7.8.10

O canto da Baixada - Evoé Bira da Vila!

Bira da Vila lança seu primeiro CD resgatando a identidade cultural da Baixada Fluminense – origem e inspiração da sua obra e de grandes compositores da região 

O cantor e compositor, Bira da Vila, vai lançou no dia 8 de junho, no Clube de Engenharia, na Av. Rio Branco, 124, seu primeiro CD “O Canto da Baixada. O disco produzido em parceria com o radialista Adelzon Alves, possui 15 preciosas faixas, e resgata a identidade da Baixada Fluminense através de seus principais compositores das décadas de 1940 até hoje.
A obra é fruto de mais de dez anos de pesquisa que Bira da Vila e  Adelzon Alves fizeram, sobre os cantores e compositores oriundos da Baixada Fluminense, e chama atenção não só pela qualidade musical como também pela história contada através de cada música. O CD conta com a participação especial de Beth Carvalho, na faixa “O daqui, o dali e o de lá” que é uma verdadeira homenagem ao Brasil, citando mais de 40 ritmos tipicamente tupiniquins.
Bira foi o responsável por todo o processo de produção do disco, desde a idealização ao produto final, por isso a preocupação com a escolha do repertório e com o valor da obra. “Este projeto tem como objetivo valorizar a cultura de um lugar que geralmente fica esquecido do grande público.” afirma o artista. “‘O Canto da Baixada’ é um disco importante pelo resgate cultural, histórico, artístico e uma justa homenagem aos grandes compositores de samba  da Baixada Fluminense, como Osório Lima, João da Paz, Cabana, Toninho Barros, Jairo Bráulio, Anésio, Serginho Meriti e tantos outros que marcaram a história do samba e precisam de alguma forma ser lembrados.”
O disco é genuinamente de samba, mas em cada composição são percebidos toques e levadas de variados ritmos como o baião  o forró e o xaxado, ritmos brasileiros. “É a união de todas as artes para uma mobilização e discussão sobre a valorização da Baixada Fluminense. Artistas da década de 40, 50 não podem ser esquecidos,” finaliza Bira.

Sobre Bira da Vila

O cantor e compositor, Bira da Vila, nasceu dia 08 de janeiro de 1963, na Vila São Luiz, Duque de Caxias-RJ.  O Pai, Seu Jair, foi a primeira fonte de inspiração – devido ao andar gingado de malandro de S. Jair, aos 14 anos Bira prestou uma homenagem ao pai e compôs seu primeiro samba “O Malandrinho”. Bira da Vila foi apadrinhado pelo amigo e maior ídolo artístico Luiz Carlos da Vila, com quem possui uma forte parceria musical. Teve “Sorriso de Banjo”, sua primeira composição, gravada por Jovelina Pérola Negra no disco “Vou na Fé” em 1993 que tocou em todo o país. No ano de 2002, uma parceria com Riko Dorilêo, compôs “Ventos da Liberdade”, que é considerada o Hino da libertação de Angola e é tocada até hoje nas principais rádios do país. Bira é citado no Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira, na biografia de Zeca Pagodinho e no livro “Heranças do Samba” de Aldir Blanc, Hugo Sukman e Luis Fernando Vianna.  Zeca gravou a música “Então Leva”, composição de Bira em parceria com Luiz Carlos da Vila, que está presente no ultimo disco de Zeca Pagodinho e ficou entre as duas concorrentes, na categoria de melhor canção do ano na ultima edição do Premio da Musica Brasileira.


Assessora de Imprensa
Carolina Bellardi
carolinabellardi@hotmail.com.br
21 8118-7525

OBS do Blog: O CD está sendo vendido no instituto histórico de Duque de Caxias. Quem ama a arte pode comprar sem susto. É uma obra fantástica, daquelas que ficam marcadas nas nossas memórias e corações. Evoé Bira da Vila !  

PEREGRINO 22

Ricardo Gama denuncia: Cabral chama adolescente de otário na presença de Lula.

5.8.10

PEREGRINO 22


Vai Passar
Chico Buarque
( Chico Buarque e Francis Hime)


Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar.

PEREGRINO 22





Teu Sonho Não Acabou

Hoje a minha pele já não tem cor
Vivo a minha vida seja onde for
Hoje entrei na dança e não vou sair
Vem que eu sou criança não sei fingir



Eu preciso, eu preciso de você

Ah! Eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você

Lá onde eu estive o sonho acabou

Cá onde eu te encontro só começou
Lá colhi uma estrela pra te trazer
Bebe o brilho dela até entender



Que eu preciso...


