, mas do ponto de vista da qualidade de vida é um absurdo. A empresa que detém o monopólio do abastecimento de energia em parte da Baixada desrespeita completamente seus clientes.
As quedas no fornecimento de energia e as variações de tensão são tão absurdas e frequentes que beiram a ficção. Ventiladores e ares condicionados, quando não queimam de vez, ficam simplesmente impossibilitados de funcionar, agravando ainda mais os efeitos da falta d água e do calor insuportável.
Trata-se de um escárnio, como se aqui fosse terra de ninguém.
Além da correlação entre água e álcool, há uma outra questão que faz com que a Baixada se pareça cada vez mais com a Chicago de outrora, os gangsteres.
Toda a penúria que vivemos aqui esta associada com a necessidade que alguns de nossos governantes tem de ganhar dinheiro fácil, pois, ao invés de representar as pessoas e defender os interesses da cidade, eles preferem negociar benefícios pessoais.
Dia desses, por exemplo, um Deputado de Caxias foi ao departamento de água da cidade acompanhado de um grupo de moradores do terceiro distrito. Queria enganar o povo, é claro. Mesmo sabendo que nossa água da cidade é produzida fora, na estação do Guandu, o Deputado arvorou-se à uma discurseira contra os gerentes locais da empresa concessionária, muito provavelmente para tentar impressionar as pessoas que o acompanhavam. Macaco velho, o Deputado sabia muito bem que os problemas eram causados pela cúpula, não pela base. Mas não podia perder a chance de jogar para a galera.
Deputados assim, que poe a culpa no operador para poupar o governante, são do mesmo tipo daqueles que não levantam a voz contra a Light, nem contra as irregularidades das empresas de ônibus, nem contra os governos que nos marginalizam e se aliam a bandidagem, enfim, são parasitas sociais que se alimentam do sangue da sociedade.
Esses políticos inescrupulosos, que felizmente não são todos, são os arautos do nosso atraso e principais promotores do nosso infortúnio. Se nossas torneiras estão secas e não temos energia elétrica nem mesmo para amenizar o calor que nos sufoca é graças a essa gente que negocia nossos direitos em benefício próprio.
A Baixada merece mais respeito, mas para que isso ocorro a gente precisa se respeitar primeiro, e, claro, escolher representantes mais dignos.
Como se não bastasse a falta d'Água e o calor, cuja a sensação térmica atinge 45°, falta também energia. A Light, concessionária privatizada na década de 90, trata os moradores da Baixada como se fossem lixo, apesar de cobrar contas caríssimas.
A impressão que se tem é que a Light fez um planejamento para a baixada com base no vagalume: Acende/apaga/acende/apaga. Do ponto de vista da moderna sustentabilidade a coisa é até legal, ecológica etc, mas do ponto de vista da qualidade de vida é um absurdo. A empresa que detém o monopólio do abastecimento de energia em parte da Baixada desrespeita completamente seus clientes.
As quedas no fornecimento de energia e as variações de tensão são tão absurdas e frequentes que beiram a ficção. Ventiladores e ares condicionados, quando não queimam de vez, ficam simplesmente impossibilitados de funcionar, agravando ainda mais os efeitos da falta d água e do calor insuportável.
Trata-se de um escárnio, como se aqui fosse terra de ninguém.
Além da correlação entre água e álcool, há uma outra questão que faz com que a Baixada se pareça cada vez mais com a Chicago de outrora, os gangsteres.
Toda a penúria que vivemos aqui esta associada com a necessidade que alguns de nossos governantes tem de ganhar dinheiro fácil, pois, ao invés de representar as pessoas e defender os interesses da cidade, eles preferem negociar benefícios pessoais.
Dia desses, por exemplo, um Deputado de Caxias foi ao departamento de água da cidade acompanhado de um grupo de moradores do terceiro distrito. Queria enganar o povo, é claro. Mesmo sabendo que nossa água da cidade é produzida fora, na estação do Guandu, o Deputado arvorou-se à uma discurseira contra os gerentes locais da empresa concessionária, muito provavelmente para tentar impressionar as pessoas que o acompanhavam. Macaco velho, o Deputado sabia muito bem que os problemas eram causados pela cúpula, não pela base. Mas não podia perder a chance de jogar para a galera.
Deputados assim, que poe a culpa no operador para poupar o governante, são do mesmo tipo daqueles que não levantam a voz contra a Light, nem contra as irregularidades das empresas de ônibus, nem contra os governos que nos marginalizam e se aliam a bandidagem, enfim, são parasitas sociais que se alimentam do sangue da sociedade.
Esses políticos inescrupulosos, que felizmente não são todos, são os arautos do nosso atraso e principais promotores do nosso infortúnio. Se nossas torneiras estão secas e não temos energia elétrica nem mesmo para amenizar o calor que nos sufoca é graças a essa gente que negocia nossos direitos em benefício próprio.