Só feche o seu livro quem já aprendeu

Só peça outro amor quem já deu o seu
Quem não soube a sombra, não sabe a luz
Vem não perde o amor de quem te conduz

Eu preciso...
 

Nós precisamos, precisamos sim
Você de mim, eu de você.

Raphael Rabello & Leo Gandelman - Villa Lobos - Heineken Concerts - Rio ...

2.8.10

A mídia pode estar corrompida ou “ Os feitos de Cabral”.


Quando um usuário do Windows tenta gravar algo em um CD que, por um ou outro motivo, está danificado, aparece uma mensagem na tela do computador: “não foi possível efetuar operação. A MÍDIA PODE ESTAR CORROMPIDA” .
Pois é. Parece até que o Bill Gates quando criou o programa se inspirou na mídia do Rio de Janeiro.
Todos os grandes jornais do Rio insistem em ignorar a candidatura de Fernando Peregrino - 22, candidato do PR ao Governo do Estado.
A cobertura se resume a Cabral e Gabeira e, invariavelmente, enchendo a bola de Cabral e detonando o verde. Li em algum lugar dia desses que Cabral falou de “Seus feitos” à população em determinado comício. Incrível. Duas mentiras em uma única e curtíssima frase.
A primeira mentira é a “população” a que o jornal se referia, são na verdade cabos eleitorais pagos com o dinheiro público para acompanhar Cabral em sua campanha. Do ponto de vista sindical até acho que esse pessoal tem que ser muito bem pago, afinal de contas, coitados, acompanhar o desgovernador é uma atividade notoriamente insalubre e periculosa, mas, do ponto de vista eleitoral, é um absurdo gastar milhões em dinheiro público ( Helicópteros, viaturas, servidores civis e militares, tudo devidamente filmado e fotografado) para fazer campanha.
A segunda mentira diz respeitos aos “feitos de Cabral”. Cabral não tem feitos. Não há uma obra sequer no Rio de Janeiro iniciada de 2007 para cá que possa ser atibuida à Cabral. Tudo o que existe ou começou antes, nos Governos Garotinho e Rosinha, ou são obras do PAC, financiadas pelo Governo Federal. Algumas, inclusive, indevidamente emPACadas.
Para a população os “feitos de Cabral” se resumem à pequenas ações, como , por exemplo, o espancamento pela polícia militar, de professores – homens, mulheres, jovens e velhinhos – na porta da Assembléia legislativa, por ordem do Governador e com o apoio de Piscciani. Este sim, pode ser considerado um “feito de Cabral”.
A agressão aos médicos do Estado também, chamando-os de vagabundos, pode ser considerada um “feito de Cabral”. E nos acidentes de trem? Alguém se lembra? Cinco horas da manhã, pessoas desesperadas tentando ir para o trabalho, e Cabral às ofendendo. Os trens quebrando, chocando-se entre si e até trem fantasma percorrendo estações sem maquinistas e Cabral chamando o povo de vagabundo, de Vândalo, de irresponsável, ao mesmo tempo em que ampliava as concessões dos trens e do Metrô - terrivelmente tão ineficientes quanto os trens - como presente a sua esposa, Adriana Alcelmo, advogada das concessionárias de ambos os serviços.
Este sim, é um “feito de Cabral”, o trafico de influência em escala industrial praticado pelo próprio Governador do Estado em benefício de sua família.
O mais interessante é que a imprensa do Rio de Janeiro emudece de forma constrangedora diante desses “feitos”. Nem uma linha, nem uma palavra, nem uma vírgula sequer à respeito dos escândalos governamenteais é publicada.
A Secretaria de Saúde pode promover fraudes absurdas, alugar conteiners caríssimos para fazer hospitais de lata que não funcionam e perder toneladas de remédio por incompetência.
A Secretaria de segurança pode fazer acordo com traficantes, proteger celebridades criminosas e até alugar carros por preços estratosféricos. Nada é publicado.
Para a gloriosa impresa fluminense o que importa não são os fatos, mas a versão oficial. A coisa é tão hipócrita que me faz lembrar de um trecho da letra daquela belíssima canção de Zé Ramalho, Avohái: “Se eu calei foi de tristeza, você cala por calar.”
Apesar disso tudo, no entanto, estamos entrando, com a internet, em uma nova era de Gutemberg e a informação já não se concentra apenas nas mão dos poderosos. Há milhares de internautas espalhados pelo Rio de janeiro, e pelo Brasil, dispostos a levar ao povo as informações que a mídia esconde, maqueia e manipula. Além disso, brevemente teremos os debates em rede aberta de TV e a propaganda eleitoral, onde aqueles candidatos que não fazem acordo de bolso com a mídia poderão falar diretamente ao povo.
Na prática, o jogo está apenas começando e nem mesmo as pesquisas nos assustam. Cabral pode até dar outros 50 milhões do nosso dinheiro para que o IBOPE lhe atribua 100, 110, 150% nas pesquisas. Nossa força vem do povo e esse não se engana, não se ilude e não se vende.
Peregrino é o candidato do Garotinho e do povo do Rio de Janeiro e, assim como Brizola em 1982 a quem as pesquisas atribuiam 3%, vai atropelar estes punhos de renda na reta final e chegar ao segundo turno.
Nos anos 80 Brizola expulsou essa elite mesquinha, preconceituosa e arrogante do poder, agora, em 2010, é a nossa vez de fazer o mesmo. Para o bem do povo e do Estado do Rio de Janeiro.

Peregrino Governador  22 - Flávio Guedes - Deputado Federal - 2217
Com a inspiração de Getúlio e Brizola e com a força do povo, Garotinho. 

24.7.10

Você pode muito mais...


Você pode construir o seu próprio destino, andar com suas próprias pernas e pensar com sua própria cabeça. 
Você pode se negar a aceitar a corrupção e a ganância dos governantes. 
Você pode atuar para que os seus filhos, os filhos dos seus vizinhos, dos seus amigos e até mesmo os filhos daquelas pessoas que você nem conhece, tenham um futuro digno, com educação em tempo integral, saúde, saneamento, habitação e direito a felicidade. 
Você pode agir pelo bem estar social da sua comunidade, do seu bairro, da sua cidade, do seu Estado e do seu País. 
Você pode lutar contra as injustiças e contra os interesses mesquinhos dos donos do poder. 
Você pode usar o seu voto como uma arma em sua própria defesa. 
Você pode escolher o melhor candidato; aquele que tem histórico de lutas, qualificação pessoal e política e, acima de tudo, compromisso com você enquanto cidadão, ou cidadã, e enquanto povo. 
Você pode. Você é senhor da sua vontade. Você tem o poder de mudar o mundo. 

Então, mude o Rio de Janeiro.



Peregrino 22 Governador
Flávio Guedes 2217 Dep. Federal

17.7.10

A linhagem de Fernando Peregrino

O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro pelo PR, Fernando Peregrino, pertence a uma linhagem histórica da política brasileira, a linhagem tabalhista, nacionalista e popular. Essa história começou com Getúlio Vargas, que, chegando ao poder com a revolução de 30, iniciou o processo de transformação de um País agrário em um País industrializado. Antes de Getúlio o poder se concentrava nas mãos de poucos e o voto era restrito àqueles que possuíam terras. Getulio universalizou o voto, inclusive para mulheres, até então excluídas do processo político e estabeleceu as bases dos direitos trabalhistas, com a CLT.
Angariou para si, é claro, a ira dos poderosos. Nenhum grupamento político foi, na história do Brasil, tão agredido, massacrado e difamado quanto o trabalhismo. Os Barões do café, assim como os Barões da mídia de hoje, consideravam um absurdo abrir mão de uma pequena parcela de seus lucros para garantir aos trabalhadores coisas como direito à férias remuneradas e décimo terceiro. Sempre compreenderam como agressão pessoal qualquer possibilidade de evolução e independência do povo trabalhador.
A carta testamento que Getúlio nos deixou denuncia essa terrível ação permanente das elites contra o povo Brasileiro.
Brizola, como herdeiro natural de Getúlio, sofreu toda a sorte possível de boicotes e perseguições exatamente por estabelecer uma concepção popular de governo, tanto no Rio Grande do Sul, quanto no Rio de janeiro, Estados onde se elegeu Governador.
Os CIEPs, por exemplo, escolas de qualidade e em tempo integral concebidas por Darcy Ribeiro e dirigidas aos filhos dos trabalhadores, as crianças das classes mais pobres, foram considerados uma afronta `pelas elites, que jamais aceitaram que tanto dinheiro fosse gasto com a educação e qualificação do povo. Brizola foi demonizado pela mídia, mas o povo do Rio de janeiro, compreendendo as artimanhas dos poderosos, saia as ruas e gritava à plenos pulmões.
- O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo.
Garotinho, herdeiro nato de Brizola, também eleito para o Governo do Estado do Rio de janeiro, equalizou a dívida pública e investiu pesado tanto na recuperação econômica quanto na construção de uma rede social de amparo e proteção às camadas mais pobres da população.
Foi agredido de todas as formas. Foi perseguido, teve sua casa invadida pela Polícia Federal, sua família ameaçada e sofreu inúmeras tentativas de desmoralização pública sem que, no entanto, seus detratores conseguissem provar qualquer ação que desabonasse sua conduta como homem público.
Os projetos implementados por Garotinho, como bolsa família e cheque cidadão, foram todos copiados por outros governantes a quem a mídia atribuiu os créditos, mas nem assim conseguiram eliminar sua liderança popular.
Desesperados, seus inimigos lançaram mão até mesmo de algumas instituições públicas para, com ações rasteiras e covardes, tentar torná-lo inelegível. Chegando inclusive a cassar o mandato popular conquistado por Rosinha, sua esposa, alegando “abuso” dos meios de comunicação por conta de uma entrevista veiculada antes do período eleitoral.