A Baixada merece mais respeito, mas para que isso ocorro a gente precisa se respeitar primeiro, e, claro, escolher representantes mais dignos.
Vicente Portella
14.2.11
Duque de Caxias: Uma cidade refém do medo
Agora já se sabe, oficialmente, que a tal operação policial do Alemão e da Vila Cruzeiro foi uma grande patuscada. A Polícia Federal provou que tudo não passou de um baita jogo de cena e que os policiais do Rio subiram o morro simplesmente para praticar pilhagem e vender o espólio de guerra à outros bandidos. O que não se sabe, ou pouco se sabe, é o inferno que a tal operação causou em outras áreas, outros Bairros e outras cidades.
Aqui em Duque de Caxias a favela da Mangueirinha, no Centenário, virou uma filial do Morro do alemão. Os bandidos que antes aterrorizavam lá vieram para cá, provavelmente escoltados pelos policiais que fazem sua segurança, e transformaram a vida do cidadão comum em um caos generalizado.
O Bairro Olavo Bilac, que até bem pouco tempo era um local tranqüilo e familiar, vem sofrendo diretamente as conseqüências dessa migração patrocinada pela cúpula da polícia do Rio.
Nos últimos meses a simples atividade de andar nas ruas do Olavo Bilac se tornou uma aventura perigosa, pois os bandidos agem com total liberdade e com requintes de arrogância. As pessoas estão sendo assaltadas na porta de casa e, sob mira de armas pesadas, tem seus pertences roubados. Até seqüestros já ocorreram nos últimos dias, com marginais roubando o carro da vítima e as obrigando à passar em caixas eletrônicos para sacar dinheiro.
Na verdade, a grosso modo, Duque de Caxias, em particular o Bairro de Olavo Bilac, está pagando a conta da corrupção generalizada da polícia do Rio.
Não vivemos mais aquela era “romântica” em que o policial da esquina exigia uma propina de quem tivesse alguma irregularidade no seu carro. Hoje os acertos são feitos diretamente na cúpula da polícia e no atacado, com policiais sento destacados por poderosos para fazer a segurança de traficantes. O fato é que aquele policial corrupto que vivia de expedientes à 15/20 anos atrás, hoje é subsecretário, superintendente ou coisa parecida, sendo poderoso o suficiente para liberar ataques a população em troca de dinheiro, favores e vantagens pessoais.
O fato é que somos reféns de um medo patrocinado pela Secretaria de segurança pública. Não se trata de um bando de bandidinhos roubando galinhas, mas de uma quadrilha organizada e liderada por quem deveria proteger a sociedade.
O mais terrível de tudo é que, assim como os policiais corruptos da cúpula da Secretaria de segurança, nossa imprensa também se mantém muda por dinheiro. Deve ter algo a ver com aquela canção do Caetano: “A força da grana que ergue e destrói coisas belas”.
Na prática, a imprensa que se omite é tão corrupta quanto o dirigente policial que rouba armas e drogas de um bandido para vender à outro.
O fato é que somos reféns tanto do poder público quanto da mídia, ambos corruptos.
25.1.11
A voz da alma humana
Não sou muito de assistir a GNT, o canal é altamente moderno e eu às vezes ainda me atrapalho com essas coisas da modernidade extrema, mas ontem a GNT reprisou um programa de 2006 sobre Maria Bethânia. Não resisti, confesso. Foram duas horas de relógio pregado diante da TV. Na verdade nem percebi que estava com tanta saudade daquela voz avassaladora, daquela interpretação mítica, daquela musicalidade tão profana e tão sagrada ao mesmo tempo.
Bethânia canta o amor, todo mundo sabe, mas canta também a dor, a ousadia, a vida, as cores e tudo mais que há de bom espalhado pelo planeta. Ela é toda sentimento. Sua voz na verdade, se fosse algo visível e palpável, poderia ser definida como um gráfico da capacidade humana de sentir, em todos os sentidos.
O Brasil sempre foi rico em arte e cultura. Passearam pela nossa história artistas fantásticos que salpicaram em nossas almas suas obras geniais e é nesse panteão, onde brilham e coabitam todas as estrelas, que se pode dizer: Maria Bethânia é demais.
As canções se soltam de sua garganta como se estivessem sendo libertas do cativeiro, como se a voz fosse um meio físico para transportar as notas, sons e murmúrios para um mundo melhor, para o paraíso da sonoridade.