Fernando Peregrino, ao assumir a tarefa de representar a linhagem trabalhista, nacionalista e popular nestas eleições, como candidato à Governador, assume também um compromisso que na verdade sempre foi seu, o compromisso de lutar pela independência do povo em relação aos interesses das elites.
Peregrino, para quem não sabe, é engenheiro pela UFF, especialista em Propriedade Intelectual e mestre em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ. É fundador da Escola de Políticas Públicas e Governo da UFRJ e foi Presidente da FAPERJ nos Governos Leonel Brizola e Garotinho. Fundou a Internet no Rio de Janeiro. Coordenou o Convenio do Governo Leonel Brizola com o Presidente Fidel Castro de Cuba (1992) para dar assistência às vitimas do acidente com o Césio-137. Foi Presidente do PRODERJ, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e Chefe de Gabinete do Governo Rosinha Garotinho. Foi Presidente do Fórum Nacional dos Secretários de Ciência e Tecnologia, membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia da Presidência da República. É Analista de Ciência e Tecnologia do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) desenvolvendo estudos e pesquisas sobre novos modelos de gestão de unidades de ciência e tecnologia com a COPPE/UFRJ. Foi líder estudantil na luta contra a ditadura militar, Presidente de diretório acadêmico e diretor da UEE/SP. Atualmente e Presidente do Instituto Republicano do PR/RJ.

Peregrino é, certamente, o candidato mais qualificado, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista profissional, para conduzir as lutas do povo do Rio de Janeiro,  pois, acima de tudo, Peregrino dignifica uma estirpe de grandes guerreiros do povo Brasileiro.
Peregrino vai à luta com as bênçãos de Getúlio, Brizola e Darcy Ribeiro, para, com o apoio de Garotinho, escrever mais um capítulo da nossa história.

3.7.10

Rasga coração, rasga constituição...

A constituição brasileira, em seu artigo primeiro, diz claramente que "todo poder emana do povo". Isso tem o propósito de não permitir que o poder político se concentre nas mãos daqueles que já detém o poder econômico, como ocorria antes da revolução de 30, liderada por Getúlio Vargas.
Até 1930, por mais absurdo que possa parecer para nós hoje em dia, o voto era restrito aos donos de terra, aos grandes latifundiários, e o Estado não era nada além de porto seguro para os ricos. Desde Getúlio, no entanto, para o horror das elites, o povo passou a ser ator principal no cenário político brasileiro, inclusive as mulheres, que nem tinham direito ao voto.
Esta mesma constituição, no entanto, vem sendo descaradamente rasgada no Rio de Janeiro com o apoio, ou pelo menos com o silêncio conivente de muita gente boa.
Quando um Governador se alia aos detentores do poder judiciário para impedir a candidatura de adversários ele está flagrantemente rasgando a constituição. Quando um Juiz impede uma manifestação legítima do povo e nega à este o direito de escolher seus governantes, ele está rasgando a constituição. Quando um Ministro de tribunal superior cassa, alegando motivos falsos e abstratos, o mandato de um legitimo governante, eleito pelo povo, ele está rasgando a constituição. Mais que isso. Quando o poder que não emana do voto proíbe a livre expressão de um povo através do voto, além da constituição, ele está rasgando o coração de um País, a alma de um povo. Ele está, enquanto poder estabelecido, avocando para si tarefas que não são suas e tomando do povo sua legitimidade estabelecida na constituição brasileira.
Na verdade tem sido praticamente comum a utilização do poder judiciário como instrumento de enquadramento político de adversários. Poderosos tendem à estar próximos a poderosos e daí surge o vício, a promiscuidade entre poderes e a supervalorização da vírgula, do ponto e de outros sinais gráficos como forma de "interpretar" as leis de maneira mais conveniente ao "compadre" que encomenda a sentença. Tudo isso mergulhado no molho da podridão política, faz estragos terríveis.
Mas voltando ao Rio de janeiro, primeiramente foi o nosso TRE - Tribunal Regional Eleitoral - que resolveu agradecer aos favores do executivo tornando inelegíveis alguns adversários de seu chefe. As vítimas foram Garotinho e Rosinha. Aí, mesmo aqueles que formam suas convicções com base na imprensa podem se perguntar: o casal foi cassado por roubo, assassinato, má administração do dinheiro público, mutretas ou maracutais? Não. O TRE cassou o mandato de Rosinha e tornou Garotinho inelegível graças à uma entrevista concedida à um pelo o outro, em uma rádio de Campos, fora do período eleitoral, em 2008. Isso é bem mais do que procurar cabelo em ovo. Isso é adaptar a lei aos interesses de alguém.
Em seguida vem o nosso gloriosos TSE e, apesar de conceder liminar à Garotinho, que a rigor nem deveria sofrer sanções, pois nem candidato era à época, cassa o mandato de Rosinha. Baseado em alguma mutreta? - perguntamos novamente - Não. baseado em uma entrevista de rádio.
Mas se fosse assim, diria alguém mais astuto, o próprio Lula estaria cassado e todos os atuais candidatos seriam proibidos de concorrer. Mas não é assim que a coisa funciona nos tribunais, sejam eles regionais ou superiores. Ao que parece, infelizmente, a sentença sempre depende de quem à encomenda. O que é lícito para uns é um pecado mortal para outros.
Na prática, temos o único poder sem voto da república interferindo gravemente na vontade popular com o objetivo de beneficiar governantes. Infelizmente, no entanto, ninguém mais liga para isso. OAB, ABI, Deputados, lideres da sociedade em geral devem estar muito preocupados com outra coisa qualquer para se importar com algo tão reles quanto a legitimidade do voto. Na neo ditadura brasileira isso não está mais na moda. Coração e constituição podem ser rasgado à vontade. Vianinha já nos havia falado sobre isso, lá atrás.

20.6.10

Taiguara:a música e o sonho de um grande artista


Fico me perguntando se no mundo "muderno", onde tudo é corrido, fugidio e estanque, as pessoas ainda param e ouvem música percebendo a beleza da melodia, dos acordes, dos instrumentos e a poesia das letras. Me refiro, é claro, às novas gerações, à essa garotada forte e bonita que vai conduzir o País amanhã.
Taiguara fazia música, mas além dos sons, dos acordes, das combibações belíssimas de notas, fazia poesia. Muita poesia. Era um tempo em que se acreditava nas coisas, na vida, no futuro e as canções do Taiguara nos ajudavam a construir este futuro.
Que ninguém se engane, o poeta cantor, dono de uma voz doce e bela, foi também um milatante político apaixonado. Taiguara sonhou, como todos nós, e lutou para realizar seus sonhos.
Andarilho, colheu estrelas e nos trouxe. Bebi o brilho delas com sofreguidão e acho que muita gente também bebeu. Essas estrelas ainda andam por aí, quem quizer beber seus brilhos pode ficar a vontade. Afinal de contas, na verdade, bem lá no fundo, nosso sonho não acabou nem vai acabar nunca.E a gente precisa cada vez mais um do outro.