E Bethânia fala, canta, sussurra, sugere, impõe, debate com seus músicos, disserta sobre Chico, Caetano e Gil, ouve embevecida, a mãe, Dona Canô, dando aula sobre como viver a vida... Tudo acachapantemente belo e maravilhosamente distante daquela perfeição técnicista e robotizada. Belezas e não belezas humanas emanam de cada canção que sua voz liberta. Purificando o subaé e, pelo menos no coração de quem escuta, mandando todos os malditos embora.
Evoé Maria Bethânia !
24.1.11
STF: vítima de ditadura por vontade própria
Já faz algum tempo que eu venho defendendo a tese de que o Brasil está retroagindo e que isso se dá em vários aspectos. Moral, dignidade, política, administração pública, instituições... Tudo vêm desmoronando terrivelmente diante dos nossos olhos e não fazemos nada. Quando a ditadura foi implantada pela força a gente até reagiu, mas agora, quando uma nova ditadura é implantada pelo poder de convencimento dos poderosos, a gente se cala e acaba até achando tudo muito bonitinho.
Li na Folha de São Paulo hoje que o STF, a Suprema corte brasileira, passou a usar uma codificação especial, baseada nas iniciais dos nomes, para proteger os poderosos que “eventualmente” estejam sendo investigados. Se houver algum processo contra o Lula, por exemplo, o código pode ser LILS, ou LIS, ou coisa parecida. Na prática, nenhum mortal como tem mais o direito de saber se algum homem público responde processo no STF e muito menos o porquê de tal processo.
Não satisfeito com implantação do sigilo de injustiça, o nosso nobre Ministro Peluzo proibiu também qualquer cidadão de ter acesso à informações processuais. Mesmo advogados, agora, para conhecer o teor de um processo precisa se cadastrar e contratar os serviços de uma empresa que VENDE uma senha de acesso inspirável em 30 dias. Maravilha, né? Nosso judiciário, tantas vezes defendido por agressões sofridas nos tempos da ditadura, inventou para si próprio a autocensura com objetivo de agradar aos poderosos.
Nada prova de forma mais escancaradamente o aparelhamento que nossas instituições vem sofrendo. E pior, o aparelhamento chegou ao STF. Se a própria Suprema corte se permite, de bom grado, a profanação de um dos fundamentos mais elementares da democracia, que é a publicidade dos atos, e, consequentemente dos processos, a quem mais poderemos recorrer? Trata-se da coroação do retrocesso, de uma ode ao atraso, da mediocrização do poder público.
O fato é que, pela nova orientação POLÍTICA do STF, eu, você que me lê e qualquer outro mortal comum, em caso de processo judicial, pode ficar exposto à toda sorte de especulações, mas os poderosos não. Para eles há uma codificação especial par que suas excelências não sejam incomodadas na hora de responder por seus atos públicos. É com se a nação fosse um corpo humano e o princípio democrático só tivesse valor legal do pescoço para baixo. A cabeça estaria completamente impune a questionamentos para que pudesse se manter impune.
Na verdade Peluzo não revogou apenas o principio da publicidade, mas também o da imparcialidade para a suprema corte brasileira. A partir de agora é oficial, a justiça trata os poderosos com uma mão e os mortais comuns com a outra. Uma tem o hábito da carícia, outra, o do chicote. Você pode imaginar qual delas é dedicada a nós, pobres e despossuídos de poder ( por usurpação).
Que Deus tenha piedade de nossas almas...
12.1.11
A tragédia lucrativa
Vivemos uma época em que não há mais estadistas. Eleitores menores e urnas eletrônicas adestradas elegem governantes igualmente menores, imbuídos mais do senso de “oportunidade” do que de qualquer outra coisa.
Nesse sentido, tudo passa a se transformar em “oportunidade”, não para realizar, construir, resolver problemas da população ou colocar seu nome na história. A “oportunidade”, para nossos governantes se resume à questão monetária. Dinheiro, grana, bufunfa, faz-me rir, cascalho, ou como queira chamar cada um dos cultos assessores que os cercam.
Recentemente os governantes do Rio de Janeiro, Governador Cabral e seus aliados em variadas prefeituras, perceberam uma fonte inesgotável de oportunidades: as chuvas de verão.
O primeiro a transformar as águas do Rio em “oportunidade” financeira foi Eduardo Paes, Prefeito do Rio, cancelando todas as obras de dragagens, limpeza e desobstrução de Rios, bueiros e canais. Quando chega a chuva a cidade vira o caos, então o Prefeito ganha a “oportunidade” de contratar todo e qualquer serviço sem licitação, ou seja, pode pagar 1 milhão à empresa de algum amigo pelo aluguel de um bote salva vidas por algumas horas e ninguém pode reclamar de nada. A lei o garante.
O esquema deu tão certo que Paes o exportou para Prefeituras controladas por partidos aliados e a coisa virou uma mina de ouro, proporcionando tragédias colossais ano após ano e fazendo a felicidade dos governantes.