Teu sonho não acabou

Hoje a minha pele já não tem cor
Vivo a minha vida seja onde for
Hoje entrei na dança e não vou sair
Vem eu sou criança não sei fingir

Eu preciso, eu preciso de você
Ah eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você

Lá onde eu estive o sonho acabou
Cá onde eu te encontro só começou
Lá colhi uma estrela pra te trazer
Bebe o brilho dela até entender

Que eu preciso, eu preciso de você
Ah eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você

Só feche seu livro quem já aprendeu
Só peça outro amor quem já deu o seu
Quem não soube à sombra não sabe à luz
Vem não perde o amor de quem te conduz

Eu preciso, eu preciso de você
Ah eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você
Eu preciso, eu preciso de você
Nós precisamos, precisamos sim, você de mim eu de você


15.6.10

A revolução das vuvuzelas

O povo da África do sul descobriu, ainda que tardiamente, uma forma fantástica de se vingar dos séculos de sofrimento e exploração inglesa desenfreada: as vuvuzelas. 
A coisa começou com um jornalista inglês – provavelmente ainda se considerando proprietário do continente africano – reclamando do barulho das cornetas. Imediatamente os sul africanos disseram “ não gostou, vai embora. Aqui a casa é nossa e a gente faz o barulho que quizer”. 
Agora, em plena Copa do mundo, a aporrinhola sul africana está tirando do sério muita gente. Os europeus, principalmente, estão loucos com a barulhada, que faz com que os estádios pareçam constantemente sob ataque de um incomensurável bando de gafanhotos gigantes. 
Se descobrissem a mais tempo esse genial instrumento de aporrinhação, certamente Mandela não teria sofrido o que sofreu. Se na época do apartheid os sul africanos se juntassem na porta do parlamento inglês tocando vuvuzelas por alguns dias sem parar, os ingleses teriam aberto mão do território muito antes, economizando décadas de uma colonização profundamente cruel e racista. 
Se os africanos, alías, usassem esse poder para barganhar investimentos para acabar com a fome em seu continente, certamente a África teria hoje padrões europeus de desenvolvimento. 
Imaginem, se conseguirem, uns 500 mil africanos na porta da Casa Branca tocando vuzuzelas. Obama se renderia com menos de 15 dias, com certeza, e liberaria verbas opíparas para investimentos na África. 
A Grécia, que passa por um baita sufoco econômico, se fosse esperta, faria uma aliança imediatamente com a Áfica do sul e convocaria seus novos parceiros para tocar corneta no parlamento Europeu. Enquanto não liberassem toda a grana que os gregos precisam para sair da bancarrota, tome-lhe corneta. A crise seria resolvida em tempo recorde. 
No Brasil a gente também podia usar as vuvuzela, afinal trata-se de uma nova tecnologia africana que pode, em alguns casos, ser muito mais eficiente do que escrever 1 milhão daquelas cartas à jornais que eles nunca publicam. 
Se a gente fosse, por exemplo, para a porta do MP ou do TRE do Rio de Janeiro, munidos de muitas e muita vuvuzelas, duvido que eles continuassem se finjindo de mortos ou obedecendos as ordens do poder executivo. Cederiam aos apelos populares e talvez até passassem a fazer seu trabalho. 
E o Sérgio Cabral, com esse estilo de novo rico bôco môco? Com esse comportamento brega de idolatria a Paris... Será que resistiria à meia hora de vuvuzelas por dentro daqueles tímpanos deslumbrados? Certamente saíria gritando: 
Não! Não! Vuvuzela não! Isso coisa de africano, de gente pobre! Respeitem meus ouvidos parisienses. 
Enfim, os sul africanos podem ter descoberto o ovo de Colombo. Depois das vuvuzelas, caso elas sejam bem usadas, o mundo jamais será o mesmo. 
Ainda bem que as autoridades sul africanas barraram a pretensão dos europeus de proibirem as vuvuzelas nos estádios. É cultura popular e pronto. Quem não gostar, que volte pra casa. 
Trata-se de uma verdadeira revolução popular. 
Viva a África do sul! Viva as vuvuzelas! Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu! 

12.6.10

Coisas da Copa

Confesso que, ao contrário da grande maioria, não estou muito ligado nas coisas da Copa do mundo. Na verdade nem a formação dos grupos eu vi ainda. Assoberbado com tantas outras coisas, acabei ficando meio alienado em relação ao mundial da África do sul. Com exceção do finalzinho do jogo entre os anfitriões e o México, a única notícia que eu tinha visto até então, referente a Copa, se referia à uma tabela do mundial distribuída em algum canto por aí com a foto da Dilma e de um candidato a Governador. Os inspetores "Javert's" do MP, é claro, fazendo discursos indignados por conta de uma bobagem dessas.
Na verdade acho interessante essa coisa de eleição em ano de Copa. A competição nos permite uma pausa para reflexão. Durante um mês, pelo menos, as manipulações políticas da mídia ficam parcialmente suspensas e o cidadão comum ganha um quase descanso para se dedicar à tarefa de torcedor.
Outra coisa interessante nisso tudo é o fato de, pela primeira vez, estarmos lidando com Copa, eleições e internet razoavelmente ampla ao mesmo tempo. Digo razoavelmente porque ainda não temos acesso democratizado, mesmo assim, no entanto, já da pra dizer que a internet tem um peso considerável no Brasil.E mais que isso, que a internet demistifica a velha e oligárquica imprensa brasileira.
Dizem que antigamente, quando não havia televisão, os narradores de rádio faziam horrores na transmissão dos jogos em termos de manipulação e enganação dos ouvintes. Na ausência de imagens as pessoas só podiam acreditar no que era narrado, não tinha outro jeito. Com o advento da televisão novas técnicas de manipulação foram desenvolvidas pelos barões da mídia, cada vez mais concentrada em pouquíssimas mãos. Com o surgimento da internet, entretanto, por mais paradoxal que possa parecer, voltamos aos tempos libertadores de Gutemberg, que, ao inventar a imprensa democratizou a informação, nos permitiu ler com nossos próprios olhos, pensar com nosso próprio cérebro e gerou uma verdadeira revolução de comportamento. A informação nua e crua tem esse poder sobre as pessoas.
Se não fosse a Copa do mundo, certamente eu estaria aqui falando de um TRE que, como o do RJ, se alimenta dos restos caídos da mesa de um péssimo Governador chamado Sérgio Cabral, ou, talvez, estivesse falando dos royalties do petróleo perdidos graças a  mais pura incompetência e incapacidade política deste mesmo desgovernador. Mas estamos falando de Copa, então vamos lá.
Assim como a internet vem mudando a face do poder no planeta, o futebol também vem fazendo a sua revolução. África do sul e Coreia do Sul, por exemplo, pra citar apenas dois jogos deste incipiente campeonato, me impressionaram bastante. Certamente não será tão fácil assim manter o "poder" do futebol nas mãos - ou, no caso, nos pés - daquelas seleções tradicionais por muito tempo. Os emergentes, assim como na geo política mundial, estão crescendo e se desenvolvendo.
Aliás, a alegria do povo africano é contagiante. Aquelas cornetas barulhentas são algo simbólico. Eles não param. Tocam aquele troço o jogo inteiro. É como se dissessem: estamos aqui, a casa e nossa e queremos nosso quinhão do mundo.
Ao contrário do Brasil, o povo africano não coloca o futebol como valor maior e questão de honra, tanto que conseguiram se libertar dos ingleses e retomar seu País das mãos estrangeiras. Nelsom Mandela, que na atual festa é nome de estádio, está lá, como prova viva da capacidade de luta e recuperação daquele povo. 
Tenho certeza de que será uma bela festa e que logo após o apito final do último jogo os sul africanos estarão trabalhando duro para continuar a reconstrução do seu País. Seria bom se aqui fosse assim também. No dia em que o cidadão brasileiro tomar as rédeas do seu destino, nós também construiremos uma belíssima nação.
Não tenho dúvidas.