Lembro que quando Marcelo Alencar era Prefeito a limpeza de bueiros e canais para evitar enchentes era muito debatida. Saturnino Braga havia falido a Prefeitura e não havia dinheiro nem para a merenda dos estudantes, mas Marcelo deu um jeito de bancar as desobstruções para evitar enchentes. Durante o período Cesar Maia a coisa também caminhou tranquilamente, com investimentos em encostas para evitar tragédias.
Nas cidades do interior do Estado e mesmo da região metropolitana nem se falava nisso. Era raro ocorrer algo mais drástico do que uma enchente provocada pelo transbordamento de um Rio.
Mas a coisa agora virou moda. Nas cidades praieiras e serranas há uma combinação entre liberação para construções irregulares para ricos – como foi o caso do Luciano Huck em Angra – e o completo abandono das galerias e canais de escoamento das águas fluviais. Pronto. Simples assim. As tragédias são iminentes, mas os lucros também são vastos e garantidos.
Na verdade é uma pena que o Rio de janeiro, espelhando-se em picaretas que governam em esfera nacional, tenha se transformado nisso. Uma mera central de negócios.
Logo após o fim da ditadura militar dizia-se que o Rio de janeiro tinha um povo lúcido e politizado... O que será que acabou tão rapidamente com a lucidez desse povo?
Vicente Portella
11.1.11
Água de beber... para a Baixada Fluminense
A história se repete todo ano: chega o verão e as pessoas que moram na Baixada vivem o desespero da falta d’água. Isso se dá por dois motivos básicos, aumento de consumo e estabelecimento de prioridades.
Quase todo o abastecimento da Baixada é feito pelo sistema Guandu, que atende toda a região metropolitana e, apesar de ter sua estação de tratamento na Baixada, tem como foco maior o abastecimento da capital do Rio de janeiro.
Nossa cidade, Duque de Caxias, recebe água de 3 sistemas. As represas de Xerém e Mantiquira cobrem cerca de 15% da distribuição e o sistema Guandu entra com os outros 85%. Quando chega o verão, no entanto, o sistema se torna caótico.
Historicamente o abastecimento de água da capital passa pela baixada desde o começo do século passado, mas, naquela época, não existia nenhuma demanda. A população pequena e os rios limpos garantiam o atendimento das necessidades de água com tranqüilidade, mas hoje o que prevalece é o drama de uma população imensa sem atendimento.
O problema de abastecimento de água da Baixada, no entanto, pode ser resolvido plenamente antes do próximo verão. A coisa depende apenas da nossa capacidade de exigir as obras corretas para que isso ocorra.
Existe um projeto do Engenheiro Flávio Guedes, especialista em saneamento e meio ambiente e também ex-Diretor de operações da própria Cedae, capaz de, tecnicamente, resolver o problema pelo menos para os próximos 30/40 anos.
O lago da represa de Ribeirão das Lages, em Piraí, tem volume de água disponível para que se faça uma linha exclusiva visando o atendimento da demanda de água da Baixada Fluminense. Para isso bastam apenas alguns estudos sobre a necessidade ou não da construção de uma estação de tratamento específica e o assentamento de tubulações para trazer essa água até os reservatórios locais e distribuída-la a população.
Falando assim pode parecer um projeto simples, mas é complexo, muito complexo, e tem um custo, cerca de 300 milhões de reais. Este seria o preço aproximado do fim do nosso sofrimento pelo menos no que diz respeito ao abastecimento de água tratada. Se a gente considerar que só a reforma do Maracanã vai custar aos nossos bolsos mais de 1 bilhão de reais, não se trata, nem de longe, de uma missão impossível.
Se tecnicamente, no entanto, o projeto para matar a sede da população da Baixada é plenamente viável, politicamente a história é outra. Teríamos que superar nossas limitações e fazer com que a sociedade da região, além das lideranças políticas, comprassem o projeto. Teríamos que estabelecer uma relação entre os Prefeitos e Vereadores da região que estivesse muitos decibéis acima da mera conveniência política e partidária. Teríamos que adquirir, entre nós, uma consciência coletiva capaz de superar os inúmeros obstáculos que nos afastam e lutar por uma causa comum, a qualidade de vida e a dignidade das pessoas que moram em nossas cidades.
Considero que Duque de Caxias, por ser a cidade mais importante da região, tem todas as condições do mundo para convocar, imediatamente, formuladores, técnicos, líderes políticos e sociedade em geral para debater e defender um projeto assim, que vise atender a Baixada, dando a população água de beber, um elemento essencial à vida e a dignidade humana.
Vicente Portella
Assinar:
Postagens (Atom)