8.6.10

Um vermelho que vai ficando cada vez mais verde

Aconteceu, nos últimos dias de Maio, a 5° Conferência de Meio ambiente de Duque de Caxias, na qual tive a honra de ser eleito membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente. 
Em tempos outros eu jamais participaria de algo assim. Minha formação pólítica foi no PCB, antigo partidão, e tudo era sério demais se comparado aos dias de hoje. Por isso, pessoas como eu nem arriscam participar de certos eventos nesta ingrata época de seriedade tão escassa. 
O Secretário de Meio ambiente de Duque de Caxias, no entanto, Samuel Maia, me garantiu que o processo se daria de forma correta e que ele próprio garantiria a lisura. Conhecendo-o bem, amigo de longa data, solicitei ao Presidente do meu sindicato que efetivasse a inscrição e participei da Conferência. 
Samuel cumpriu a palavra à risca, pois foram três dias de debates lúcidos, palestras importantíssimas e defesas transparentes de propostas embasadas no interesse coletivo. Bem diferente de outras esferas de atuação, onde, muitas vezes, as “deliberações finais” já estão definidas antes do começo dos trabalhos e indevidamente ensovacadas por algum mini-poderoso, podemos dizer que a Conferência do Meio ambiente foi algo realmente sério e transparente, coisa que nossos calejados olhos raramente vêm. 
Várias palestras importantíssimas foram proferidas na conferência, todas por profissionais altamente qualificados, mas uma delas me chamou especial atenção, pois tratava de um tema que nos é caro: o lixo. 
Como sabemos, entre outras animalidades, a ditadura militar brasileira – de 64 à 85 do século passado, impõs à nós, caxienses, o triste destino de sediar a lixeira da capital do Estado. E pior, com o estabelecimento de um lixão que até hoje nos traz transtornos graves e paira, eternamente, como uma grave ameaça para o meio ambiente da cidade, pois trata-se de uma estrutura iminentemente fadada ao acidente ecológico. 
Além de poluidor em sua essência, o lixão ainda tem como característica básica uma capacidade absurda de contaminar o solo, as água e tudo o mais que estiver a sua volta. E que volta. As áreas utilizadas pelos lixões são enormes, expandindo gravemente o drama das pessoas em seu entorno. 
Recentemente, em Niterói, um antigo lixão foi palco de uma terrível tragédia e muitos outros, brasil afora, estão causando agonias similartes. 
Tomamos conhecimento, no entanto, à partir da palestra do ambientalista Sérgio Ricardo, da OMA Brasil, intituição especializada em tratamento de resíduos sólidos, que há tecnologia disponível e soluções infinitamente mais sensatas para o problema do lixo. Usando uma área consideravelmente menor, investindo muito menos e qualificando e empregando pessoas, o nosso lixo urbano pode ser transformado em energia boa e limpa. 
Falando assim parece um absurdo que ninguém tenha pensado em nada assim antes. Pois bem, pensaram.Muita gente vêm trabalhando na busca de soluções para o problema do lixo, mas, infelizmente, a criação de lixões contaminadores do ar, da terra e das águas, ainda representa uma opção imensamente lucrativa para alguns governantes, tanto que há governadores que, desgraçadamente, oferecem incentivos fiscais aos Prefeitos para que estes adotem soluções nocivas à vida e a dignidade humana. 
Estaremos nos próximos anos trabalhando nisso. Na busca de soluções para o meio ambiente de nossa cidade. 
Eu, que nasci vermelho, estou ficando cada vez mais verde, é verdade. As paixões são mesmo assim, se renovam e se modificam. De minha parte, não tenho dúvidas de que está é a melhor maneira de que disponho, hoje, para melhorar o mundo em que vivo. Então, vamos à luta...

2.6.10

ANARKOPOEMA - Tubarão

Ando sem tempo para fazer muitas das coisas que gosto, atualizar o Blog é uma delas. Tudo tem sido muito corrido, e agora então, com essa coisa de Copa do mundo, minhas provas foram adiantadas em uma semana, complicando mais ainda minha vida.
Na semana que vem, por exemplo, dia 08/06, terça feira, tem o lançamento do ANARKOPOEMAS, livro do Tubarão, lá na editora Multifoco  - Av Mem de Sá, 126 – Lapa. É, provavelmente, o mais aguardado evento literário dos últimos tempos para toda uma turma ( na qual eu me incluo) que produz alguma forma de arte  em certos torrões cariocas e fluminenses e, no entanto, eu não vou poder estar presente. Algum gênio desses de dimenssões “globais” resolveu, como eu disse lá em cima, antecipar as provas justamente para a semana do evento. Se esse povo que dirige faculdades no Brasil lesse alguma coisa além de manuais financeiros eu diria que a coisa foi de caso pensado, só para me impedir de ir ao lançamento do livro do meu amigo. Mas não tem nada não... Tomara que todos os amigos vinguem minha desdita comparecendo em massa e transformando a festa em algo raro, belo e marcante.
Para quem não sabe, Tubarão é poeta com P maiúsculo. É dono de textos fortes e desafiadores, daqueles que sacodem quem lê, exigindo dele alguma atitude, alguma reação diante da tolocracia imposta ao planeta. Seus textos são tão poderosos que pode-se dizer com certeza que, independente da idade que tenha, a pessoa só perde realmente a virgindade depois que lê um poema do Tubarão. Creio que extamente por isso o nome do livro seja ANARKOPOEMAS. Os poemas do Tubarão são o fato; a expressão mais fidedigna da inquietação humana diante da ditaduras comportamentais “mudernas” o resto é tudo bobagem.